Leão XIV e Cúria Romana em retiro quaresmal
O Papa Leão XIV e os membros da Cúria Romana iniciaram, no passado Domingo, 22 de Fevereiro, o retiro da Quaresma com meditações propostas este ano pelo monge trapista D. Erik Varden.
De acordo com o portal de notícias do Vaticano, os Exercícios Espirituais da Quaresma começaram na Capela Paulina, no Vaticano, com a presença do Papa Leão XIV, dos cardeais residentes em Roma e dos responsáveis pelos vários Dicastérios da Cúria Romana.
Orientado por D. Erik Varden, bispo de Trondheim, na Noruega, o retiro tem por tema “Iluminados por uma glória oculta. Um itinerário quaresmal”, que motivou as reflexões do monge trapista.
Ao longo de seis dias – o retiro termina hoje, 27 de Fevereiro – D. Erik Varden apresentou onze meditações, com momentos de oração de manhã e à tarde.
Nascido na Noruega, em 1974, D. Erik Varden cresceu numa família protestante não praticante e a sua conversão ao Catolicismo foi impulsionada por uma intensa procura espiritual, despertada aos dezasseis anos por uma audição da Sinfonia n.º 2 de Mahler.
O bispo e autor passou por Portugal em Outubro de 2025, tendo concedido uma entrevista à Agência ECCLESIA.
Desde 2024, preside à Conferência Episcopal Nórdica e é membro do Dicastério para o Clero (Santa Sé).
PARA ONDE NOS LEVA A QUARESMA?
Na primeira meditação do retiro na Cúria Romana, D. Erik Varden afirmou que a Quaresma conduz a um “espaço livre do supérfluo” e alertou para a “instrumentalização da linguagem e dos símbolos cristãos”.
“A Quaresma confronta-nos com o essencial. Conduz-nos, material e simbolicamente, a um espaço livre do supérfluo. As coisas que nos podem distrair, até mesmo as coisas benéficas em si mesmas, são removidas por um período. Abraçamos uma abstinência dos sentidos”, disse o prelado.
D. Erik Varden assinalou que “a fidelidade ao exemplo e aos mandamentos de Cristo é a marca da sinceridade cristã”, explicando que a extensão da paz que encarnam indica a presença constante de Jesus em cada um. Por isso, continuou, dever-se-á “insistir nisto agora, quando o Evangelho é por vezes usado como arma nas guerras culturais”.
“A instrumentalização da linguagem e dos símbolos cristãos deve ser contestada, não só através de uma indignação superficial, mas também pelo ensino dos termos da autêntica guerra espiritual. Pois a paz cristã não é uma promessa de facilidade; é uma condição para uma sociedade transformada”, acrescentou, no resumo da primeira reflexão, intitulada “Entrar na Quaresma”, que publicou na sua página da Internet.
In ECCLESIA

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