NA IGREJA DE SÃO LOURENÇO, A 23 DE AGOSTO

NA IGREJA DE SÃO LOURENÇO, A 23 DE AGOSTO

Inteligência Artificial: especialistas debatem impacto na sociedade

A igreja de São Lourenço vai ser palco, a 23 de Agosto, da apresentação do livro “AI Evolution: Whither Humanity? Reflections on the Third Copernican Revolution”. A iniciativa traz a Macau Thomas L.C Tarn, autor da obra e professor assistente da Faculdade de Teologia de São Roberto Belarmino da Universidade Católica Fu Jen.

De que forma podemos preservar a dignidade humana e a autenticidade das relações interpessoais numa era dominada por algoritmos e pelo conhecimento instantâneo? Esta é uma das questões fundamentais que serão debatidas no Domingo de 23 de Agosto, à margem do lançamento do livro “AI Evolution: Whither Humanity? Reflections on the Third Copernican Revolution”, da autoria do professor Thomas Tarn.

Promovida pela Faculdade de Estudos Religiosos e Filosofia da Universidade de São José (USJ), em conjunto com o Instituto Católico de Teologia de Macau, a iniciativa terá lugar ao início da tarde, na igreja de São Lourenço, entre as 14 horas e 15 e as 15 horas e 45. «Tanto a palestra como o lançamento do livro vão ter lugar na mesma ocasião. Reservámos cinquenta livros para que possam ser vendidos a um preço promocional de cem patacas», explicou o padre Cyril Lam, director da referida Faculdade, em declarações a’O CLARIM.

Para além de Thomas Tarn, a actividade contará com a participação especial do arcebispo D. Savio Hon, antigo núncio apostólico da Santa Sé na Grécia e actual professor de Teologia na Universidade de São José. A sessão, que será conduzida em Mandarim, está aberta ao público em geral, sendo a entrada gratuita. Serão aceites donativos para apoiar as instituições envolvidas.

A prelação tem particular importância, num momento em que a Inteligência Artificial é frequentemente comparada, em termos de impacto, a uma “terceira revolução copernicana”. Durante a apresentação da obra, Thomas Tarn deverá reiterar a tese que está no cerne do livro. O académico considera que a capacidade crescente da Inteligência Artificial em mimetizar emoções humanas cria uma ilusão de interacção que desafia a noção de “encontro real”.

Tarn denuncia o risco da sociedade confundir o processamento de dados por parte de algoritmos com afecto genuíno, argumentando que a verdadeira experiência humana – quando pautada pela proximidade, pela tolerância e pelo sacrifício – não pode ser reduzida a meros cálculos computacionais, por mais avançados que sejam.

Para a Faculdade de Estudos Religiosos e Filosofia da USJ e para o Instituto de Teologia de Macau, o evento irá suplantar em muito o lançamento de uma obra de cariz literário. Trata-se, no entender de ambas as entidades, de uma resposta necessária da comunidade católica de Macau, através dos círculos teológicos, face às rápidas transformações tecnológicas que ameaçam isolar o indivíduo.

Os organizadores propõem uma reflexão crítica sobre a necessidade de colocar a tecnologia ao serviço do bem comum, garantindo que o Ser Humano não se torne um mero apêndice das máquinas, mas sim um agente consciente da sua própria espiritualidade e da relação com o divino.

M.C.

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