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MAESTRO AURELIO PORFIRI FALA SOBRE O PADRE ÁUREO CASTRO

Falta o reconhecimento internacional

A Academia de Música São Pio X lançou no passado sábado um trabalho discográfico que reúne 27 obras corais da autoria do padre e compositor Áureo Castro. A compilação, apresentada no Paço Episcopal, poderá contribuir de forma decisiva para que o legado musical do sacerdote açoriano transponha as fronteiras de Macau, defendeu Aurelio Porfiri, em declarações a’O CLARIM.

Para o maestro e compositor italiano, que viveu na RAEM entre 2008 e 2015, o padre Áureo da Costa Nunes e Castro (1917-1993) é um nome incontornável da história da música em Macau.

O sacerdote e docente – diz Porfiri – é o mais insigne representante de uma longa linhagem de músicos associados ao Seminário de São José e à Igreja Católica. «O contributo do padre Áureo Castro é importante no sentido de que ele procurou abrir caminho para a apreciação de música litúrgica de qualidade», sublinhou o também organista. «Houve outros antes dele – não podemos esquecer os padres Maberini e Schmid, na primeira metade do século XX, ou o romano Luigi Antinori, antes deles – mas o padre Castro foi, de todos eles, o compositor mais talentoso. Não tenho qualquer dúvida», acrescentou.

O registo discográfico conta com o patrocínio da Fundação Macau, tendo envolvido cerca de duas centenas de músicos e intérpretes, que assim homenagearam um dos grandes impulsionadores do ensino da música clássica no território.

Caracterizadas por um grande sentido de proporcionalidade e equilíbrio, as obras criadas pelo padre Áureo de Castro servem na perfeição a liturgia católica. «São obras bem escritas, nas quais se evidencia uma grande adequação entre a música e a ideia que quer transmitir, numa simbiose que encaixa bem na liturgia católica romana», explicou Aurelio, tendo rematado: «As composições do padre Áureo Castro são conhecidas sobretudo por parte dos seus antigos alunos e discípulos, mas sempre tive a esperança de que a sua obra se possa tornar mais conhecida fora de Macau. Espero que este CD contribua para isso»

 

Tributo a Madre Angelica

A capela do Cemitério Teutónico, no Vaticano, acolheu a 27 de Março uma missa de homenagem a Madre Angelica, por ocasião do terceiro aniversário da morte da religiosa, comunicadora norte-americana e fundadora da rede de televisão por cabo e rádio EWTN (Eternal Word Television Network).A celebração foi presidida pelo arcebispo alemão D. Georg Gänswein, tendo Aurelio Porfiri sido convidado para dirigir o coro.

O compositor italiano, que foi também o organista durante a cerimónia, interpretou várias das suas composições, uma das quais foi concebida propositadamente para a ocasião. «Talvez seja interessante notar que o programa teve por base cânticos e composições da minha autoria. Por entre as composição, e com a excepção do Salmo Responsorial em Italiano, que escrevi especificamente para essa missa, todos os outros, em Latim, eram composições da minha autoria que foram publicadas n’O CLARIM, o que é algo que me parece meritório», sublinhou o maestro Aurelio Porfiri.

Marco Carvalho

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