«Ide para onde as águas são mais profundas» (Lucas 5, 4)
D. Stephen Lee, bispo de Macau, celebrou Missa em honra de São Josemaria Escrivá, no passado dia 26 de Junho (data da festa litúrgica do Santo), na igreja da Sé Catedral. São João Paulo II chamou-lhe o «Santo da Vida Quotidiana».
Um grande número de fiéis, de todas as esferas da sociedade local, assistiu à Missa, que foi presidida por D. Stephen Lee e concelebrada por três sacerdotes.
São Josemaria Escrivá (1902-1975) é o fundador do Opus Dei, uma prelatura pessoal da Igreja Católica que ensina e incentiva leigos e sacerdotes a empenharem-se em santificar a sua vida quotidiana. Os fiéis da prelatura esforçam-se por transformar a prosa do quotidiano em poesia divina, seguindo o ensinamento de São Josemaria de que todos, independentemente da profissão, origem ou estatuto social, têm a vocação de ser santos no meio das tarefas diárias. Numa das suas muitas homilias, salientou que Jesus “espera por nós todos os dias, no laboratório, na sala de operações, no quartel, na cátedra universitária, na fábrica, na oficina, nos campos, em casa e em todo o imenso panorama do trabalho”.
Para melhor exemplificar a ideia de São Josemaria, o bispo D. Stephen Lee retomou as palavras de Jesus que foram lidas no Evangelho, alguns momentos antes: «Ide para onde as águas são mais profundas e lançai as vossas redes para a pesca!» (Lucas 5, 4). Ele exortou todos a não permanecerem «em águas rasas», mas a aprofundarem-se no significado cristão do seu trabalho e da sua vida quotidiana.
Neste contexto, recordou também algumas palavras de São Josemaria: “Compreendam bem isto: há algo de santo, algo de divino, escondido nas situações mais comuns, e cabe a cada um de vós descobri-lo”.
O prelado explicou ainda que, para os cristãos comuns, este tipo de santidade significa que só pode ser considerado um bom cristão quem se esforçar por dar o seu melhor – navegar em “águas mais profundas” – no trabalho e na vida familiar. Um estudante só pode ser considerado um bom cristão se for um estudante consciencioso. O mesmo se pode dizer de qualquer profissão ou estado de vida. Um bom cristão esforça-se por ser um bom pai ou mãe, marido ou mulher, irmão ou irmã, professor, engenheiro, agricultor, advogado, carpinteiro, artista, médico, e assim por diante. Um bom cristão é aquele que navega em “águas mais profundas”, em qualquer situação em que se encontre, a fim de descobrir ali o valor divino da sua condição humana. E o resultado? «Quando assim fizeram, apanharam tantos peixes que as redes começavam a rasgar» (Lucas 5, 6). Obtém uma pesca abundante de alegria e paz!
Pe. José Mario Mandía

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