Encontremos, primeiro, a Paz nos nossos corações
Por intenção da paz no mundo e pela conversão dos pecadores, a Festa de Nossa Senhora de Fátima em Macau serviu este ano para alertar todos os fiéis de que não devem recorrer a Nossa Senhora apenas nos dias que lhe são dedicados.
Na homilia que proferiu na Missa da Festa de Nossa Senhora de Fátima, na última quarta-feira, 13 de Maio, o padre José Oliveira Marques, vigário paroquial da igreja de Nossa Senhora do Carmo, foi peremptório: «Se é importante rezar pela paz no mundo, principalmente hoje que se travam inúmeros conflitos no Médio Oriente e em África, não menos importante é rezarmos pela paz nos nossos corações». Neste contexto, assinalou que «para além das guerras entre países há as pequenas guerras que muitos vivem no dia-a-dia – guerras com familiares, guerras com os vizinhos…», sendo necessário «encontrar a paz interior». A solução? «Deixar entrar Nossa Senhora nos corações e por meio dela encontrar Jesus».
Após a Missa Solene, que foi presidida por D. Stephen Lee, realizou-se a tradicional Procissão de Nossa Senhora de Fátima, desde a igreja de São Domingos até à ermida da Penha, tendo o bispo de Macau também presidido ao cortejo. Durante o percurso foi rezado o Terço.
No adro da ermida da Penha, o prelado juntou-se aos fiéis na Adoração ao Santíssimo Sacramento, finda a qual D. Stephen Lee ergueu o ostensório com a hóstia consagrada e do miradouro da Penha abençoou toda a população de Macau.
Embora os momentos mais emblemáticos do dia 13 de Maio tenham ocorrido durante a tarde, logo pela manhã foi celebrada Missa em Chinês, igualmente na igreja de São Domingos, e ao início da tarde foi exposto e adorado o Santíssimo Sacramento, e rezado o Terço em Chinês e Português.
Entre os dias 4 e 12 de Maio, cumpriu-se a Novena dedicada a Nossa Senhora de Fátima.
Em Portugal, as cerimónias deste ano foram presididas pelo Patriarca de Lisboa, D. Rui Valério.
No Vaticano, o Papa Leão XIV lembrou a data e evocou o Santuário de Fátima. «Naquele lugar, tão querido a todos os cristãos, encontram-se hoje numerosos peregrinos, oriundos dos cinco continentes: a sua presença é sinal da necessidade de consolação, unidade e esperança dos homens do nosso tempo», disse, ao dirigir-se aos peregrinos de língua portuguesa reunidos na Praça de São Pedro.
J.M.E.

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