Via-Sacra de Protecção à Vida no Seminário

DIGNIDADE E CARÁCTER SAGRADO DA VIDA HUMANA EM REFLEXÃO

Via-Sacra de Protecção à Vida no Seminário

A Comissão Diocesana para a Vida vai promover, no próximo sábado, 21 de Março, uma “Via-Sacra de protecção à vida”. A iniciativa decorre entre as 10:00 horas e o meio-dia, na igreja do Seminário de São José, e tem como grande objectivo incentivar a defesa da dignidade da vida humana, “desde o momento da concepção até à morte natural”.

Por meio da celebração da Via-Sacra e da observação de momentos de oração, meditação e reflexão, os participantes serão convidados a reflectir sobre o sofrimento de Jesus Cristo e a forma como a Paixão, a Morte e a Ressurreição do Filho de Deus feito Homem acentuam a dignidade e o carácter sagrado da vida humana. Numa época marcada pela normalização de práticas como o aborto e a eutanásia, o evento pretende promover a conversão, a oração pelos que sofrem e um maior compromisso com a defesa da vida em todas as suas fases.

Esta actividade faz culminar uma série mais ampla de acções que a Comissão Diocesana para a Vida começou a dinamizar praticamente desde o início do período da Quaresma. A organização tem vindo a publicitar, desde 20 de Fevereiro, na sua página de Facebook, o “Rosário de Protecção à Vida”, prática que faz da oração comunitária uma plataforma de defesa da dignidade da existência humana.

A “Via-Sacra de Protecção à Vida” está profundamente enraizada na Doutrina Católica sobre a dignidade inviolável da vida humana, tal como é exposta e defendida na Encíclica Evangelium vitae, publicada por São João Paulo II, a 25 de Março de 1995. A Encíclica representa um dos documentos magisteriais mais importantes da segunda metade do Século XX sobre o tema da vida e da criação. No documento, o Pontífice polaco realça que o “Evangelho da vida” está no centro da mensagem de Jesus Cristo, que veio ao mundo para que o Homem “tenha vida e a tenha em abundância”.

João Paulo II denunciava há três décadas a emergência de uma “cultura da morte”, expressão a que a Comissão Diocesana para a Vida alude directamente no cartaz com que promove o evento de 21 de Março. Karol Wojtyla argumentava que uma tal “cultura da morte” era caracterizada por ameaças como o aborto, a eutanásia, o suicídio assistido e outras formas de desrespeito pela vida humana, particularmente nas fases mais vulneráveis.

A iniciativa de 21 de Março surge também no contexto das comemorações dos 450 anos da diocese de Macau. A Comissão Diocesana para a Vida, entidade oficial da Diocese, dedica-se à promoção e à defesa da dignidade da pessoa humana em todas as etapas da vida. O organismo convida todos os participantes a “seguir o caminho de Jesus Cristo”, unindo a reflexão sobre a Paixão à valorização da vida e das vivências quotidianas.

Marco Carvalho

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