Sé Catedral e igreja do Carmo: quinze crianças comungaram pela primeira vez

COMUNIDADE CATÓLICA DE LÍNGUA PORTUGUESA

Sé Catedral e igreja do Carmo: quinze crianças comungaram pela primeira vez

Quinze crianças comungaram, pela primeira vez, no passado Domingo, 7 de Junho, nas igrejas paroquiais da Sé Catedral e de Nossa Senhora do Carmo. Na Taipa, a cerimónia marcou o fim do ano catequético. Já na Sé Catedral, a Catequese termina no fim deste mês, sob o signo da confraternização.

Na igreja da Sé Catedral, nove catequizandos do terceiro ano da Catequese receberam o Sacramento da Eucaristia (Primeira Comunhão). Nas palavras do padre Daniel Ribeiro, SCJ, «a Primeira Comunhão é o segundo dos Sacramentos da Iniciação Cristã; a Eucaristia é a fonte e o ápice da vida cristã. Ou seja, é o centro da fé. É o Sacramento mais importante. A Eucaristia disso não recorda. É o próprio Cristo. Nós, os católicos, acreditamos que a Eucaristia é corpo, alma e divindade de Cristo. Uma pessoa que receba a Eucaristia está a receber Cristo».

A’O CLARIM, o vigário paroquial da Sé Catedral para a comunidade de língua portuguesa recordou: «No passado Domingo, nove crianças fizeram a Primeira Comunhão na Sé Catedral. No ano passado foram onze. Na Sé Catedral, há nove anos de Catequese e ainda uma turma de pré-Catequese e uma turma de adultos [Catecumenato]. Ao todo, há onze grupos de Catequese – são cerca de oitenta pessoas – e vinte catequistas. No final do terceiro ano, as crianças fazem a Primeira Comunhão».

Na Sé, a exemplo do que sucede em várias outras paróquias da diocese de Macau, a Primeira Comunhão é celebrada no dia em que a Igreja Católica comemora a presença real de Cristo na Eucaristia. A escolha da Solenidade de Corpus Christi, salientou o padre Daniel, não é coincidência, nem casualidade: «A Festa do Corpo de Deus é o dia do Calendário Litúrgico dedicado à Eucaristia. É tradição, na comunidade católica de língua portuguesa, que a Primeira Comunhão aconteça sempre no dia dedicado à Eucaristia, da mesma forma que o Crisma acontece na Festa de Pentecostes, a Solenidade do Espírito Santo. É uma tradição que queremos continuar a manter».

Ainda que em momentos distintos do trajecto de formação pessoal dos catequizandos, a Primeira Comunhão e o Crisma são os momentos altos do ano catequético. Contudo, na paróquia da Sé a Catequese prolonga-se durante mais algumas semanas, devendo terminar com um convívio no último Domingo deste mês. «Durante o mês de Junho ainda vamos ter Catequese. No último Domingo vamos fechar o ano com um momento de confraternização que vai juntar todos os grupos da Catequese. Depois, em Setembro, retomaremos os trabalhos», explicou o padre Daniel.

«Para além das nove crianças que receberam a Primeira Comunhão, este ano tivemos também dezoito pessoas que foram crismadas na nossa comunidade. No caso da Primeira Comunhão, é um número que se tem mantido estável. Para o próximo ano, o número deverá ser muito próximo do que registámos este ano», acrescentou o sacerdote.

CRESCER NA FÉ

Em comparação com a Sé Catedral, o número de crianças que comungaram pela primeira vez foi ligeiramente menor na paróquia de Nossa Senhora do Carmo. Seis catequizandos receberam, também pela primeira vez, das mãos do padre Eduardo Emilio Agüero, SCJ, o Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo. O momento foi o culminar do processo de formação e amadurecimento espiritual iniciado pelas crianças há quase três anos, ajudando a reafirmar junto da comunidade católica lusófona da ilha da Taipa a certeza, central na Fé Católica, de que Jesus Cristo se faz realmente presente na Eucaristia.

«A Primeira Comunhão é um passo muito importante. Temos um grupo de catequistas muito bom e também irmãs que nos ajudam neste processo. Fizemos alguns encontros extra para preparar bem as crianças e é muito gratificante ver que as famílias acompanharam os filhos nesta caminhada», assinalou o vigário paroquial da igreja de Nossa Senhora do Carmo para a comunidade de língua portuguesa. «Na nossa comunidade temos um aspecto muito bom, que é o facto de as famílias virem completas para a Missa. Não se limitam a enviar as crianças para a Missa. Vêm juntos com elas e isso é muito bom», sublinhou.

Na única paróquia estabelecida na ilha da Taipa, a Festa da Primeira Comunhão coincide habitualmente com o fim do ano catequético, que este ano emparelhou com a Solenidade de Corpus Christi. «Concluímos a Catequese com a Primeira Comunhão, que este ano coincidiu, justamente, com a Festa de Corpus Christi. Acho que é muito bom que assim acontecesse. No próximo ano penso que vamos fazer igual: iremos concluir a Catequese na Solenidade do Corpo de Deus. É uma coincidência apropriada a esta Festa», revelou o padre Eduardo.

O sacerdote considera que a comunidade está a renovar-se: «A nossa comunidade é jovem. Temos muitos casais jovens e que irão criar a sua própria família com o andar do tempo. Tenho o privilégio de ver crescer estas crianças e é uma alegria muito grande ver que chegam a este ponto da Primeira Comunhão».

MISSÃO A ANGOLA

Dado que o ano catequético terminou, as atenções centram-se agora na Missão Juvenil que o padre Eduardo vai liderar à diocese de Luena, em Angola, no mês de Agosto. O processo, garantiu, está bem encaminhado: «Continuamos ainda com formações, sendo estas feitas “online”, pois alguns dos jovens que vão fazer parte desta missão estão em Portugal. A formação é feita através da Internet, mas temos contado sempre com a participação de todos. Temos uma equipa de leigos que nos tem estado a ajudar. O cônsul de Angola em Macau, o senhor Eduardo Galiano, ajudou-nos muito. Arranjou pessoas em Angola para nos ir buscar ao aeroporto, para nos levar até onde vamos ficar. Ajudaram-nos muito. O processo da Missão a Angola está muito bem encaminhado, graças a Deus».

Marco Carvalho

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