Venezuela espera ajuda da RAEM

CÁRITAS DE MACAU LANÇA RECOLHA DE DONATIVOS PARA APOIAR VÍTIMAS

Venezuela espera ajuda da RAEM

A Cáritas de Macau lançou uma campanha de recolha de donativos em prol das vítimas dos violentos sismos que devastaram a Venezuela no final de Junho. Já no início do corrente mês, as freiras trapistas do Convento de Nossa Senhora da Esperança recolheram, para o mesmo efeito, cerca de oito mil patacas com uma venda solidária.

Em pouco mais de três semanas, a Cáritas de Macau recolheu 25 mil patacas em donativos directos para apoiar as vítimas dos sismos na Venezuela, ocorridos a 24 de Junho. O valor foi avançado a’O CLARIM pelo secretário-geral da instituição. No entanto, segundo Paul Pun, o montante, que foi entregue directamente na sede da Cáritas, no Largo de Santo Agostinho, representa apenas uma parte do esforço solidário desenvolvido pela organização, uma vez que o valor acumulado através das contas bancárias disponibilizadas para o efeito só será conhecido no final do presente mês.

«Temos 25 mil patacas em dinheiro, mas no banco não sabemos ao certo, até porque muitas pessoas normalmente fazem os seus donativos através de transacções bancárias. Temos de esperar. Em termos de assistência, estamos perante um desastre de grandes dimensões. Muitas pessoas faleceram e os danos são evidentes. Temos de encontrar uma forma de encorajar as pessoas de Macau a darem o seu apoio a este esforço de assistência humanitária», disse o dirigente.

Lançada três dias após a dupla catástrofe de 24 de Junho, a campanha visa prestar socorro imediato à população afectada. De acordo com o mais recente balanço oficial, ontem anunciado, os abalos sísmicos fizeram quatro mil 829 mortos, deixaram mais de dezassete mil pessoas feridas e outras 21 mil desalojadas. A situação é de emergência extrema, sublinhou Paul Pun, com as regiões mais afectadas pela tragédia a evidenciarem uma carência crítica de recursos básicos e hospitalares.

A’O CLARIM, o secretário-geral da instituição explicou que o objectivo da organização é manter a recolha de fundos por um período de, pelo menos, três meses. Os valores angariados serão remetidos de forma faseada à Caritas Internationalis para garantir a eficiência logística das operações. «Tencionamos enviar dinheiro sempre que tivermos angariado uma quantia substancial. Enviar o dinheiro também implica o pagamento de taxas de custo. Essa é uma das razões pelas quais deixamos acumular os donativos e não enviamos pequenas quantias», pormenorizou.

Embora a adesão seja inferior quando comparada com iniciativas similares promovidas em anos recentes, Paul Pun mantém a confiança na generosidade dos residentes de Macau. Para contribuir, os interessados dispõem de diversos meios: «A campanha foi lançada no terceiro dia após o desastre. As pessoas podem contribuir através de depósitos directos nas contas da Cáritas no Banco da China e no Banco Industrial e Comercial da China. Podem fazer transferência directa por meio do telemóvel ou ainda através do portal electrónico da Cáritas de Macau».

A Cáritas não foi até ao momento a única instância a mobilizar-se para ajudar as vítimas dos abalos sísmicos. A 5 de Julho, a paróquia de São Lourenço organizou uma venda de caridade com o objectivo de apoiar as populações afectadas pelos terramotos nas Filipinas e na Venezuela. A iniciativa, realizada em colaboração com as freiras trapistas do Convento de Nossa Senhora Estrela da Esperança, consistiu na venda de biscoitos e t-shirts. O esforço comunitário permitiu angariar cerca de oito mil patacas.

Marco Carvalho

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