CAPELANIA HOSPITALAR

CAPELANIA HOSPITALAR

Diocese disponibiliza linha de apoio

Os padres Sheldon d’Souza e José Oliveira Marques assumiram, em Novembro de 2025, uma nova missão pastoral. Os dois sacerdotes são responsáveis por fazer chegar apoio espiritual aos enfermos internados nas unidades hospitalares de Macau. Por decisão do bispo D. Stephen Lee, a Capelania Hospitalar da Diocese de Macau abrange agora os quatro maiores hospitais do território.

Os padres Sheldon d’Souza e José Oliveira Marques são, desde Novembro do ano passado, responsáveis por garantir que nenhum católico ou pessoa em sofrimento fique sem acompanhamento nos quatro maiores hospitais da RAEM. Nomeados para a função de capelães hospitalares, os dois sacerdotes facilitam o acesso aos Sacramentos e ao conforto espiritual a quem está hospitalizado.

Anunciada no final de 2025 pelo bispo D. Stephen Lee, a reestruturação do serviço de capelania hospitalar marcou uma mudança significativa na forma como a Igreja Católica em Macau se organiza no apoio aos enfermos. «Antes de sermos nomeados, o capelão hospitalar era o padre José Ángel Hernández, SVD, que, formalmente, era capelão apenas do Centro Hospitalar Conde de São Januário. O padre José Ángel também visitava muitas vezes o Hospital Kiang Wu, mas era apenas capelão do Conde de São Januário. Desde Novembro, eu e o padre José Oliveira Marques assumimos essas funções, que abrangem agora os quatro hospitais de Macau. Trata-se de uma nova missão de que fomos incumbidos pelo bispo D. Stephen Lee», esclareceu o padre Sheldon d’Souza, em declarações a’O CLARIM.

Desde Novembro, os dois padres realizam visitas regulares – terça-feira, quinta-feira e Domingo – aos dois grandes hospitais da Península de Macau. No Centro Hospitalar Conde de São Januário e no Hospital Kiang Wu, o trabalho que desenvolvem está focado na administração de Sacramentos, como a Comunhão, a Confissão ou a Unção dos Enfermos. No caso dos dois restantes hospitais – Hospital da Universidade de Ciência e Tecnologia e Hospital Macau Union – a missão é, por enquanto, reactiva. Devido ao desconhecimento das rotinas internas das duas unidades hospitalares, a presença dos capelães ocorre mediante solicitação directa por parte dos enfermos ou de familiares dos pacientes. «Nos outros dois hospitais, as visitas são muito menos regulares, porque ainda não conhecemos a gerência e as rotinas das duas unidades hospitalares. Normalmente, vamos a um destes hospitais quando lá está internado alguém que conhecemos e somos chamados por essas pessoas. De qualquer forma, este projecto está a correr bem», sublinhou o padre Sheldon.

No final da Missa Dominical da Sé Catedral de 28 de Junho, o sacerdote lançou um apelo no sentido dos interessados contactarem os capelães hospitalares a qualquer hora do dia ou da noite: «Nos últimos meses, percebi que quando íamos visitar os pacientes que conhecíamos e que já nos tinham falado, encontrávamos outras pessoas que também são católicas. Estas pessoas estavam lá, mas nós só ficávamos a saber que elas lá estavam por mero acaso. Passávamos pelas urgências, víamos que estava ali alguém que conhecíamos, mas elas não faziam ideia porque razão estávamos no hospital».

Para colmatar esta lacuna e responder à procura, a Diocese, por meio da Comissão Diocesana para a Vida, abriu uma linha telefónica de atendimento permanente. Este canal, disponível pelo número 665 807 06, serve de ponte entre as famílias e os capelães, garantindo que o pedido chegue aos sacerdotes de forma célere. «A Comissão Diocesana para a Vida também nos ajuda neste processo de contactar os doentes. A Comissão disponibilizou um número, que já está disponível. As pessoas ligam, a Comissão recebe o pedido e passam-no a nós. De seguida, vamos logo administrar os Sacramentos», rematou o vigário paroquial da Sé Catedral.

M.C.

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