Grupo de Macau cria “Projecto Quénia 2017”

GRUPO DE MACAU CRIA “PROJECTO QUÉNIA 2017”

Pelas crianças com deficiência.

Um grupo de voluntários de Macau pôs em marcha o “Projecto Quénia 2017”, com o intuito de viajar até aquele país africano para ajudar as crianças com necessidades especiais do Centro Furaha, em Meru. A partida está marcada para o dia 22 de Julho e o regresso para 5 de Agosto.

As fundadoras da iniciativa, Fátima Dermawan e Chan U On, já tinham participado em 2009 num outro projecto de solidariedade em Cabo Verde, organizado por uma comunidade universitária no tempo em que estudaram em Portugal.

Tendo tido uma óptima lição de vida e uma experiência inesquecível, pretendiam regressar ao continente africano para ajudar os mais necessitados, mas para além de se depararem com falta de oportunidades após a conclusão dos estudos, também não sabiam como colocar o seu desejo em prática.

«O volte-face aconteceu através de uma amiga de Hong Kong, que foi ao Quénia no ano passado e partilhou connosco a sua experiência [no Centro Furaha], o que provocou em nós a vontade de regressar [a África]», disse a’O CLARIM Fátima Dermawan, advogada.

«Assim sendo, vamos este Verão com vários amigos. Por enquanto, somos apenas seis. Começámos a organizar tudo há alguns meses durante os nossos tempos livres», referiu Fátima Dermawan, ao explicar como nasceu o “Projecto Quénia 2017”.

«O objectivo é prestar voluntariado no Centro Furaha, instituição sem fins lucrativos que abriga crianças com paralisia cerebral, autismo e síndrome de Down», acrescentou Chan U On, intérprete de Português-Chinês.

O Centro, fundado pelo casal Jadlyne e Marek Krakus, depende de doações para custear os programas diários que são prestados. Verificando que «as condições de vida em África são ruins e que as crianças com deficiência estão sujeitas a discriminação», Fátima Dermawan sublinhou que «Jadlyn não podia suportar ver essas crianças serem discriminadas», razão pela qual fundou, juntamente com o marido, o Centro que fornece cuidados especiais, refeições, jogos especiais, treino sensorial e terapia ocupacional.

“Furaha” significa “felicidade” em Swahili, que também é a missão da instituição, na melhoria do bem-estar das crianças com deficiência.

Quem pretender apoiar financeiramente ou materialmente o “Projecto Quénia 2017” pode contactar as fundadoras da iniciativa através da página electrónica: www.facebook.com/projectkenya17

PEDRO DANIEL OLIVEIRA 

com Jasmin Yiu

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