Família e Fé

Compromisso para sempre

Compromisso para sempre

O casamento é sempre um chamamento a uma entrega incondicional ao outro por amor. Para o amor ser genuíno, o desejo de entrega tem de ser para sempre: “na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa vida”.

Por esse motivo, é muito importante a preparação prévia para esse compromisso: o namoro. O que está em jogo é tão grande e afecta tanto a felicidade das pessoas que o namoro nunca pode ser uma simples brincadeira sentimental. Isso seria brincar com o fogo e “ter cá uma fezada de que, no meu caso, ele é capaz de não me queimar”. Néscia ilusão que sempre passou factura!

Desde o primeiro momento, é preciso que o namoro seja um verdadeiro caminho de fé.

Necessito conhecer as convicções profundas do outro. Para isso, é necessário muito diálogo e não ter medo de discordar, quando for o caso. Não temos de concordar em tudo. Mas temos de concordar no que é essencial. Senão, a casa virá abaixo, mais cedo ou mais tarde.

E, atenção: é muito enganador “resolver” as discórdias recorrendo a manifestações de carinho! Como se elas fossem uma varinha mágica capaz de fazer desaparecer os problemas. Eles só desaparecem na aparência.

As convicções profundas do outro adequam-se ao que eu penso que deve ser o pai ou a mãe dos meus futuros filhos?

Não?

Então, é prudente terminar o namoro.

Vai doer?

É muito mais salutar e sábio que doa agora, pois dói menos do que depois.

Mais: até diria que é necessário conhecer algumas convicções profundas do outro antes de decidir-se a começar o namoro.

Temos a mesma ideia sobre o que é o amor? Essa ideia corresponde à verdade? Captamos a relação que existe entre o amor, o compromisso e a entrega?

Como alguém dizia, para uns o amor é romanticismo, para outros é sexo. Para nós, cristãos, é entrega: compromisso para sempre!

Pe. Rodrigo Lynce de Faria 

Doutor em Teologia

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