Jarosław Duraj, Vice-Director do Instituto Ricci de Macau

Inter-religiosidade da Rota da Seda não pode ser esquecida. Vice-director do Instituto Ricci de Macau e professor de Ciência Política na Universidade de São José, Jarosław Duraj conhece como poucos o pensamento Ler Mais

Mangkhut

Tufão não poupou a Diocese. As igrejas da zona norte da cidade de Macau estão entre as instalações que sofreram inundações e prejuízos no passado fim-de-semana, durante a passagem do tufão Mangkhut Ler Mais

Conceito tem o alto patrocínio da Conferência dos Bispos Católicos de Inglaterra e País de Gales

A Arte de Bem Morrer. The Art of Dying Well (a Arte de Bem Morrer, ou a Arte de Morrer Bem, como o leitor preferir) é um conceito, princípio ou movimento social Ler Mais

Igreja celebrou ontem Santo André Kim Taegon e os seus companheiros, martirizados no século XIX

Catolicismo na Coreia floresceu com os mártires. A Igreja Católica celebrou ontem o Santo André Kim Taegon e seus companheiros (mais de uma centena de mártires) – leigos e sacerdotes do século Ler Mais

Papa dá exemplo do Apóstolo para falar do Sacramento da Confissão

A vergonha que salvou Pedro. Como se sabe, Francisco fala frequentemente do sacramento da Confissão mas, na homilia do passado dia 6 de Setembro, surpreendeu os fiéis ao explicar por que é Ler Mais

 

Stephen Morgan, Director da Faculdade de Estudos Religiosos da Universidade de São José

Stephen Morgan

«Os leigos são os melhores missionários».

O galês Stephen Morgan é o novo responsável pela Faculdade de Estudos Religiosos da Universidade de São José. Diácono permanente e até agora ecónomo da diocese inglesa de Portsmouth, Morgan quer atrair uma maior variedade de alunos, entre os quais um maior número de estudantes leigos. Em entrevista a’O CLARIM, defende que a Igreja só tem a ganhar com leigos bem formados.

Dia do Professor das Escolas Católicas

Benções e homenagens no arranque do novo ano lectivo

Benções e homenagens no arranque do novo ano lectivo.

Mais de duas mil pessoas – entre professores, dirigentes e auxiliares educativos – encheram na passada segunda-feira o Pavilhão Multidesportivo do Instituto Politécnico de Macau (IPM), no âmbito das cerimónias do Dia do Professor da Associação das Escolas Católicas de Macau. A iniciativa, presidida por D. Stephen Lee, bispo de Macau, e apadrinhada pelo secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, assinalou o arranque oficial do novo ano lectivo nas 26 escolas católicas do território, com o prelado a abençoar os docentes, dirigentes e pessoal auxiliar que ao longo dos próximos nove meses vão ser responsáveis pela educação de mais de dez mil alunos.

Sé Catedral: Nova Comunidade de Língua Inglesa

Pastoral começa nas crianças

Pastoral começa nas crianças.

Recentemente, a comunidade de língua inglesa da igreja da Sé Catedral foi convidada a formar uma equipa, orientada sobretudo para o trabalho pastoral da Paróquia. A escolha para santo padroeiro recaiu em São Padre Pio.

Não se trata de um movimento independente da Sé Catedral, sendo – antes pelo contrário – dela parte integrante. Com a sua constituição pretende-se “criar um ambiente acolhedor para os grupos de língua inglesa pertencentes a diferentes nacionalidades e culturas”, segundo uma nota enviada a’O CLARIM.

Nova Portugalidade demarca-se de Artigo do Jornal I

Há valores que são imutáveis

Há valores que são imutáveis.

Desde o seu aparecimento, há mais de três anos, o movimento Nova Portugalidade, uma (agora) associação que pugna pela divulgação e preservação do legado português disseminado pelos quatro cantos do planeta, tem sido alvo de diversos e incompreensíveis ataques e tentativas de a associar a entidades extremistas de carácter xenófobo. Mas, afinal, perguntará o leitor, o que é a Nova Portugalidade? Em breves pinceladas eis a sua carta de apresentação, exposta na respectiva página do Facebook: “Queremos uma Nova Portugalidade. Somos 300 milhões do Acre a Timor. A unir-nos, temos sangue e séculos, cultura e sentimento. Fomos forjados por gerações de homens de Estado, de combate e de inteligência. Entre os nossos maiores, contamos soldados e marinheiros, pintores e arquitectos, poetas e capitães. Temos uma música que é nossa e de mais ninguém.

Festival de Gastronomia de Macau em Portugal

Comida, folclore e matrimónio

Comida, folclore e matrimónio.

Como já vai sendo tradição, o Grupo Folclórico Macau no Coração esteve em Portugal para acções de intercâmbio cultural e pesquisa etnográfica. De ano para ano tem aumentado o seu campo de actuação. Desta vez, aventurou-se na gastronomia.

Em resposta a um desafio lançado por um dos dinamizadores das vindas a Portugal, o empresário João Carlos Breda, duas das responsáveis do grupo, Ana Maria Manhão e Rosita Gaspar, juntamente com a especialista em culinária macaense, residente em Águeda, Diana Guerra, meteram mãos à organização do Festival de Gastronomia de Macau.

Capa 14-09-18

Capa 14-09-18

Plástico

Vencer uma batalha para perder a guerra

Vencer uma batalha para perder a guerra

Macau juntou-se, em boa hora, ao movimento global que visa banir o chamado plástico descartável e a iniciativa, se mais não for porque teve génese na sociedade civil, merece ser aplaudida, ainda que o foco das boas intenções de quem assinou a petição recentemente entregue ao Governo esteja, a bem dizer, deslocado.

Por um lado, porque coloca o tónus da decisão nos consumidores, quando a única forma de banir palhinhas, cotonetes e empecilhos que tais é, sem apelo e sem agravo, proibir que sejam – pura e simplesmente – fabricados. Por outro lado, porque o plástico – qualquer plástico – é por natureza descartável.

Passeios por Havana – 2

O Nacional e a lembrança do Maine

O Nacional e a lembrança do Maine

É tal a voga turística pró-Cuba dos nossos dias que se não reservarmos estada para várias noites na cidade de Havana corremos o risco de termos de procurar novo poiso logo após a primeira dormida. É o que me acontece a mim. Mas, «no hay problema», tranquiliza a mãe do Mykel. Que comesse a omelete descansado que ela encontraria alternativa para os dias seguintes. Um par de telefonemas bastaram. Eis-me levado, quase ao colo, pela mãe, pelo próprio – ao qual se deve o empreendimento familiar – pai e até pela esposa do Mykel. O destino é a casa de uma vizinha, onde pelo mesmo preço (uns meros dez dólares) usufruo dum quarto maior e com janela.

Fotolegenda

INCÊNDIO NO CENTRO CATÓLICO

INCÊNDIO NO CENTRO CATÓLICO

Elementos do Corpo de Bombeiros montam uma escada durante o rescaldo de um pequeno incêndio ocorrido na passada quarta-feira no Centro Católico de Macau. Não houve vítimas nem danos significativos a registar.

Filosofia, um dentada de cada vez (79)

Como é que a indução nos leva ao motor imóvel?

Como é que a indução nos leva ao motor imóvel?

“Parece que Deus não existe”, escreveu São Tomás (ver Suma Teológica), “porque se uma das contrárias for infinita, a outra será totalmente destruída. Mas a palavra ‘Deus’ significa que Ele é a bondade infinita. Se, assim sendo, Deus existe, não haveria o mal verificável; mas o mal existe no mundo. Portanto, Deus não existe”. Provavelmente já ouviram este argumento por parte de alguns amigos que duvidam: Deus não existe, porque há muita maldade no mundo.

Além disso, São Tomás acrescenta que “aparentemente, tudo o que vemos no mundo pode ser classificado por outros princípios, supondo que Deus não existe.

O Nosso Tempo

Um Agosto (quase) como os outros...

Um Agosto (quase) como os outros…

Não é esta uma crónica das férias que já terminaram, mas quase. É seguramente o produto de várias reflexões feitas num Agosto (quase) como os outros.

Porque lá se foi esse mês que todos os anos invariavelmente é, para muitos, uma espécie de tempo mítico de todas as libertações. Da “escravatura” do quotidiano, com seus horários rígidos, as suas rotinas enfadonhas, as suas preocupações de cumprir, de competir, de vencer.

Fórmula 1 – Época de 2018

Regresso à ilha dos novos cristãos

Regresso à ilha dos novos cristãos

As igrejas de São José e de Saint Joseph, em Singapura, ambas edificadas no mesmo local, estão profundamente ligadas à vida e obra do padre Francisco da Silva Pinto e Maia, oriundo da cidade do Porto e líder de uma Missão portuguesa que chegou a Goa (Índia) em 1826.

O padre Francisco da Silva rapidamente expandiu a sua zona de acção e fundou uma Missão em Singapura. Com a morte do clérigo português em 1850, o seu dinheiro e as doações das outras Missões (como da China, por exemplo) serviram para erigir a primeira igreja de São José. Os donativos foram canalizados para Singapura por intermédio do Seminário de São José em Macau.

Reflexão

Sacerdócio: vocação ou missão?

Sacerdócio: vocação ou missão?

Um sacerdote não é um simples homem, é um administrador dos tesouros divinos, é um imenso dom de Deus ao mundo, é um Cristo que passa entre os homens fazendo o bem.

Pela sua voz, através das suas mãos e de todo o seu ser se renova, em cada Missa, o sacrifício redentor do calvário.

Cismas, Reformas e Divisões na Igreja – LXXX

O Anticatolicismo

O Anticatolicismo

O anticlericalismo é erroneamente confundido ou agregado a outros conceitos ou ideologias divergentes da Igreja ou da tradição católica. Não é um erro apenas do senso comum, mas de muitos intelectuais, académicos. E a confusão sabemos bem que alimenta o erro e daqui chega-se ao disparate ou à falácia. Depois, vem a moda da politização de tudo e, principalmente, do fenómeno religioso contemporâneo. Da Igreja Católica em particular, vista muitas vezes com a lupa de engrandecimento do erro de análise e, subsequentemente, com a queda na vertigem da interpretação tendenciosa e negativa. Mistura-se muitas vezes o anticlericalismo com o anticatolicismo, ou vice-versa, embora quase sempre sem se saber do que se fala.

Bengala e o Reino do Dragão – 43

O relato de Cabral

O relato de Cabral

A viagem ao Butão foi também documentada por João Cabral. Ou melhor dizendo, parte dessa viagem, pois a missiva enviada a Roma em 1628 por esse jesuíta abordava sobretudo a estada dos dois padres portugueses no Utsang (Tibete Central) e a fundação aí (ou tentativa disso) de uma missão católica. Como afirma logo no início, “nas cartas de Outubro passado escrevemos a Vossa Reverência o sucesso da nossa missão até à chegada e estada com o Droma Raja ou Lama Rupa (Shabdrung)”, Cabral referia-se à “Relação” de Cacela, escrita no ano anterior, a 4 de Outubro de 1617. Naquela que ele próprio redigiu dá-nos “conta da mudança que fizemos para o Reino de Utsang, no qual já nas outras fazíamos referência”.