Das ruínas de São Paulo para o Japão

Macau Soul

Macau Soul abre em Quioto

Localizado nas imediações das Ruínas de São Paulo, o Macau Soul vai abrir a sucursal Yasaka Soul, no distrito de Higashiyama, em Quioto (Japão). A inauguração do salão de vinhos e obras de arte está agendada para o próximo ano.

À imagem da casa-mãe, ao dispor dos japoneses e demais clientes vão estar vinhos, presunto de pata negra (ambos portugueses) e queijo britânico.

«Já temos o edifício, que precisa ser renovado. A abertura do novo espaço no Japão deve-se, em parte, ao sucesso que tem sido o Macau Soul, e também não era possível sem a ajuda dos nossos amigos japoneses», explicou David Higgins, proprietário da marca, juntamente com a mulher Jacky, ambos cidadãos britânicos.

Inaugurado na Rua de São Paulo, a 16 de Junho de 2008, o Macau Soul tem sido, desde então, local de convívio num ambiente tradicional, bastante descontraído, por vezes com música ao vivo, ao contrário do artificialismo que se encontra em muitos hotéis e casinos do território.

«A nossa preocupação foi que este espaço pudesse reflectir o estilo antigo de Macau. O antigo e relaxante estilo de Macau, a influência ocidental e a influência oriental. É por isso que servimos vinhos portugueses, porque Macau era território português», sublinhou Jacky Higgins.

«Para chegarmos até aqui tivemos que aprender muito sobre vinhos portugueses. Há vinte anos a selecção era muito pobre nesta cidade, mas agora é excepcional. Os vinhos portugueses oferecem muito à bebida, o que os franceses e os italianos, ou os espanhóis, geralmente não conseguem», frisou David, acrescentando que «os whiskies [servidos na casa] são escoceses e americanos. O champanhe é francês, mas também há espumante, moscatel e aguardente portugueses».

No menu também consta, entre outras especialidades, a “salada especial do Macau Soul”, com “cha siu” e vegetais frescos (cenoura, pepino, aipo, tomates-bebé, alho, gengibre, ovos e um pouco de maça), regados com azeite e vinagre, ou com molho picante, com a assinatura de David Higgins. «Trata-se de um prato em que o Ocidente se encontra com o Oriente», salientou, por sua vez, Jacky.

Os clientes, sejam chineses, portugueses, macaenses, japoneses, australianos, russos, ou de outras proveniências, não têm à disposição o pagamento por cartão de crédito. «Prescindimos deste tipo de serviço devido a um certo banco que tem políticas muito restritivas para com as PME», sublinhou David. Contudo, tal não impede que um determinado quadro dessa entidade bancária seja um «cliente habitual» do Macau Soul, conforme referiu Jacky Higgins.

PEDRO DANIEL OLIVEIRA

pedrodanielhk@hotmail.com

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