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Inquéritos |
| Vai participar na próxima sessão de esclarecimento ao público sobre a reforma do sistema político? |
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OPINIÃO |
«Passos» Perdidos!? |
Mas,... «foi Sol de pouca dura»! O novo líder social democrata, talvez «toldado» pelos resultados dos inquéritos de opinião que davam ao seu partido um aumento substancial da sua popularidade, decidiu deixar de parte os consensos possíveis com o Partido Socialista para passar à ofensiva eleitoral, na perspectiva de uma próxima «queda» do Governo. Nessa «vertigem» eleitoralista, o PSD não se coibiu de propor um conjunto de medidas que, ao darem poderes especiais ao Presidente da República para destituir Governos eleitos e formá-los sem eleições, significaria uma verdadeira alteração do actual regime semi-presidencialista, a exigir uma revisão da Constituição Nacional. O interessante disto tudo não é o perigo que isso constitua para a democracia portuguesa. Outros países democratas têm regimes presidencialistas e nada de mal acontece ao mundo por essa razão. O facto mais saliente desta posição de Passos Coelho é que, à partida, ele já sabia (ou teria de saber...) que não teria a maioria da Assembleia da República a votar favoravelmente esta medida constitucional e, pelas declarações recentes de Cavaco Silva, nem este estaria disposto a assinar esta alteração da Constituição. Então, o que é que levou o nosso jovem dirigente social democrata a avançar com esta proposta? Porque é que não esperou por novas eleições, se está convencido de obter uma nova maioria? Se não foi um «tiro no pé», pois nem sequer obteve o apoio de uma parte dos seus mais influentes militantes, foi mais uma manobra de diversão destinada a criar mais um facto político artificial para entreter a classe política numa discussão inútil, porque extemporânea, face às soluções que de imediato precisamos ou, pior ainda, não tem respostas para os problemas que o País atravessa. Algumas organizações políticas portuguesas continuam convencidas de que, o povo, a maioria daqueles que votam e que legitimam o poder político, continua permeável a esta forma palaciana de fazer política. Estão profundamente enganados! Este tipo de atitudes só fazem crescer uma prerrogativa eleitoral: a abstenção! Com a difícil situação em que a Economia do País se encontra, uma grande parte dos empresários e uma esmagadora maioria dos trabalhadores (com e sem emprego), não é difícil pensar que uma maioria dos que votam, convencidos de que na alternância do poder está a cura milagrosa para todos os males da sociedade portuguesa, ofereçam o benefício da dúvida ao PSD, dando-lhe a maioria parlamentar. Mas a abstenção caminha, igualmente e perigosamente, para a maioria. Os portugueses, no seu geral, à excepção de uma recente «classe» média que ainda não percebeu que vive de aparências insustentáveis, estão habituados (desde há muito...) a sacrifícios para poder subsistir. O que esperam, desde há 36 anos, é que os seus dirigentes eleitos conduzam o País para um sólido desenvolvimento e que a riqueza criada seja distribuída de forma justa e equilibrada. Aos políticos exigem-se soluções, não ilusões! Com este tipo de atitudes perde-se, mais uma vez, a possibilidade de termos um Partido Social Democrata diferente e coerente com os seus ideais. A expectativa em Passos Coelho começa a diluir-se nos Passos Perdidos!
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LUIS BARREIRA |
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