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NÃO HÁ RETROACTIVOS PARA MÉDICOS COM CONTRATO INDIVIDUAL DE TRABALHO |
Pereira Coutinho está contra |
O deputado José Pereira Coutinho considera que vai ser praticada uma injustiça, caso o Governo não inclua os retroactivos dos médicos com contrato individual de trabalho na revisão do regime da carreira daquela classe. |
O presidente daquele órgão desvalorizou o assunto no final da reunião da passada quarta-feira. «O Governo vai dar detalhes sobre a sua posição na reunião da 3ª Comissão que deverá acontecer na próxima semana. Mas a questão dos contratos individuais de trabalho não vai ser incluída na revisão [do Regime da carreira médica]», garantiu Cheang Chi Keong. A explicação que deu é simples: «Esses contratos têm as suas próprias cláusulas [...] definidas e as remunerações são diferentes das que são aplicadas aos restantes funcionários». Mesmo assim, – adiantou – «o Governo vai ainda pensar». Pereira Coutinho tem uma posição diferente. «Antes da transferência de soberania, os médicos estavam abrangidos pelo contrato além-quadro, que contemplava os retroactivos. Após aquela data, foram “obrigados” a aderir ao contrato individual de trabalho, por iniciativa da entidade patronal, porque se não o fizessem iriam ver os seus contratos caducar e, com isso, ficar sem vínculo laboral», disse a’O CLARIM, à margem da sessão. «Porém, os contratos individuais de trabalho são em tudo idênticos aos referidos contratos além quadro, pois seguem as regras gerais do Estatuto de Trabalhadores da Administração Pública. Por isso, têm de respeitar, escrupulosamente, todos os direitos e deveres da Função Pública», acrescentou. «Trata-se de uma questão de justiça. É preciso repor a legalidade», vincou o também membro da 3ª Comissão e presidente da Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM). Idêntico entendimento tem Fernando Gomes. «A Associação dos Médicos dos Serviços de Saúde, no interesse dos seus associados, lamenta a não existência de retroactivos. Por isso vai patrocinar a ida à “outra” Justiça, ou seja, ao Tribunal», disse ontem a’O CLARIM. Ainda de acordo com o vice-presidente daquela associação, «a decisão foi tomada, porque a justiça do Governo tem parâmetros de compreensão diferente».
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PEDRO DANIEL OLIVEIRA |
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