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TÃO DOCE QUE AMARGA

O açúcar envelhece-nos e... aumenta as rugas!

 

O AÇÚCAR está relacionado com mais de sessenta doenças comuns, incluindo a obesidade. A nova geração de açúcares, tais como a splenda, o aspartame, os vários tipos de álcool do açúcar e o «high-fructose corn syrup» (HFCS), são mais devastadores que o açúcar de mesa. O HFCS é o mais traiçoeiro de todos os açúcares substitutos e, só por si, aumenta em mais de 40% o valor calórico de doçura, tanto nas comidas como nas bebidas.

Tal facto tem originado uma escalada vertiginosa da obesidade. Em 1970 estimava-se em 0.6 libras o consumo anual por pessoa, mas em 2000 disparou para 73.5 libras. O HFCS e os açúcares artificiais são perigosíssimos. E é preciso estar atentos aos produtos rotulados como «sugar-free» e «fat-free». Isto porque eles contêm quantidades apreciáveis de açúcares artificiais e, ao consumirmos os produtos «fat-free», estamos a estimular o consumo incontrolável de vários tipos de biscoitos, sem ter em conta as quantidades de açúcar. Pode-se chegar a comer uma caixa inteira, por não se sentir saciado, devido à escassez de óleo.

A splenda é um dos açúcares substitutos que se encontra em muitas marcas de bolachas, classificadas como «sugar-free», mas que, afinal, contém mais açúcar. Isto dá origem aos sintomas de dores de cabeça, sensação de flatulência intestinal e de cólicas abdominais.

As crianças abaixo dos três anos não devem consumir este tipo de bolachas, devido ao imaturo sistema digestivo e da pequena massa corporal, acabando por resultar em desconfortos abdominais.

Estudos científicos da associação de diabetes americana concluíram que o consumo de açúcares artificiais aumenta o índice calórico em 41% por cada gasosa diária. Moral da história deste estudo: «Lembra-te de não olhar só para o que comes, mas também para o que bebes». As bebidas de baixo valor calórico contêm enormes quantidades de açúcar artificial. Este apresenta-se nas seguintes formas: em açúcares alcoólicos, tais como o mannitol, o sorbitol e o xylitol. Estes também se encontram nas barras proteicas e batidos, de baixo valor calórico, idealizadas para os atletas!!! O pior é que estes açúcares alcoólicos virtuais não são tecnicamente açúcares e, por esta razão, não são contabilizados em termos de calorias. Até podem ser zero calórico!!!

O açúcar de mesa refinado, um produto final da cana do açúcar, actua como uma droga no nosso organismo, não tem valor nutritivo e exige da parte do organismo um grande esforço de desintoxicação. Este açúcar, depois de atingir a fase final de refinação, perde os seguintes minerais: cobre, cobalto, crómio, magnésio, manganés e zinco. Pior ainda, obriga-nos a retirar as reservas minerais do nosso organismo para o digerir.

Está visto que o consumo de açúcar conduz a uma má nutrição, aumentando a obesidade e não nos fornecendo os nutrientes correctos para que o nosso corpo possa funcionar bem.

Os nossos ancestrais não comiam açúcar concentrado. Hoje ele faz parte do nosso dia-a-dia.

Em duzentos anos, o consumo de açúcar disparou quase 2000%. No ano de 1700, cada pessoa consumia menos de dez libras de açúcar por ano; em 1800, doze libras; em 1990, cento e quarenta libras e, em 2006, cento e oitenta libras. Isto significa que ingerimos meia libra de açúcar por dia. É inacreditável! Agora vejamos outro problema relacionado com o abuso do HFCS. Este é um açúcar concentrado que não é lido nem reconhecido pelo nosso cérebro. Assim, faz com que ultrapasse a capacidade de se sentir saciado, levando a comer muito mais do que o necessário, para além de não haver um sinal indicativo para deixarmos de comer. Estamos sempre com fome. Na realidade, quem precisa de comer é o cérebro e não o corpo.

O HFCS encontra-se em quase todos os produtos dos supermercados. Pode-se vê-los nos alimentos para bebés e crianças, tal como em iogurtes, cereais, molhos das saladas, pastelaria, barras energéticas, bolos, bolachas, xaropes, molhos, doces, sodas, sumos, etc.

O corpo humano não difere muito do modelo do homem da idade da pedra de há 40 mil anos. Tentar alterar o consumo de calorias em tão pouco tempo é um desafio aos problemas de saúde. O nosso corpo não está preparado para responder, nem para se adaptar a esta nova variedade de produtos pobres, em termos nutritivos. Assim, envia-nos alto e bom som, através da cárie dentária, da fraca imunidade, da obesidade, do cancro, dos problemas de coração, da pressão arterial, da síndrome metabólica, do envelhecimento precoce e de outros sintomas, uma clara mensagem de que não gosta do modo como está a ser alimentado.

Apesar de tudo, a gordura, assim como a proteína, são nutrientes essenciais para a saúde humana. Mas o açúcar, não! Nós podemos viver bem sem ele, sem termos sequer de tocar numa única grama. Afirmo isto, porque o açúcar não é considerado um carbohidrato como muitos o confirmam. Há ainda outros produtos derivados dos grãos (feijão, grão-de-bico), da fécula, da farinha branca, do pão refinado, do arroz polido, que reagem como se fossem o açúcar, por terem sido processados, tornando-se assim altamente calóricos e pouco nutritivos. Deste modo, estes contribuem para o aumento do açúcar no sangue, para a obesidade, e para a má nutrição. São os carbohidratos mascarados que, em conjunto com o açúcar, se sintetizam imediatamente e entram directamente no fluxo sanguíneo.

No sentido de contrariar um aumento exagerado do açúcar na corrente sanguínea, o pâncreas começa a segregar desreguladamente a insulina para o remover, fazendo com que o alto pico energético desça rapidamente, tão depressa como entrara, como um vagão da montanha russa. Assim, os produtos energéticos, «low-fat», ricos em açúcar e hidratos de carbono processados ou refinados, não são ideais para perdermos peso, nem restabelecem a energia necessária, como são induzidos ou pensam muitos atletas.

Os problemas cardiovasculares, em parte, estão relacionados com o aumento da insulina, assim como com o alto nível de triglicerídeos. Estes são os indicadores da pressão alta, da obesidade, dos problemas cardíacos e do baixo nível do bom colesterol.

O cancro «adora» o açúcar e este é o seu alimento ideal. Quanto mais açúcar consumirmos, mais se desenvolvem e crescem as células cancerosas. Os altos níveis de insulina no organismo são um dos grandes factores de riscos do cancro da mama, com 283 % de risco.

Noventa e oito por cento dos casos de todas as formas de diabetes estão intrinsecamente relacionadas com a alimentação. Houve um facto relevante durante a Segunda Guerra Mundial, em que a diabetes baixou abruptamente, até nos casos do tipo II, quando o consumo de açúcar baixou. Este facto per si, obriga-nos a uma reflexão mais aprofundada.

A hipoglicémia é devida à reacção do pâncreas ao excesso dos hidratos de carbono processados (pão ou arroz refinado, farinha branca...) e/ou dos produtos açucarados, obrigando-o a enviar desmesuradamente quantidades de insulina, fazendo com que o açúcar caia a níveis tão baixos, que nos levam a estados de ansiedade, fadiga, irritabilidade, alterações de humor, que até em casos extremos nos podem conduzir a comportamentos criminais.

O envelhecimento precoce também está na origem do aumento da insulina no sangue, que acelera a divisão das células, com consequências para o cancro e o alto risco de o desenvolver. Teoricamente as células estão programadas para um certo número de divisões, cuja divisão as aproxima da sua morte, ou seja, aceleramos o nosso envelhecimento. Os primeiros órgãos a manifestarem os primeiros sinais são a pele, através das rugas e dos sinais da pele, dos olhos, e do sistema imunitário.

O organismo é obrigado a metabolizá-lo através de uma complicada reacção química (AGEs) envolvendo o açúcar e a proteína. Estes passam por um processo de «glycation», isto é, como se estivéssemos a assar uma galinha ou a queimar açúcar, afectando todos os órgãos do organismo, tais como os tecidos conectivos, que envolvem o esqueleto, os músculos, os vasos sanguíneos...

A obesidade, a partir dos anos 70, aumenta vertiginosamente devido ao HFCS, um químico versátil, um tipo super doce de frutose e de glucose. Esta versão refinada, depois de um complexo tratamento, forma a desejada glucose (55%) e a frutose (45%). Como o organismo não foi programado para receber estas doses industriais de frutose refinada, enquanto a glucose é metabolizada pelas células do corpo, a frutose é rapidamente absorvida pelo fígado, escapando aos sinais indicativos de que nos encontramos saciados, mantendo-nos com fome e sempre com vontade de comer mais, levando-nos a acumular mais gordura.

Para superar a necessidade do açúcar de que necessitamos, aconselho a que se comam duas peças de fruta por dia e bastantes vegetais nas refeições.

O sistema imunitário é paralisado e reduzido por mais de cinco horas, depois de termos ingerido açúcar. Assim, os glóbulos brancos perdem a capacidade de eliminar os gérmenes do organismo, reduzindo-se a produção de anti-corpos, interferindo no transporte da vitamina C, criando reacções alérgicas, desestabilizando o equilíbrio mineral e neutralizando a acção dos ácidos gordos. No entanto, isto é apenas a «ponta do iceberg».

Por fim, todos nós sabemos que as proteínas e a gordura a mais causam-nos problemas de saúde. Mas um exagerado consumo de carbohidratos (vegetais, massas, fruta), também nos causa problemas.

Uma alimentação correcta, contribuiu para o nível ideal de açúcar no sangue e cria um bem-estar geral, mantendo o organismo energético, com grande capacidade mental e de atenção, e humor estável. Em relação a isto terei que abordar um outro tema sobre o que é uma alimentação equilibrada, pois ingerir comida de qualidade não significa que seja uma alimentação correcta ou seja boa para a saúde.

Caros leitores, especialmente as senhoras, de nada vale gastarem o vosso dinheiro em produtos de beleza, se não tiverem em conta a fonte interna da nossa juventude e da beleza. Não é com uma espessa máscara de pós ou cremes que disfarçam a pele tostada e enrugada da vossa precoce velhice. Um «make-up» simples é mais agradável e natural à vista, do que uma pintura mural. Esta é anti-natural e talvez não se tenham apercebido de que é repugnante aos olhos de muitos homens.

O elixir milagroso da vitalidade, da saúde e da juventude está... na sua decisão individual de – comer ou não comer – produtos açucarados.

A sua saúde e juventude dependem só de si! Ou não será assim?

 

António Robarts

Comentários:

Maria do Rosário - 23/07/2010
O artigo é interessante, só que nao estou de acordo que o açúcar faz-nos envelhecer ou aumentar as rugas.  É "cuento chino" como dizem os espanhóis.  Onde está a prova centífica?  Todo está correcto menos as rugas...

Maria do Rosário - 23/07/2010
Excelente informaçao para as pessoas que nao tem ideia que o açúcar faz mal à saúde.  Isto que nos dá ou aumenta rugas é exagerado.  Nao tem prova centífica que mostra isto.


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