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INSTITUTO DO DESPORTO E HOQUISTA DA SELECÇÃO DE MACAU ENTRAM EM CONFLITO |
Lesão? Não há pão! |
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Na primeira parte do desafio frente à Selecção do Japão, que ditou a revalidação do título por parte da RAEM, Augusto deslocou a clavícula do lado direito, tendo sido assistido numa unidade de saúde de Dalian e, posteriormente, operado em Macau. Em resultado da lesão contraída, o atleta não se pôde apresentar ao trabalho no dia seguinte ao da chegada da equipa ao território, ficando desde logo impossibilitado de receber o seu ordenado mensal. Confrontado com esta situação, solicitou à Associação de Patinagem de Macau que requeresse ao Instituto do Desporto (ID) o pagamento integral do ordenado que aufere no casino MGM-Grand, dado que esta sub-concessionária de jogo apenas paga os dias de trabalho cumpridos pelos seus funcionários, independentemente das condições de saúde em que se encontrem. A resposta do ID à pretensão do hoquista foi negativa, por considerar – segundo apurou O CLARIM – que foram pagas todas as despesas hospitalares, conforme está previsto para este tipo de situações, não sendo o ID obrigado a suportar quaisquer outros encargos. Com o objectivo de minimizar as perdas financeiras, a Associação de Patinagem de Macau proporcionou a Augusto a possibilidade de trabalhar como tradutor junto dos seus monitores nas escolas do território, opção por ele prontamente rejeitada, por entrar em conflito com a lei laboral: «Estando sob baixa médica, jamais poderia trabalhar, mesmo em regime “part-time”. Era razão suficiente para a MGM terminar com o meu contrato de trabalho», explicou o atleta a’O CLARIM. No passado dia 4 de Março recebeu ordem do médico que o tem vindo a acompanhar para permanecer mais um mês em inactividade, tendo-lhe emitido novo atestado médico. Dado o avolumar das despesas correntes, desta vez Augusto preferiu não respeitar a ordem do médico e apresentou-se no MGM-Grand na passada segunda-feira. Quanto ao período de tempo em que esteve ausente, os responsáveis por aquele casino sugeriram que cobrisse as faltas com dias de férias e feriados públicos, tendo, ainda assim, ficado um mês por pagar. Para o lesado, «o mais correcto seria o Instituto do Desporto pagar os salários», por forma a «poder recuperar o mais rapidamente possível». De outro modo – continuou – «há o perigo de ser despedido, por não poder responder da melhor forma às exigências do casino». A agravar a situação, já de si delicada, o ID fez saber que irá pagar o prémio – cerca de 40 mil patacas – pela vitória da RAEM no Campeonato Asiático de Hóquei em Patins apenas daqui a um ano; dinheiro que resolveria os problemas do jogador, caso fosse entregue mais cedo. O CLARIM contactou a porta-voz do Instituto do Desporto, que exigiu que enviássemos um «e-mail» com o respectivo pedido de esclarecimentos sobre o caso, dado tratar-se de um «assunto jurídico». Até ao fecho desta edição, não recebemos qualquer resposta. Augusto, esse, já contratou um advogado, não colocando de lado a hipótese de recorrer aos tribunais. Ao longo da sua carreira desportiva, este hoquista venceu quatro campeonatos asiáticos (Japão 2004, Coreia do Sul 2005, Índia 2007 e China 2010); conquistou um terceiro lugar no Mundial B de 2004 (disputado em Macau); participou no Mundial A de 2005 (organizado pelos Estados Unidos) e ainda alinhou por uma equipa norte-americana no Mundial de Clubes de 2008 (realizado em Espanha), entre outros eventos internacionais.
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