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PROTOCOLO ASSINADO ONTEM COM INSTITUIÇÃO PORTUGUESA DE ENSINO |
Confraria da Gastronomia Macaense arregaça as mangas |
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A CONFRARIA da Gastronomia Macaense e a Escola Profissional «Amar Terra Verde», localizada no distrito de Braga, assinaram ontem na RAEM um protocolo de cooperação, que passa pela divulgação da culinária macaense nos cursos de hotelaria ministrados naquele estabelecimento de ensino português. O memorando de entendimento contempla a realização de estágios profissionais para professores e alunos no Instituto de Formação Turística (IFT), em Macau. «Vamos apoiar a deslocação desses docentes, que terão a oportunidade de aprender a confeccionar um bom prato de minchi ou uma galinha bafá-assá, etc. Queremos também ajudar na formação dos alunos da Escola Profissional, por forma a estreitar os laços de cooperação e de amizade entre as várias culturas que fazem parte da gastronomia macaense», referiu Luís Machado a’O CLARIM. Ainda de acordo com o presidente da Confraria da Gastronomia Macaense, há a possibilidade de fazer deslocar uma pessoa do território, conhecedora da cozinha macaense, para ensinar na Escola Profissional «Amar Terra Verde». «Trata-se de um passo muito importante para a divulgação da nossa culinária além-fronteiras. Estamos abertos e queremos estreitar parcerias com mais instituições portuguesas e, ainda, de todo o mundo», acrescentou Luís Machado. A delegação que se deslocou até Macau é composta pelo director geral da Escola Profissional «Amar Terra Verde», João Luís Nogueira, pelo presidente da Câmara Municipal de Vila Verde, António Vilela, e pelo vereador da Câmara Municipal de Terras de Bouro, António Afonso. Os contactos não se ficam por aqui. Amanhã terá lugar a assinatura de outro protocolo de cooperação, desta vez com a Escola Portuguesa de Macau (EPM). O acordo entre as partes engloba as áreas do turismo, da restauração e da segurança alimentar e a sua assinatura coincide com o Dia da Escola Aberta e Dia do Mandarim, evento que permite abrir as portas da EPM aos pais, aos alunos de outros estabelecimentos de ensino e à comunidade em geral. Os alunos da EPM poderão aproveitar um estágio de curta duração na Escola Profissional «Amar Terra Verde» para aperfeiçoarem os seus conhecimentos e para conhecerem outras realidades fora do contexto de Macau. Paralelamente, poderão vir docentes daquela Escola Profissional para ministrarem seminários ou cursos intensivos de pouca duração na EPM. «Trata-se de mais-valias para os alunos de ambas as escolas. Não será também descabido que alguns alunos da Escola Profissional, depois de concluírem o ensino secundário, possam vir até Macau para aprenderem a língua chinesa», salientou a’O CLARIM o vice-presidente da direcção da EPM, Pedro Xavier. EPM pretende atrair mais alunos A Escola Portuguesa de Macau está também apostada em atrair alunos que dominem outras línguas, que não o Português. A medida visa colmatar o decréscimo de alunos que se verifica à média de trinta por ano. «Esta abertura vai permitir que alunos de outros sistemas de ensino [chinês, francês, anglo-saxónico, etc] frequentem a nossa escola, onde terão um regime intensivo de aprendizagem ao longo de um ano. Estamos assim esperançados em criar as bases para que esses alunos possam ser posteriormente integrados no respectivo ano e numa turma normal», explicou Pedro Xavier. A EPM tem actualmente dois grupos abrangidos por este sistema: oito alunos pertencem ao grupo do 1º ao 6º ano de escolaridade, enquanto outros três integram o grupo do 7º ao 12º ano. Os alunos destes dois sistemas frequentam também outras disciplinas, que não necessitam do domínio da língua portuguesa, tais como, Música, Artes Visuais e Inglês, etc.
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PEDRO DANIEL OLIVEIRA |
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