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Igreja investe em jornais gratuitos

 

A EDITORA Bayard e a Diocese de Marselha acabam de lançar o primeiro jornal gratuito religioso. A publicação será editada durante o tempo de Natal e outras dioceses francesas preparam projectos similares. O jornal «Vivre Noel», com uma tiragem de 55 mil exemplares  será distribuído nas estações do metro, nas principais estações ferroviárias, nos mercados natalícios e, ao domingo, às portas das igrejas.

(Dois outros jornais, já existentes, – o «20 Minutes», com uma tiragem de 49 mil exemplares e o «Metro», com cerca de 48 mil, são também de distribuição gratuita).

Frédéric Fonfroide, da Bayard, explicou ao jornal La Croix que o objectivo «é dar sentido à festa do Natal. A originalidade do ”Vivre Noël” é levar uma palavra de esperança ao grande público», acrescentou o director do projecto.

O arcebispo de Marselha, Georges Pontier mostrou-se sensível ao facto de a iniciativa, que classificou como «audaciosa», se dirigir para além do universo cristão. Ao longo das suas 24 páginas, a publicação reserva parte significativa do seu espaço à vida local, religiosa e cultural.

Em Paris também se prepara um «salto» semelhante ao da Diocese de Marselha. «O nosso semanário diocesano “Paris Notre–Dame”, com seis mil assinantes, não é um jornal para o grande público, mas uma ferramenta para acompanhar os actores da missão», explica Marie Baudouin, do departamento de comunicação da Diocese, sublinhando que a Igreja parisiense sente que precisa de chegar mais às pessoas que não circulam na órbita eclesial.

A aposta na Internet é uma resposta, mas «nada substitui o papel», assegura a responsável. A primeira experiência foi o lançamento de um número extraordinário daquele semanário diocesano, com uma tiragem superior a 70 mil exemplares, tendo a distribuição sido feita nas paróquias, ao contrário do projecto de Marselha, que se apoia em empresas profissionais.

Marie Baudoin considera que com esta opção se pretendeu estimular os católicos a «entrarem numa dinâmica missionária», no período de Natal, uma época do ano em que «a expectativa é forte, mesmo nos não praticantes». A ideia deverá ser repetida na Quaresma e no início do novo ano pastoral, no próximo mês de Setembro.

 

Página 1, do GRUPO RENASCENÇA – Texto editado


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