IPIM: NOVA VOGAL COM O CORAÇÃO NA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA - GOVERNO: PORTA-VOZ PARA A IMPRENSA É DELEGADO NA TDM - RITA SANTOS NAS MÃOS DE PEQUIM |
Quadratura do círculo |
Com esta nomeação, fica reforçada a presença do Chefe do Executivo no IPIM, na medida em que Irene Lau é mulher do deputado nomeado Lau Veng Seng, homem da confiança de Chui Sai On, empresário e amigo pessoal de Edmund Ho. Hoje, mais do que em 2005, ano das penúltimas eleições legislativas, os tentáculos do Governo alcançam, tanto o sector público, como o privado, tendo em conta as ligações pessoais entre a cúpula governativa, as Direcções de Serviços, as entidades autónomas e as empresas públicas ou privadas com capitais públicos. Lau Veng Seng foi o número 2 de Fong Chi Keong nas legislativas de 2005, na eleição pelo sufrágio directo, tendo ficado à porta da Assembleia Legislativa. Em 2009, quatro anos volvidos, Lau entrou no hemiciclo a convite de Edmund Ho – com o aval de Chui Sai On – e Fong assegurou a permanência na AL pela via indirecta. Estas movimentações políticas permitiram a Mak Soi Kun «herdar» a base de apoio de Fong Chi Keong, o que lhe valeu a eleição pela via directa nas últimas legislativas. Para além de fortes laços de amizade que os unem, Lau Veng Seng, Fong Chi Keong e Mak Soi Kun partilham os mesmos interesses empresariais, sendo membros da Associação dos Conterrâneos de Kong Mun de Macau, ligada ao empresário Sio Tak Hong, proprietário/sócio, por exemplo, do Hotel Fortuna e do Casino Kam Pek Paradise; e também ele amigo pessoal de Edmund Ho. Com a nomeação de Irene Lau não será pois necessário um grande esforço, por parte do IPIM, para captar as atenções dos empresários locais para quaisquer bons negócios na China, no resto da Ásia ou noutros pontos do mundo. TDM: Alexis Tam substitui Ho Veng On O Boletim Oficial da passada quarta-feira (3 de Fevereiro) publica um despacho do Chefe do Executivo, no qual exonera, «a seu pedido, de delegado do Governo junto da Teledifusão de Macau, S.A., o mestre Ho Veng On» e nomeia «delegado do Governo junto da Teledifusão de Macau, S.A., o doutor Tam Chon Weng, pelo prazo de dois anos». Tam Chon Weng é, nem mais nem menos, do que Alexis Tam, o actual chefe de Gabinete de Chui Sai On e Porta-Voz do Governo. O afastamento de Ho Veng On prende-se com o facto de ter assumido as funções de comissário da Auditoria, o que não se coaduna com qualquer outra actividade de âmbito profissional. Por sua vez, a nomeação de Alexis Tam suscita algumas reservas, uma vez que, sendo o Porta-Voz do Governo junto dos Órgãos de Comunicação Social, a sua presença no seio da TDM pode dar azo a inúmeras conjecturas, não só por parte da população, como dos restantes OCS, particularmente no que à liberdade de Imprensa e à gestão dos conteúdos informativos diz respeito. Depois do Gabinete de Comunicação Social se ter fechado sobre si mesmo, a TDM corre o risco de perder autonomia editorial. Depois do Hospital a Universidade O CLARIM já explicou a razão da transferência do ex-comissário contra a Corrupção, Cheong U, para o Governo: evitar casos de corrupção nas diversas áreas que estão sob a tutela da pasta para os Assuntos Sociais e Cultura, principalmente na Saúde, por força da construção do novo hospital público. Entretanto, também ao secretário para os Transportes e Obras Públicas, Lau Si Io, foi concedida a tarefa de presidir ao recém-criado Conselho de Coordenação da Construção do «campus» da Universidade de Macau na Ilha da Montanha, com o objectivo, entre outros, de «comunicar e dialogar, sempre que se revele necessário, com as autoridades do Interior da China sobre os principais assuntos que envolvam o plano e a execução da construção do “novo campus”». Esta deferência para com as autoridades do outro lado da fronteira é uma clara resposta à exigência de Pequim para que a RAEM supervisione todas as fases de construção da obra, por forma a evitar novos casos de corrupção. No último ano, o Governo Central tem vindo a enviar recados às autoridades provinciais, municipais e às regiões administrativas especiais de Macau e Hong Kong, chamando a atenção para a necessidade de combaterem a corrupção nos sectores público e privado. Daí também a explicação para a urgência do anterior Executivo em legislar o alargamento dos poderes de investigação do Comissariado Contra a Corrupção ao sector privado. A provar o empenho de Pequim está a eleição, esta semana, de Huang Longyun para a presidência da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês da província de Cantão. Recorde-se que, no ano passado, o ex-presidente daquele órgão político, Chen Shaoji, foi demitido, por envolvimento num escândalo de corrupção de grande dimensão. Fórum China–PLP: Rita à espera de Pequim Há um mês que o nome de Rita Santos, actual coordenadora do Gabinete de Apoio ao Secretariado Permanente do Fórum China–Países de Língua Portuguesa, é falado nos bastidores da Administração Pública, para ombrear com o cabo-verdiano Amante da Rosa no Secretariado Permanente. No entanto, só agora esta hipótese foi revelada ao público, após uma «fuga de informação», entretanto aproveitada por terceiros, com o objectivo de «impedir a nomeação de Rita Santos», foi explicado a’O CLARIM. Ainda que as últimas notícias possam estar correctas, caberá ao Ministério do Comércio da China ratificar a nomeação, pelo que há sempre a possibilidade de ser rejeitada pelas instâncias superiores. A seu favor, Rita Santos tem o sucesso das reuniões ministeriais de 2003 e 2006, cujas repercussões foram sentidas pelo Governo Central, com o aumento das trocas comerciais entre a China e os Países de Língua Portuguesa. Para este ano está previsto realizar-se a terceira reunião ministerial, devendo ter lugar no segundo semestre. À semelhança de 2006, o encontro, para além de reunir ministros e embaixadores, deverá servir de palco para mais uma conferência de empresários do Continente e dos PLP. Os próximos meses vão ser decisivos para o futuro do Fórum, pois o sucesso ou insucesso da reunião ministerial irá ditar as novas regras de funcionamento e a sobrevivência política de quem trabalha no Secretariado Permanente....
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Comentários:
Manuel - 6/02/2010
E o governo já ponderou a quem atribuir a chefia do Gabinete de Apoio em substituição da sra. Rita ? Lembremos dos atritos recentes e da quantidade de verbas que aquele gabinete movimenta anualmente, bem como dos conflitos existentes entre o secretariado e o gabinete de apoio, devido a má estrutura orgânica ali existente e o menosprezo dos representantes dos países de áfrica e ásia que ali trabalham.
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