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OLHANDO EM REDOR

O filme de Jenson Button com André Couto

 

EM 1999, Jenson Button chegou a Macau para competir no Circuito da Guia, após ter alcançado o 3º lugar no Campeonato Britânico de Fórmula 3. Passados quase dez anos, conquistou o título mundial de Fórmula 1. «Sou o campeão!», exultou, após ter alcançado a 5a posição, no Grande Prémio do Brasil, resultado que lhe garantiu o título a uma corrida do fim da temporada. 

Uma década antes, Button desfilou na montra do automobilismo mundial. Pelas pistas de Sua Majestade, tinham já passado nomes que depois se tornaram lendas do Grande Circo. Sir Jackie Stewart, Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet (pai), Ayrton Senna e Mika Hakkinen, foram – todos eles – vencedores do Campeonato Britânico de Fórmula 3 e múltiplos campeões mundiais de Fórmula 1. Certamente, por esta altura já Sir Frank Williams (dono da Williams F1) estaria a par das qualidades de Jenson Button.

Contudo, em 1999, o título na Fórmula 3 britânica foi para Marc Hynes, piloto de 21 anos, que também venceu o Masters de Fórmula 3. Nesse ano, Darren Manning, o então campeão de Fórmula 3 japonesa, dominou ambas as mangas do 46º Grande Prémio de Macau. Durante a primeira manga, beneficiou de uma interrupção temporária, originada por uma espectacular colisão que envolveu vários carros, numa altura em que se situava na 3a posição. Um bom arranque no recomeço da corrida permitiu-lhe distanciar-se dos seus rivais mais directos, tendo gerido da melhor forma a sua vantagem na segunda manga.

Pelo segundo lugar, assistiu-se a uma interessante disputa entre o britânico Jenson Button e o piloto macaense André Couto. «Eu estava em 3º lugar, mas um pouco mais rápido do que o Button. Ultrapassei-o na zona do Hotel Lisboa e acabámos a primeira manga, eu em 2º e ele 3º lugar», disse André Couto a’O CLARIM.

Assim que os bólides arrancaram para a segunda manga, Couto saltou logo para a liderança: «Senti a 1a posição por pouco tempo, fruto de uma ultrapassagem, ainda antes do Hotel Lisboa, de Darren Manning, que vinha com um carro bastante mais rápido». Permaneceu também por pouco tempo no 2º lugar: «O Button tentou ultrapassar-me e bateu na minha traseira. Foi optimista demais. Deu-me um toque na roda. Entrei em pião e bati na barreira. Ele conseguiu continuar e terminar em segundo e eu tive que abandonar», relembrou André.

O lugar mais baixo do pódio foi para o japonês Daisuke Itoh.

Do Circuito da Guia para o Grande Circo

Meses depois, em 2000, Jenson Button debutou no Grande Circo ao volante de um Williams F1. O britânico substituiu o italiano Alessandro Zanardi (compete actualmente no WTCC), para fazer equipa com o alemão Ralf Schumacher. No ano de estreia assinou boas corridas, - teve como expoente máximo o 4º lugar no GP da Alemanha – contudo, o 8º lugar que alcançou no final da temporada não foi suficiente para permaner na equipa, tendo cedido o seu lugar ao colombiano Juan Pablo Montoya.

No ano seguinte rumou em direcção à Benetton. Com um carro pouco competitivo conseguiu, mesmo assim, alcançar a 5a posição no GP da Alemanha e o 17º lugar no campeonato. Em 2002 a Benetton deu lugar à Renault e Button passou a fazer equipa com o italiano Jarno Trulli. O britânico voltou a ter uma boa fase na sua carreira, tendo pontuado em sete das 17 etapas, o que lhe permitiu alcançar o 7º lugar no final da temporada.

De 2003 a 2005 permaneceu na Fórmula 1, ao volante da BAR. No primeiro ano superou em quase todas as provas o desempenho do seu colega de equipa, Jacques Villeneuve, tendo terminado a temporada na 9a posição. Em 2004, além de ter conquistado o primeiro pódio e a primeira pole-position na categoria, atingiu a melhor classificação no campeonato, finalizando em 3º lugar com 85 pontos. Um conturbado início, em 2005, foi contrabalançado por uma segunda parte regular, factor que lhe permitiu terminar novamente na 9a posição.

No final da temporada, a BAR deu lugar à Honda F1 Team e Button viu chegar à equipa o experiente Rubens Barrichello. O brasileiro tinha cessado o seu vínculo com a Ferrari, após ter sido ofuscado durante vários anos pelo alemão Michael Schumacher. A 6 de Agosto desse ano, no GP da Hungria, Button conquistou a primeira vitória na Fórmula 1, tendo terminado a temporada em 6º lugar, com 56 pontos. Nos dois anos seguintes, assistiu-se à quebra de rendimento da Honda e consequentes resultados menos vistosos, por parte de Jenson Button e de Rubens Barrichello.

Finalmente campeão

Chegados a 2009, acontece um episódio caricato. A retirada da Honda na categoria originou uma grande incerteza no planeamento da temporada que se iniciava poucos meses depois. Button e Barrichello corriam o risco de ficar sem volante, contudo, o então chefe da Honda F1 Team, Ross Brawn, adquiriu de forma simbólica a equipa à marca japonesa, rebaptizando-a de Brawn GP F1 Team. Jenson Button ganhou as duas primeiras provas, ficou em terceiro no GP da China e voltou a vencer as quatro etapas seguintes. Embora tenha efectuado uma segunda parte de campeonato com resultados mais discretos, a vantagem que acumulou na primeira metade permitiu-lhe algum desafogo e a conquista do primeiro título mundial (como piloto) e para a Brawn GP (como equipa). O segundo lugar do campeonato foi para o alemão Sebastian Vettel (Red Bull Racing) e o terceiro para o brasileiro Rubens Barrichello. Como curiosidade, os três primeiros classificados deste ano passaram já pelo Circuito da Guia.


PEDRO DANIEL OLIVEIRA

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