Stanley Au mantÉm processo judicial contra Chefe do Executivo |
Justiça, diz ele |
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De acordo com Stanley Au, o processo está de pé e manter-se-á assim «até que esteja resolvido», mesmo havendo um novo Chefe do Executivo. Recorde-se que o presidente do BDA tem um recurso pendente em tribunal contra o Executivo, por discordar das medidas excepcionais aplicadas pelo Governo em Setembro de 2007. Extinta a Comissão Administrativa que tinha sido nomeada pelo Executivo após as acusações contra o Delta Ásia de envolvimento em operações de branqueamento de capitais ligadas à Coreia do Norte, foram tomadas 23 medidas excepcionais. Previa-se, por exemplo, que os accionistas originários, membros da família e outros elementos ligados aos accionistas não poderiam exercer cargos de gestão no banco. No recurso interposto contra o Governo, o Banco Delta Ásia contesta as medidas tomadas, por considerar que as acusações não foram provadas. Silêncio sobre o candidato Sobre o facto de ter sido um dos 14 membros da Comissão Eleitoral que não assinou o boletim de propositura de Chui Sai On, Stanley Au afirma que tal apenas significa que «queria dar hipóteses a outros candidatos». Na realidade, quando os membros do Colégio Eleitoral nomearam em massa Chui Sai On, impossibilitou-se que outro candidato tentasse a sua sorte. «Não me parece uma situação saudável», esclareceu. Se isso significa que Chui Sai On não é o nome da sua preferência, Stanley Au – ex-candidato que disputou as eleições com Edmund Ho, em 1999 – preferiu escudar-se no silêncio. «Não posso dizer. Isso deverei expressar quando votar», respondeu. Certo é que «queria dar uma hipótese a outros», reiterou. Prioridade às PME’s Enquanto presidente da Associação de Pequenas e Médias Empresas, Stanley Au afirmou, no fim de um seminário onde estiveram congregados os representantes deste sector e Chui Sai On, que o actual Chefe do Executivo «deu demasiada atenção à indústria do jogo», quando, na realidade, «as PME’s são os maiores empregadores de Macau». Assim, espera que estas façam parte da lista de prioridades do Executivo. Apesar de fazer um balanço positivo do seminário, Stanley Au admitiu que preferia «que o seminário tivesse incidido na política do próximo Governo» ao invés de se cingir meramente à questão das PME’s. «Algumas pessoas preferem que se fale apenas daquilo que é o seu meio de subsistência», afirmou. Seja como for, salientando que não manteve qualquer reunião privada com o actual candidato a Chefe do Executivo onde outros assuntos tivessem estado em cima da mesa, Stanley Au referiu que «espera que se dê justiça às empresas privadas e que se proteja os interesses da população de Macau». No decorrer do seminário, o único candidato a Chefe do Executivo afirmou que a futura política de recursos humanos voltar-se-á mais para as pequenas e médias empresas, não descartando a hipótese de criar uma delegação de comércio na China interior. Reunião com seguradoras e bancos Na quinta-feira, dando continuidade à campanha eleitoral, Chui Sai On reuniu-se com os responsáveis de seguradoras e bancos. Num seminário que tinha por objectivo apresentar os principais pontos da sua candidatura, Chui Sai On acabou por apenas responder a questões técnicas que lhe foram colocadas pelos diferentes representantes. Mostrando-se sobretudo preocupados com o impacto da crise financeira internacional em Macau, alguns representantes das seguradoras do território quiseram saber como o próximo Chefe do Executivo pretende incentivar o recurso à moeda de Macau. Outros houve que estiveram mais interessados em saber de que forma Chui Sai On pretende desenvolver o sector. O candidato a líder do Governo afirmou que pretende estudar a melhor forma de generalizar o recurso à pataca. Para que tal suceda, – afirmou, – há que apostar também na intensificação da comunicação entre o Governo da RAEM e os habitantes, além de uma maior coordenação com Pequim. «O Governo pode, por exemplo, encorajar a comprar habitações utilizando a pataca», arriscou. Ao defender a importância da banca e das seguradoras no combate à crise financeira internacional e garantir que irá estudar a melhor forma de desenvolver o sector, Chui Sai On afirmou, mais uma vez, que Macau «precisa de talentos». «Há que recrutar trabalhadores especializados do estrangeiro e garantir uma boa formação aos trabalhadores locais», declarou. Além disso, quer também «aperfeiçoar a legislação» que regula o sector. No final do encontro, Frank Ip, da Federação dos Intermediários de Seguros de Macau, manifestou-se contente por o candidato a Chefe do Executivo ter «prometido aperfeiçoar os diplomas que regulam o sector, especialmente no que toca à tradução de chinês para português».
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LUCIANA LEITÃO |
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