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OLHANDO EM REDOR |
Revelação |
Foi assim que o Papa Bento XVI anunciou ao mundo, no passado Domingo, que os restos sepultados na Basílica de São Paulo Extramuros, em Roma, pertencem ao Apóstolo dos Gentios. A revelação do Sumo Pontífice aconteceu diante de milhares de fiéis e de representantes do Patriarcado Ecuménico de Constantinopla, reunidos na Basílica dedicada ao apóstolo Paulo, por altura do encerramento do Ano Paulino, que o Papa proclamara em 2008, a fim de assinalar os dois mil anos do nascimento de S. Paulo. O Papa informou ter sido introduzida, recentemente, uma sonda no túmulo, que se conserva sob o altar maior, tendo sido revelado, no seu interior, a existência de um precioso tecido de linho de cor púrpura laminado em ouro puro e outro de cor azul com fios de linho, assim como grãos de incenso vermelho e substâncias proteicas e calcárias. Encontraram-se também pequenos fragmentos ósseos, que foram submetidos a exames por «especialistas que desconheciam de onde provinham e que deram como resultado pertencer a uma pessoa que viveu entre o primeiro e o segundo século», acrescentou o Papa. Na ocasião, lembrou aos presentes os vários escritos de Paulo de Tarso, entre eles, a Carta aos Romanos, que fala do «homem novo». De acordo com Sua Santidade, o «homem novo» deve ser um homem renovado, corajoso e com uma fé adulta, «comprometido com a inviolabilidade da vida humana desde o momento da concepção, opondo-se ao princípio da violência, especialmente sobre os seres humanos mais desarmados». «Faz parte da fé adulta reconhecer o casamento entre um homem e uma mulher para toda a vida, como ordenamento de Deus e algo restabelecido por Cristo», disse, acrescentando que o «homem novo não se deixa arrastar por qualquer corrente», nem pelos «ventos da moda». Fé A título pessoal, confesso estar cada vez mais surpreendido com o pontificado de Bento XVI. Depois da morte do seu antecessor, o Papa João Paulo II, foi com curiosidade que acompanhei, pela televisão, o processo da sua nomeação como chefe da Igreja Católica Apostólica Romana. No meu íntimo, pensei na estóica forma como João Paulo II resistiu à sua enfermidade e, contra algumas expectativas, permaneceu no cargo que Deus lhe reservara na Terra... Até nos deixar fisicamente. A fé e perseverança de João Paulo II serviram de exemplo para milhões e milhões de pessoas, inclusivamente de várias religiões e credos. Os desafios que se impunham ao seu sucessor não eram de pouca monta, mas Bento XVI tem revelado uma sobriedade no trato de delicados processos, mostrando que será esse o caminho a ser percorrido para alcançarmos a paz mundial. Só a fé pode levar a que uma pessoa se eleve a um nível que ninguém julga estar ao seu alcance e será esse estado de espírito que tem feito, quanto a mim, com que o Papa Bento XVI, com a sua simplicidade de discurso e a sua humildade, mostre ao mundo que a união entre os povos é necessária, sendo, para isso, indispensável uma aproximação entre os Estados rivais e, também, entre as várias religiões. Por outro lado, a defesa incessante do matrimónio, na perspectiva da mensagem de Cristo, de que a Igreja é depositária e arauto revela um apego imensurável aos valores cristãos, que, em certas ocasiões, parecem ser quase esquecidos neste mundo global. Michael Jackson Fez ontem uma semana, falecia o rei da música pop, em Los Angeles: Michael Jackson partiu, tinha 50 anos. Outrora sensação, depois génio, MJ preparava-se agora para uma digressão mundial, com uma série de 50 concertos, com início a 13 de Julho, em Londres (Inglaterra). Contudo, uma paragem cardíaca retirou-lhe o ensejo de mostrar porque é admirado em todo o mundo, tanto por miúdos, como por graúdos. Com uma vida recheada de sucessos, mas também de polémicas, prefiro lembrar Michael Jackson como um homem que deu grande alegria a milhões de pessoas, através da sua música. As técnicas de dança Robot e Moonwalk, por si criadas, revolucionaram completamente a indústria da música e inspiraram toda uma geração. Apesar de ter construído uma fortuna colossal, despendeu também milhões em iniciativas de beneficência. O seu desaparecimento deu lugar à consternação em todo o planeta. Daqui para a frente, muito vai ser dito e escrito sobre a sua pessoa. Por mim, prefiro lembrar Michael Jackson por me ter feito feliz em criança, quando escreveu «We Are The World», canção que interpretou ao lado de Lionel Ritchie, de Bruce Springsteen, de Cyndi Lauper, de Diana Ross, de Tina Turner, de Ray Charles e de Stevie Wonder, entre muitos outros artistas, com o objectivo de angariar fundos para combater a fome na Etiópia. Há alguns meses, durante as minhas regulares visitas ao sítio do «youtube», visionei vezes sem conta a sua fabulosa coreografia em «Billie Jean» e «Moonwalker». Atrevo-me a dizer que Michael Jackson era de outra galáxia, – e será por muito mais tempo – tal como Elvis Presley o foi na sua época.
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PEDRO DANIEL OLIVEIRA |
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