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O cônsul é fixe! |
Na sua passagem pelo território, desta vez na qualidade de cônsul-geral de Portugal, sou unânime em reconhecer o excelente desempenho desta impar figura, que em breve encetará no Canadá mais uma nova etapa da sua carreira diplomática. Posso até dizer-te que este cônsul será lembrado como uma pessoa que nunca foi em protagonismos e sempre se pautou por um exemplar e profícuo trabalho em prol das duas comunidades aqui radicadas. Pedro Moitinho de Almeida é daqueles que não frequenta apenas um círculo de pessoas, nem se põe em «bicos de pés» no alto do pedestal. Bem pelo contrário, serve de exemplo e lição a muitos dos notáveis que por aqui andam. Para atestar o seu espírito empreendedor, decidiu abrir durante dez dias as portas da residência consular à população, com a exposição «Retrospectiva», do português José Luís Tinoco, no âmbito do Festival da Lusofonia e da Semana Cultural da China e dos Países de Língua Portuguesa, que decorre esta semana. Diz-me lá César, o cônsul é ou não é um fixe? Será pois com alguma saudade que vou deixar de provar os seus pastéis de bacalhau, à imagem daqueles que comi, por altura da recepção que deu no Bela Vista, durante as comemorações do último 10 de Junho. Há precisamente uma semana, por ocasião do jantar que reuniu no Clube Militar quase uma centena de «leões», que comemoraram os 82 anos da filial local do Sporting Clube de Portugal, foi bonito ver o nosso cônsul a receber singelas e genuínas palavras por parte de António Conceição Júnior. Sem ter ido ao repasto, fiquei ainda assim a perceber a essência da frase «só nós é que sabemos porque é que não ficamos em casa». Quer dizer, se calhar não é bem assim. É que fiquei sem saber porque é que os sportinguistas Vítor Rebelo e «Dino» de Senna Fernandes não compareceram neste salutar encontro. Adiante! Parece que as políticas implantadas pelo Chefe do Executivo, Edmund Ho, se revelaram acertadas e nem mesmo a crise financeira que se alastra pelo mundo está a ter um grande impacto em Macau. Ou melhor dizendo, o impacto está a ser relativo, porque os residentes locais que investiram na Lehman Brothers continuam a «arder» com o dinheiro investido. Mas César, quanto a mim até foi providencial a abertura desmesurada do mercado de trabalho local à mão-de-obra importada. Agora que a «coisa» começa efectivamente a dar para o torto, os investimentos das concessionárias de jogo norte-americanas vão ter de reavaliar as suas estratégias e investimentos. Como consequência natural, alguns despedimentos poderão estar na forja e, inevitavelmente, os trabalhadores não-residentes vão ser os mais sacrificados por essa política economicista. Face à actual contingência da economia mundial, parece que a medida não vai afectar em larga escala os residentes permanentes que trabalham no sector do jogo. Por isso, tenho que dar os parabéns à política de Edmund Ho. Em grande azáfama parece ter andado o conhecido chefe de cozinha Martin Yan, que há dias ensinou, no Emperor Hotel, algumas técnicas do ofício às candidatas a «Miss International Beauty Pageant 2008». Ele há concursos mundiais para miss universo, para miss disto e miss daquilo. Com tantos concursos de beleza espalhados pelo globo, qualquer dia ainda me candidato à organização do concurso Miss Esposa dos Presidentes dos Países ou Territórios do Planeta. Mas o mais certo é abandonar esta ideia. É que em alguns casos, o certame podia virar filme de terror. A finalizar, só agora é que fiquei a perceber porque é que o desporto em Macau – neste caso o futebol – é de fraco nível competitivo e sem qualquer expressão a nível mundial. Ao que consta, parece que o avançado do Manchester United, Wayne Rooney, perdeu a cabeça num casino de Inglaterra e gastou, em apenas duas horas, a módica quantia de 82 mil euros. Apesar deste valor representar apenas uma semana do seu ordenado, olha se a moda pegasse em Macau, caso tivéssemos uma liga profissional que fosse capaz de atrair algumas das estrelas da bola em final de carreira! É por esta e por outras que sou daqueles que não olho com preocupação para o fraco nível competitivo do futebol local. Afinal, até há males que vêm por bem. Saudações leoninas do Tiago Macedo. Barack, Barack! Ilustre Tiago Macedo! Contra todas as previsões (dos republicanos, é claro), tenho a honra de anunciar-te que o democrata Barack Obama foi eleito presidente dos Estados Unidos da América. Posso também dizer-te que paira agora no ar uma nova esperança mundial. Uma esperança que muitos dos republicanos e, quiçá, de alguns simpatizantes portugueses que vivem em Macau, não queriam ver ou admitir. Estou plenamente convicto que Barack Obama pode agradecer parte da sua eleição ao fracasso da governação do republicano e ainda presidente George W. Bush. Nem mesmo o «Terminator» de outros tempos [Arnold Shwarznegger, agora governador do Estado da Califórnia] deu grande empurrão à campanha de John McCain. Em abono da verdade, sempre fiquei curioso por saber qual é o significado da letra «W». Através de uma exausitiva pesquisa na Internet, que durou menos de dois minutos, fiquei a saber que o nome do meio de Bush é Walker. E não é que se fez luz no meu pensamento?! Foi então que percebi que o ainda presidente, qual «Walker, o Ranger do Texas», sempre quis ser o salvador dos mais desfavorecidos e oprimidos, à imagem da série de televisão que tem Chuck Norris como protagonista. No entanto, estou convicto que leu o texto de pernas para o ar, – não seria a primeira vez, – ou que alguém se enganou a escrevê-lo. Terá sido de propósito ou foi um mero lapso que teve a particularidade de durar dois mandatos consecutivos? Despeço-me com um «adeus oh vai-te embora» (Walker), para finalizar com um «até ao meu regresso» (César da Fonseca)!
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Cibernautas TIAGO MACEDO e CÉSAR DA FONSECA |
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