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NA TAILÂNDIA - INICIATIVA DO CONSELHO PONTIFÍCIO DA PASTORAL DE MIGRANTES E ITINERANTES

Igreja analisa situação dos migrantes e refugiados na Ásia

A situação dos migrantes e dos refugiados na Ásia é o tema do Encontro Asiático para a Pastoral de Migrantes e Refugiados, que desde ontem está a decorrer em Banguecoque (Tailândia), e que amanhã (dia 8) encerra os seus trabalhos.

 

ORGANIZADO pelo Conselho Pontifício para a Pastoral de Migrantes e Itinerantes, em colaboração com a Comissão para a Mobilidade Humana, da Conferência Episcopal Tailandesa, o tema foi escolhido tendo em vista «um melhor cuidado pastoral a prestar aos migrantes e refugiados na Ásia, no alvorecer no terceiro milénio».

O fenómeno da mobilidade humana, – segundo referiu em comunicado o referido Conselho Pontifício – marcou a história da humanidade, assumindo nas últimas décadas «dimensões universais e consequências cada vez mais complexas».

Por este motivo, qualquer continente, assim como os governos e as organizações internacionais são todos chamados a enfrentar a questão das migrações voluntárias e forçadas.

Neste contexto, o congresso assume-se «como um laboratório», no qual participam «de forma activa e criativa» representantes de 15 países, entre bispos e operadores pastorais.

Este encontro transformou-se, assim, num «um espaço de escuta, de aprofundamento e de diálogo para encontrar novas vias, em continuidade com o passado, para a actividade pastoral específica a favor de milhões de migrantes e refugiados na Ásia».

Os trabalhos foram abertos com a introdução feita pelo cardeal Renato Raffaele Martino, presidente do Conselho Pontifício para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes, que interveio ilustrando a Instrução «Erga migrantes caritas Christi», como «melhor resposta pastoral também para os migrantes na Ásia», no começo do terceiro milénio.

A partir deste documento, o cardeal Martino solicitou «uma visão positiva do fenômeno migratório, convidando os operadores pastorais a redescobrirem e aprofundarem na dimensão da catolicidade, que, em seu significado mais amplo e profundo, é a capacidade do Evangelho, na Igreja, de realizar uma comunhão universal, uma unidade sem fronteiras geográficas, históricas e culturais».

Participam neste congresso também personalidades como o arcebispo Agostino Marchetto, secretário do dicastério – que se vai centrar sobretudo, nos «novos itinerários pastorais, no âmbito do serviço aos refugiados, aos prófugos e aos submetidos ao tráfico de seres humanos» – e frei Anthony Rogers, secretário executivo da Sala para o Desenvolvimento da Federação das Conferências Episcopais da Ásia (FABC), que irá debruçar-se sobre as escravidões relacionadas às migrações, tema de candente atualidade no continente asiático.

Estão previstas duas mesas redondas – uma sobre as experiências pastorais a favor dos migrantes, a outra a favor dos refugiados, prófugos e vítimas do tráfico de seres humanos, – que irão mostrar o empenho e os esforços dos operadores pastorais de diferentes países asiáticos, sob a coordenação do bispo de Maasin (Filipinas) e do arcebispo de Bophai (Índia).

Os grupos de estudo, – conclui o texto do dicastério vaticano, – reunir-se-ão duas vezes e as «suas reflexões, junto com as sugestões que surgirão ao longo dos trabalhos e dos debates, irão constituir a base para um documento final, composto de três partes: o acontecimento, as conclusões e as recomendações».

 

ZENIT-Texto editado

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