|
Inquéritos |
| O filme «Rua de Macau» estreia no Centro Cultural. Esta é uma obra cinematográfica produzida e realizada na RAEM. Concorda que este tipo de manifestação artística deve ser fortemente apoiado pelo Governo? |
|
|
![]() |
|
|
COISAS & LOISAS |
NX882 e NX881 agitados |
A «novela» começou com o adiamento por uma hora do voo, justificado com o facto do avião que ia ser utilizado para esta rota vir atrasado de outro destino. Entretanto, à hora marcada, 20 horas e 05, se tivesse sido cumprida, tinham-se evitado os transtornos das intempéries que ninguém pode prever ou controlar. Mas, infelizmente, a segunda hora de partida não foi cumprida e, em conclusão, os passageiros acabaram por entrar no avião já passava muito da hora prometida. A partir daqui foram mantidas quase uma centena e meia de pessoas, durante quatro horas, num espaço exíguo. A princípio, o capitão informou que, devido ao sinal meteorológico Bola Preta (de chuvas intensas) e ao sinal de trovoada teríamos de aguardar ordens para descolar, algo que poderia demorar cerca de uma hora! No entanto, 60 minutos passados dentro do avião acabaram por ser mais, muito mais… Cerca de duas horas depois o sinal foi retirado, o tempo melhorou e aguardava-se, a qualquer momento, ordem para descolar. Neste momento, um grupo de passageiros já irritados com a situação pedem para ficar em terra e voar no dia seguinte. Pedido satisfeito e que gerou mais um atraso, porque tinha de se retirar toda a bagagem e tratar das formalidades para que as pessoas voltassem ao terminal do aeroporto. Quando tudo isto terminou tinha-se instalado novamente o mau tempo sobre Macau! Mais uma vez o capitão explica que teríamos de esperar mais uma hora para receber ordem de descolagem. Entre impaciência, arrogância de alguns passageiros e de membros da tripulação, mas também boa disposição e momentos mais caricatos, foi servido o jantar para se matar tempo e enganar o estômago. Digamos que a refeição era, no mínimo, inaceitável e nem pão ou fruta trazia. Já depois dos tabuleiros recolhidos e com o tempo a melhorar, somos informados que devemos levantar voo em breve visto que o sinal de chuvas intensas tinha sido já retirado. Com isto era já cerca de meia-noite. Com todas estas horas de espera a tripulação atingiu o limite de horas de serviço, sendo obrigada a ser substituída por outra. Por seu lado, a aeronave tinha consumido muito do combustível reservado para a viagem devido a ter estado todo o tempo com os motores ligados para alimentar o sistema de ar e de iluminação, tendo de ser reabastecida. A mudança de tripulação e abastecimento, juntamente com todos os outros incidentes, motivaram mais um grupo de passageiros a manifestar o interesse em ficar em terra! Não fora a intervenção decidida do novo capitão e ainda estaríamos à espera que se encontrasse a bagagem deste novo grupo. Convencidos com o argumento de que seria a última oportunidade que teríamos para levantar voo, visto que o tempo piorava a cada minuto que passava, os passageiros decidiram voltar aos seus lugares e acatar os conselhos do capitão. Quinze minutos depois estávamos, finalmente, nas nuvens entre relâmpagos, chuva e muita turbulência que nos levou a temer o pior em algumas ocasiões. Felizmente, e com a perícia da tripulação, lá se encontrou uma rota mais estável para seguir caminho. Aterrámos eram duas e meia da manhã, hora do local de destino! De acordo com o horário original deveríamos ter chegado às oito e meia! Regresso turbulento Quando todos pensávamos que o voo de ida tinha sido um episódio esporádico, o insólito volta a acontecer passados dois dias. O regresso a Macau estava marcado para as nove e meia da noite. Sabendo que o avião a utilizar seria o que viria de Macau, e já avisado da experiência anterior, resolvi telefonar às 19 horas e 55, uma hora depois da hora prevista de partida da RAEM (18 horas e 55 na hora de Macau) para os funcionários da AirMacau no aeroporto de Banguecoque, tendo sido informado que o avião estava já a caminho e tendo sido aconselhado a estar no aeroporto por volta das sete e meia da tarde locais (oito e meia da noite em Macau). Para minha surpresa, quando cheguei ao aeroporto deparei com a hora de partida alterada para as dez e meia da noite (originalmente seria às nove e meia da noite). Sem qualquer explicação do pessoal da AirMacau, registou-se a chegada da aeronave às 22 horas e 40. Fazendo contas simples, à hora a que telefonei e fui informado que o avião já se encontrava a caminho (às 19 horas e 55), pura e simplesmente não podia ser verdade. Se o fosse, a aeronave deveria aterrar por volta das dez da noite, (visto que o voo demora menos de três horas). Uma atitude pouco profissional, que induziu os passageiros em erro, obrigando a uma espera superior a três horas, sem qualquer necessidade. Os atrasos relativos a mau tempo são compreensíveis e não se pode responsabilizar, totalmente, a companhia. No entanto, quando se trata de mentir e prestar informações erróneas, tem de se pedir responsabilidades a quem de direito. Quando a empresa vem a público manifestar o seu desagrado para com a abordagem feita quanto à sua saúde financeira por alguma comunicação social, ameaçando com processos legais, o que se deve fazer quando a companhia não respeita os seus passageiros? Uma má imagem para Macau As contas são simples de fazer. Num voo de ida-e-volta, que deveria demorar cerca de cinco horas e vinte minutos, foram gastas mais de doze horas e meia! O que, para quem vai apenas passar o fim-de-semana fora, significa a perda de um dia completo. Os custos para os passageiros foram os mesmos; no entanto, a nível psicológico, são irreparáveis. A AirMacau tem obrigação, que mais não seja moral, de reparar estes danos junto dos passageiros afectados. No mínimo a restituição do bilhete ou outra qualquer indemnização. Considero que o pedido de desculpas feito por parte da tripulação seja suficiente. Aliás, a situação soa mesmo a insulto, visto que se torna caricato que, após cinco ou seis horas de espera, tenham o desplante de pedirem que sejamos compreensíveis e que esperam que tenhamos tido um bom voo! Espero agora que a AirMacau se decida a contactar os passageiros que viajaram nos voos NX882 e NX881, na passada sexta-feira e Domingo respectivamente, e que lhes faça um formal pedido de desculpas e lhes ofereça qualquer tipo de compensação. É que, além de todos os danos psicológicos e financeiros causados, prejudicou em muito a imagem turística de Macau Além disso, devem ser tomadas medidas urgentes para que tal não volte a acontecer, especialmente quando o sucedido se deve, essencialmente, à falta de coordenação operacional.
|
Comentários:
Envie-nos o seu comentário...
Website desenhado para Microsoft Explorer e mantido por Inforset Limitada.