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Inquéritos |
| O filme «Rua de Macau» estreia no Centro Cultural. Esta é uma obra cinematográfica produzida e realizada na RAEM. Concorda que este tipo de manifestação artística deve ser fortemente apoiado pelo Governo? |
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JÁ AGORA! |
Argolada |
Infelizmente, a trilogia francesa da «Liberdade, Igualdade e Fraternidade» volta a estar na base de mais um erro diplomático, que irá custar muito caro às novas gerações dos países da União Europeia, em particular do Centro e do Norte, tanto em termos políticos, como em termos sociais. Os mancebos do Maio de 68, hoje instalados no poder, iludidos pelas falácias do eurocentrismo, persistem em estender a mão às regiões periféricas numa atitude altruísta, cujo resultado tem sido a entrada maciça de estrangeiros na Europa. Na realidade, hoje os Governos do Velho Continente deparam-se com problemas sociais gravíssimos, fruto do choque cultural e civilizacional entre os povos europeu, balcânico e magrebino. De certa forma, ao apadrinhar esta iniciativa, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, desautorizou o seu Governo, a União Europeia e a NATO, na medida em que, a partir do momento que colocou a sua assinatura, legitimou a acção de Estados politicamente corruptos e culturalmente imberbes. Numa análise fria, feita à margem de qualquer humanismo bacoco, conclui-se que a União para o Mediterrâneo apenas serve o objectivo da França de se reposicionar na liderança política do espaço europeu, procurando ser reconhecida pelos seus pares e pelo resto do mundo como o fiel da balança nas relações África-Europa-Médio Oriente. Com este comportamento, Sarkozy, – co-adjuvado pelo presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, – descredibilizou o espaço político do Centro-Direita de que é proveniente, uma vez que acabou de vender a Europa ao desbarato, colocando em perigo a estabilidade e segurança do Continente. Talvez embevecido com a presidência da UE, Sarkozy parece ter encarnado Luís XIV ou Napoleão, julgando, porventura, que irá reconquistar o Norte de África, bem como resolver os problemas do Médio Oriente. E como um erro nunca vem só, a asneira deu ainda para convidar países como a Albânia, a Bósnia-Herzegovina e o Montenegro, quando o mundo coloca em causa a idoneidade daquelas repúblicas. Assim, mais uma vez se prova que a Europa está completamente destroçada, fruto dos diferentes e múltiplos interesses defendidos por cada país e/ou nação. Daí a rejeição do Tratado de Lisboa por parte da República da Irlanda e o cepticismo com que alguns sectores da política inglesa olham para a União agora fundada. Numa altura em que a autoridade dos Estados europeus é desrespeitada constantemente, quer a nível interno, quer a nível externo, o pior que podia acontecer, aconteceu! Isto é, a Europa aproximar-se da génese dos problemas com o intuito de os resolver. Claro está que, à semelhança de outras ocasiões, quando os líderes europeus tomarem consciência do mal feito não lhes restará outra solução que não seja a de apoiarem as pretensões dos Estados ditos problemáticos relativamente à sua entrada na UE. Como quem ri por último, ri melhor, é de prever que os Estados Unidos, – país verdadeiramente influente em África e no Médio Oriente, – capitalizem da melhor forma mais este devaneio europeu, retirando para si todos os dividendos. Tiago Monteiro Para desanuviar, falemos de coisas bem melhores: Tiago Monteiro venceu, pela segunda vez este ano, uma prova do Campeonato do Mundo de Carros de Turismo (WTCC). Depois de ter sido o melhor em Puebla (México), o português ao serviço da SEAT Sport voltou a superar toda a concorrência, agora no Estoril, respondendo, desta forma, ao porquê de estar a correr entre alguns dos melhores pilotos do mundo. Actualmente na 11ª posição da classificação geral, Tiago Monteiro tem mais cinco provas para encurtar a distância que o separa dos nomes da frente, com o objectivo de se apresentar em Macau com força anímica para tentar ganhar no difícil Circuito da Guia. Espera-se que este ano a corrida local não volte a ser ensombrada por atrasos de última hora, como os ocorridos no ano passado, de modo a permitir a engenheiros e pilotos encontrarem as melhores afinações. Seria igualmente desejável que os «nossos» André Couto, Rodolfo Ávila e João Fernandes pudessem, desde já, começar a preparar a sua participação na próxima edição do Grande Prémio de Macau. Para tal, peço encarecidamente às autoridades e aos patrocinadores da RAEM que disponibilizem, o mais cedo possível, as verbas necessárias para o efeito, pois de outra forma iremos assistir à mesma novela de outros anos: a de ninguém saber, – pilotos inclusivamente, – quase até ao fim das inscrições, com o que pode contar. Considero que a participação de nomes de Macau no GP é essencial para cativar o interesse da população local, uma vez que, se assim não for, muitos tenderão a desligar-se do evento e a sair do território por uns dias, mais não seja para fugirem do barulho e da agitação. Pessoalmente, no final do dia 16 de Novembro espero poder comemorar as vitórias de Tiago Monteiro, – ou até mesmo de André Couto, – no WTCC. Quanto a Rodolfo Ávila e João Fernandes veremos em que provas irão participar. O meu apoio incondicional vai inteiramente para os quatro.
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