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PATROCINADOR DO GRANDE PRÉMIO DE MACAU E DO CHELSEA SOB PRESSÃO

Moradores da Taipa contra Windsor Arch

 

O COMPLEXO habitacional Windsor Arch, patrocinador principal da edição deste ano do Grande Prémio de Macau e da vinda ao território do Chelsea FC, está a ser alvo de fortes críticas por parte de alguns moradores da ilha da Taipa, que alegam tratar-se de uma «clara violação da altimetria» permitida para os edifícios a construir na zona da Taipa Pequena, mais concretamente na colina em frente ao Jockey Clube de Macau.

A indignação sentida pelos residentes daquela zona levou-os a constituírem uma comissão de moradores, a qual pretende levar este caso «até às últimas consequências».

O referido complexo está a ser construído num terreno onde, outrora, existiam cerca de vinte casas de habitação social. «Com o passar dos tempos essas construções acabaram por ser demolidas, tendo o terreno em causa ficado desocupado por um largo período de tempo», disse a’O CLARIM fonte bem informada, acrescentando de seguida: «Dado que parte dessa área já se encontrava nas mãos de privados, não demorou muito para que o Governo viesse a concessionar a parcela detida pela RAEM à empresa proprietária do restante espaço. Na altura, os compradores alegarem que iriam proceder à construção de equipamentos públicos e hoteleiros, mas, pouco tempo depois, decidiram alterar a finalidade das construções a efectuar».

Em plena vigência do mandato do ex-secretário para os Transportes e Obras Públicas, Ao Man Long, a Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT) autorizou a construção em altura de um complexo habitacional de 47 andares, – mais 31 do que o permitido por lei naquele local.

Mais: ainda antes dos construtores/promotores da Windsor Arch terem sido notificados pelo Governo da concessão daquele terreno, já a DSSOPT havia analisado os planos para a edificação do referido empreendimento.

Agora, os moradores pretendem que o Governo investigue os trâmites do processo de concessão, tendo ontem entregue uma petição ao Chefe do Executivo e apresentado queixa junto do Comissariado contra a Corrupção (CCAC).

Neste momento, o Windsor Arch está a ser promovido no mercado internacional junto de fundos internacionais, alguns com sede em Londres. O encaixe financeiro, caso a totalidade das vendas se venha a concretizar, rondará os 15 biliões de patacas.

«Para além de todos os efeitos nefastos para a paisagem e meio-ambiente de Macau, este projecto vai inflacionar, ainda mais, o mercado imobiliário», concluiu a mesma fonte.

Os queixosos, entre os quais se encontra a mãe do empresário David Chow, apenas sabem que nada do que havia sido anteriormente prometido ao Governo foi cumprido. Isto é, naquele local já não irá ser construída qualquer escola, jardim ou hotel.

 

J.M.E.

Comentários:

Eduardo Ribeiro - 13/06/2008
Que pena não ter havido uma personalidade proeminente cá do burgo há 3 ou 4 anos,para liderar a mobilização contra o escândalo da destruição do Jardim das Artes e da construção de um edifício (e que edifício!!!) rua adentro e em cima do dito Jardim! Só mesmo em Macau.


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