Nos «decretos» da congregação geral |
Jesuítas pedem perdão por desobediência aos Papas |
Os decretos são vistos como uma resposta directa a uma carta escrita pelo Papa antes desta Congregação Geral, na qual pedia que os jesuítas «reafirmem, no espírito de Santo Inácio [o fundador da Companhia de Jesus], a sua própria adesão total à doutrina católica, em particular sobre pontos nevrálgicos hoje fortemente atacados pela cultura secular, como a relação entre Cristo e as religiões, alguns aspectos da Teologia da Libertação e vários pontos da moral sexual, especialmente os que concernem à indissolubilidade do casamento e à situação dos homossexuais». Nos documentos finais aprovados em Março e agora publicados, a Congregação Geral dos jesuítas fez uma autocrítica em relação à desobediência. «Um desejo excessivo de autonomia conduziu alguns a demonstrar diversas formas de auto-suficiência e de falta de empenho, a falta disponibilidade diante dos nossos superiores, falta de prudência na expressão das nossas opiniões, ausência de cooperação nas nossas relações com as Igrejas locais, ou falta de afecto perante a Igreja e a Companhia», refere o documento. Os decretos ratificam ainda a opção preferencial pelos pobres e o compromisso da Companhia em permanecer «nas fronteiras» geográficas e intelectuais do mundo contemporâneo.
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ECCLESIA/Redacção/ANSA |
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