Category Archives: Portugal

Descobrimentos e os Manuais Escolares – 2

Sim, demos novos mundos ao Mundo

Sim, demos novos mundos ao Mundo

Deixemo-nos de falsas modéstias. Portugal foi o país que mais impacto teve à escala planetária e cujas acções mais positivamente influíram no decorrer do curso da Humanidade. Posto isto, releiamos – questão de refrescar a sempre coxa cultura geral – o livrinho “Data e Factos da História do Mundo”, da autoria de Vasco Hogan Teves (velha colecção Livros RTP) e constatemos uma vez mais que enquanto a Europa se inter-digladiava com guerras de Sete, Trinta, Cem anos, guerras de Duas Rosas, com espinhos ou sem eles, e ainda guerras na Itália, com um Nicolau Maquiavel a teorizar a arte da cínica e universal sacanagem de que os fins justificam os meios e um Martinho Lutero a insurgir-se face à depravação dos valores cristãos e rendição sem precedentes daqueles que deviam ser os servidores da Igreja de Cristo aos jogos do poder, ao luxo e a todo o tipo de excessos; enquanto na Europa os Habsburgos punham em prática a sua táctica de arrecadação de territórios que cedo os transformariam na maior família-império de que há memória; enquanto essa bárbara e terratenente Europa, de Norte a Sul, do Mediterrâneo ao Báltico passando pelos Balcãs e o Cáspio, se esgadanhava num arreganhar de dentes, chegando com assustadora frequência a vias de facto por causa de um quinhão de terra aqui, um pedaço de horto acolá, testando sempre o peso das alabardas, o gume da espada e a flexibilidade do fio do arco ou o poder de arremesso das azagaias e das lanças, Portugal, esse aparentemente risível reininho ao fundo do continente com menos de milhão e meio de criaturas, cerceado o cordão umbilical e passadas as dores de crescimento, fitava longamente o oceano e um instante depois já nele navegava, numa entrega total, pronto a desvendar-lhe os mistérios mesmo que isso lhe custasse o sangue, o suor e, quantas das vezes, a vida.

Descobrimentos e os Manuais Escolares – 1

DESCOBRIMENTOS E OS MANUAIS ESCOLARES – 1

Desaconselho europeu.

Tudo indica que Portugal e a sua História, ímpar a nível mundial, provocam azia a muita gente. De acordo com um artigo publicado na revista Visão, o Conselho da Europa quer que os manuais escolares passem a incluir, sempre que sejam referidos os Descobrimentos, “a discriminação e a violência” que a eles estão subjacentes. Segundo os inquisidores de Bruxelas há que “repensar o ensino da história e, em particular, a história das ex-colónias”, alertando, com elevadas doses de condescendência, para o “contributo dos afrodescendentes, assim como dos ciganos, para a sociedade portuguesa”, devendo ser também este assunto, pela sua relevância, devidamente “tratado nos manuais escolares”.

Nova Portugalidade demarca-se de Artigo do Jornal I

Há valores que são imutáveis

Há valores que são imutáveis.

Desde o seu aparecimento, há mais de três anos, o movimento Nova Portugalidade, uma (agora) associação que pugna pela divulgação e preservação do legado português disseminado pelos quatro cantos do planeta, tem sido alvo de diversos e incompreensíveis ataques e tentativas de a associar a entidades extremistas de carácter xenófobo. Mas, afinal, perguntará o leitor, o que é a Nova Portugalidade? Em breves pinceladas eis a sua carta de apresentação, exposta na respectiva página do Facebook: “Queremos uma Nova Portugalidade. Somos 300 milhões do Acre a Timor. A unir-nos, temos sangue e séculos, cultura e sentimento. Fomos forjados por gerações de homens de Estado, de combate e de inteligência. Entre os nossos maiores, contamos soldados e marinheiros, pintores e arquitectos, poetas e capitães. Temos uma música que é nossa e de mais ninguém.

Incêndio na Serra de Monchique

INCÊNDIO NA SERRA DE MONCHIQUE

A vitória de Pirro.

«Monchique é a excepção que confirma o nosso êxito no combate aos fogos». Com esta cínica conclusão resumiu o nosso Primeiro-Ministro a tragédia que se abateu sobre a Serra de Monchique e os seus habitantes. Curiosamente, há dois meses dizia Costa que Monchique era um exemplo de prevenção de incêndios. Como se constatou, não só não foi exemplo nenhum como nos prendou com mais um triste e vergonhoso recorde: a maior área ardida em toda a Europa no corrente ano. O mesmo primeiro-ministro que ainda há pouco tempo, com um sorriso alarve de orelha a orelha, reiterou, num programa televisivo de grande audiência, a sua autorização para a exploração de petróleo no furo de Aljezur. É claro que não é um político confiável e não defende o interesse público e a vida das populações.

Decadência e Queda da Comboios de Portugal

Suor e Carris

Suor e Carris.

O cenário tem vido a repetir-se ao longo das últimas décadas. Chega a canícula e qualquer viagem feita num comboio da CP é, por norma, um desconforto do princípio ao fim. Nunca o ar condicionado está no nível correcto. Aliás, é a própria CP a admitir essa grave falha ao decidir suspender a venda de bilhetes no longo curso, o serviço mais solicitado e o que mais receitas dá, nos dias 3 e 4 de Agosto, e isto porque “o sistema de ar condicionado nos comboios não funciona acima dos 42 graus”. Como é possível? Serve afinal para quê um ar condicionado? Se a esta perene falha juntarmos a degradação da via férrea – há troços na viagem Porto-Lisboa que proporcionam meias horas seguidas de irritantes solavancos capazes de abalar os estômagos mais blindados – e os constantes atrasos, estão reunidos os ingredientes para a desgraça.

Campanha do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas

Agora a culpa é das árvores

Agora a culpa é das árvores.

Uma das provas mais evidentes de que Portugal está entregue a uma quadrilha de incompetentes e tresloucados é a campanha de prevenção de incêndios levada a cabo no início deste ano pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), em colaboração com o Ministério da Administração Interna. Provavelmente a mais desastrosa das iniciativas alguma vez lançada por esses organismos seria agravada, dias depois, por um ameaçador e-mail enviado a todos contribuintes pela Autoridade Tributária e Aduaneira (AT). Ora, essa missiva continha informações altamente enganadoras, pois dava a entender que as pessoas eram obrigadas a abater todas as árvores e arbustos que se encontrassem a menos de cinquenta metros de suas casas.

Portugal

Os amigos de Carlos D'Assumpção e um atleta do Sporting em Macau

Os amigos de Carlos D’Assumpção e um atleta do Sporting em Macau.

A semana passada terminou com um evento no nosso Food Truck. Foi um Domingo diferente, a servir comida no aniversário de uma família, e seus amigos, numa moradia perto de Montemor-o-Velho. Um modo diferente de apreciarem a nossa comida e que para nós foi o reconhecer do trabalho que temos desenvolvido no último ano.

A venda de comida tailandesa em Portugal, especialmente num meio pequeno como é a Vila de Mira, é um desafio em toda a sua extensão. Desde o facto da comida ser praticamente desconhecida, ao obstáculo de tentar desmistificar o que é a comida da Tailândia.

Patrimónios e o Mundo Rural

Sabor, figos e memórias de Churchill

Sabor, figos e memórias de Churchill

Ainda não há muito tempo, um inquérito nacional revelava que era no universo rural que mais se fazia sentir o ambientalismo. Ou melhor dizendo: o povo português não gosta mesmo nada disso de lixeiras, incineradoras e cemitérios nucleares. Perante tal conclusão, seria de depreender que existe uma consciência ecológica no nosso povo bem amadurecida. Não propriamente. Quando se diz que o povo português não gosta mesmo nada disso de lixeiras, incineradoras e cemitérios nucleares, é só quando estes lhes vêm bater à porta. Por que se for à porta do outro se calhar já pode ser. Ou seja: a sensibilidade ambiental é sobretudo marcada por interesses privados ou locais.

Presidente Marcelo Rebelo de Sousa no Dia de Portugal

«Temos um enorme território espiritual»

«Temos um enorme território espiritual».

O atraso registado no voo presidencial de Marcelo, que nos Açores celebrou o 10 de Junho e que a diferença horária de quatro horas permitiu que fizesse o mesmo (e no mesmo dia) em terras da Nova Inglaterra, deixou-me a passear pela praça da City Hall de Boston, repleta nesse dia de famílias com camisetes e casacos da selecção nacional. «Nunca esta praça viu tanta gente junta. Estarão aqui umas oito mil pessoas», ouvi alguém comentar. Muita dessa gente dispersaria, cansada da espera, ou optaria por assistir ao espectáculo do cançonetista Jorge Ferreira e seu conjunto, embora o grosso se mantivesse de pedra e cal entretido pelas marchas da Filarmónica de St. Anthony e os coloridos pendões empunhados pelos veteranos de guerra luso-americanos, orgulhosos das suas duas bandeiras.

Coisas e Loisas

Os nelenses donos de casinos em Macau

Os nelenses donos de casinos em Macau

Nestes últimos dias temos vivido a emoção de ver a nossa Selecção Nacional de Futebol a preparar-se para o Mundial da Rússia. O nosso primeiro jogo é logo contra a Espanha! A última competição em que Portugal entrou – o Campeonato da Europa, que finalmente ganhámos – foi vivido em Curaçao. Tratou-se de uma experiência única. Juntámos um grupo de portugueses, tailandeses, belgas, brasileiros, austríacos e franceses. Todos sentados em redor da mesa de uma churrasqueira portuguesa. O ambiente foi de festa. No final, até os nossos amigos franceses festejaram com toda a comunidade lusa da ilha holandesa.

Este ano, certamente iremos viver os jogos de Portugal em vários locais, ao sabor dos eventos de “street food” em que vamos participar nos próximos dias. Depois enviarei as respectivas crónicas.

Portugal

O mestre futebol

O mestre futebol

Durante todos estes meses que tenho estado em Portugal há um aspecto da cultura portuguesa que – sinceramente – continuo sem conseguir assimilar na sua plenitude.

A maioria dos portugueses dão uma importância desmedida ao futebol e o tempo que as televisões e rádios dedicam ao tema dá-me a volta à cabeça.

A recente “novela” em redor do clima que se vive na estrutura administrativa do Sporting Clube de Portugal assume níveis escabrosos na sociedade.

Museu do Oriente organizou 1º Festival de Street Food

Comida asiática à beira-Tejo

Comida asiática à beira-Tejo.

No passado dia 20 de Maio, em Lisboa, o Museu do Oriente (Fundação Oriente) organizou, pela primeira vez, um festival de Street Food dedicado à comida asiática.

O evento integrou as comemorações dos trinta anos da Fundação Oriente e da primeira década do Museu do Oriente, que tiveram início a 16 Março e que terminaram no dia 27 de Maio, sob o lema Museu em Festa.

O CLARIM no 101º Aniversário das Aparições de Fátima

D. John Tong, Andrea Bocelli e um navegador solitário

D. John Tong, Andrea Bocelli e um navegador solitário.

No passado dia 13 de Maio fez um ano que o Papa Francisco visitou Portugal e esteve em Fátima como peregrino. Este ano, no início das celebrações dos 101 anos das Aparições, não poderiam deixar passar em claro esse acontecimento. Mas, como sempre, o programa foi mais, muito mais, do que a lembrança da passagem do Sumo Pontífice pelo altar do mundo.

Para além do ambiente festivo, o facto da data ter recaído num fim-de-semana ajudou a que a multidão fosse maior. Não há números oficiais e esses são sempre discutíveis.

Aniversários, Encontros e Romarias

Somos feitos de tradições

Somos feitos de tradições

Os anos que vivi fora de Portugal, mais concretamente desde 1997, e os outros que mesmo estando em Portugal vivi fora da casa onde cresci (desde os meus 16 anos), fizeram com que perdesse muitos dos momentos familiares mais importantes.

Especialmente desde que me fixei em Macau, em Maio de 1997, os pequenos acontecimentos familiares que os meus pais iam vivendo deixaram de fazer parte do meu dia-a-dia. Agora, com este regresso a Portugal, tenho tido a oportunidade de compensar algum tempo perdido.

Antonieta Galdino Dias

Antonieta Galdino Dias

A neurorradiologista de Sua Majestade

Deixou Macau aos dezoito anos de idade e rumou a Lisboa, onde viveu e estudou dois anos, antes de se fixar em Coimbra.

Corria o ano de 1968, Antonieta Galdino Dias embarcou para Hong Kong e depois para a Europa. No Velho Continente foi continuar os seus estudos. O futuro reservava-lhe uma carreira em Neurorradiologia, precedida do curso de Medicina na faculdade em Coimbra.