Category Archives: Portugal

Maria de Fátima Fernandes

MARIA DE FÁTIMA FERNANDES

Se quero ver a Torre Eiffel, vou a França!

Maria de Fátima Fernandes fixou-se em Portugal no ano da transferência de soberania de Macau para a República Popular da China, tinha 53 anos e estava quase a entrar em idade de pensar na reforma.

Nasceu na freguesia de São Lourenço e estudou na Escola de Santa Rosa de Lima e na Escola Comercial, antes de ter concorrido para o funcionalismo público. Ingressou nos Correios de Macau, mas por ali ficou «durante pouco tempo», como contou a’O CLARIM numa conversa à mesa. Não muito satisfeita com o que fazia nos Correios, decidiu concorrer para uma carreira na Conservatória dos Registos, tendo entrado e ali permanecido até rumar a Portugal.

Filomena Zuleima Cascais

Filomena Zuleima Cascais

Traquina e diferente

Filomena Zuleima Cascais é a irmã mais velha dos três irmãos Cascais. Anteriormente falámos com Luís Cascais, no encontro que se realizou na Mealhada. Desta vez, no encontro que marcou o Festival das Lanternas, conhecemos Zuleima e passámos uns momentos agradáveis a desfiar a sua vida e ligação a Macau. Laços que à semelhança do irmão nunca mais esqueceu, apesar de ter deixado o território em tenra idade.

Nasceu a 9 de Fevereiro de 1940 e veio para Portugal depois de terminar o Ensino Primário na antiga colónia portuguesa.

António da Silva Rosário

António Sequeira da Silva Rosário

Quase beijava o chão

É bonito quando se encontra alguém com incondicional amor e dedicação a Macau, sem sequer lá ter nascido.

Natural de Miragaia, nas raias da cidade invicta do Porto, António Sequeira da Silva Rosário nasceu em 1951. Conta com uma vida repleta de peripécias, e de dificuldades; uma vida de operário, mas sem grandes queixas.

Festival do Bolo de Bate-Pau em Portugal

FESTIVAL DO BOLO DE BATE-PAU EM PORTUGAL

Quilómetros para matar a saudade.

Como já vem sendo hábito nos últimos anos, o grupo de amigos “Filo Filo di Macau” organizou um encontro para assinalar o Festival das Lanternas, ou Festival do Bolo Lunar, que se festejou no passado dia 5 de Outubro.

Este ano, com a vantagem de ser também feriado em Portugal, a participação foi ainda mais notória. Foram reservados lugares para quarenta e quatro pessoas, sendo que, no final, apareceram quarenta e duas. Estiveram também presentes no convívio duas crianças, da Zona Centro e do Norte de Portugal.

Teresa Chen Jiahui

Teresa Chen Jiahui

Frustração valeu bilhete para Leiria

A última jovem que O CLARIM entrevistou no Instituto Politécnico de Leiria chama-se Chen Jiahui. Veio de Xangai mas gosta de ser conhecida como Teresa, nome português que escolheu quando começou a estudar a língua de Camões.

Nascida a 31 de Agosto de 1997, a dois anos da transferência de soberania de Macau para a República Popular da China, não se lembra do processo e do sentimento nacionalista que se viveu nessa altura. No entanto, diz que se lembra que olhou para Macau como um excelente exemplo da convivência sã entre as culturas ocidental e oriental.

Maria Arcelina

Maria Arcelina

Cinco anos inesquecíveis.

Maria Arcelina Chantip Clementino de Santiago nasceu em 1953 no Hospital Conde de São Januário. Foi registada na freguesia da Sé. Na grande parte do tempo que passou em Macau andou entre a zona das Portas do Cerco e a Rua da Madrezinha, onde viviam os avós. Depois dos primeiros anos na península mudou-se para Coloane, passando a viver dentro do acantonamento militar porque o seu pai fazia parte do contingente português ali estacionado.

A mãe, sino-mexicana, que para além do Espanhol materno também dominava o Chinês paterno e o Português, conheceu o pai nos primeiros anos que este serviu em Macau como militar.

Luís Cascais

Luís Cascais

Macau: um adeus que se vai eternizando.

Nascido em 1944, na freguesia de São Lourenço, Luís Cascais é filho de um militar português que chegou a sub-chefe de esquadra da Polícia de Segurança Pública. O pai casou com uma senhora chinesa de Cantão e do casamento nasceram três filhos. A mãe foi para Macau ao cuidado de uma tia que era muito católica, por isso também foi educada de acordo com os rigores da educação católica da época, tendo depois conhecido o futuro marido.

Luís Cascais estudou na Escola Primária de Santa Rosa de Lima, na então avançada para a época “classe bebé”.

Maria Felisbela Bandeira

Maria Felisbela Bandeira

Saudades do passado.

Nascida na década de quarenta do século passado, na freguesia de Santo António, em Macau, Maria Felisbela Bandeira é uma figura conhecida da comunidade macaense, tanto no território como na diáspora. Presença assídua dos encontros que os macaenses vão realizando em Portugal, Maria Felisbela viveu bem perto todo o processo de transição. Sentiu-o como todos os macaenses: um novo passo no caminho em direcção ao futuro da terra que a viu nascer. No entanto, a sua proximidade, pela parte do marido, ao poder colonial de Macau fê-la viver o processo de transição mais por dentro.

Teresa Wei Zirui

TERESA WEI ZIRUI

De Macau para a Wordzilla.

Teresa Wei Zirui saiu de Macau para estudar um ano de Português em Leiria. Regressa agora ao território depois de assinar um contrato de trabalho com uma empresa portuguesa, a Wordzilla.

São exemplos como o desta jovem da província de Hubei que fazem com que a aposta do Instituto Politécnico de Macau (IPM) na Língua Portuguesa seja uma decisão acertada.

Primeiro Food Truck Tailandês de Portugal

Uma Singha na Praia de Mira

Uma Singha na Praia de Mira

Até Agosto do ano passado tínhamos toda a nossa energia focada em realizar um sonho: dar a volta ao mundo de veleiro, visitando todos os países e territórios lusófonos. No entanto, em meia-dúzia de dias, a vida deu meia-volta e trocou-nos o passo.

O que bastou foi a descoberta de um problema de saúde na minha esposa. No prazo de uma semana, tirámos o veleiro da água, fizemos as malas e tratámos de mudar a nossa vida para Portugal, nunca esquecendo, claro, o nosso companheiro de quatro patas que nos acompanha, juntamente com a nossa filha.

Júlia Tao Jueru

JÚLIA TAO JUERU

«Espero contribuir para estreitar laços».

O CLARIM continua a ouvir alguns alunos do Instituto Politécnico de Macau (IPM) para ficar a conhecer a sua experiência em Portugal. São alunos dos cursos de tradução e interpretação que vieram realizar um ano de estudos no Instituto Politécnico de Leiria (IPL). Uma parceria que dura há vários anos e que, segundo os alunos contactados, «é muito positiva», pois permite que eles possam, de forma sistemática, praticar os seus conhecimentos e ter uma experiência directa com a cultura da língua que decidiram aprender.

Dia de Macau, 24 de Junho

DIA DE MACAU, 24 DE JUNHO

Data que não se esquece.

Há 18 anos, no dia 24 de Junho, comemorou-se pela última vez o dia da “Cidade do Santo Nome de Deus de Macau, Não Há Outra Mais Leal”, como os macaenses sempre se referem à sua terra natal.

Para quem não conhece a história por detrás do dia que os macaenses reconhecem como sendo o da sua cidade, o historiador Montalto de Jesus, no seu “Macau Histórico”, descreve: “Quando o padre jesuíta Rho disparou um tiro de canhão e acertou com precisão, um vagão carregado de pólvora pertencente às forças invasoras holandesas, no dia 24 de Junho de 1622, Dia de São João Baptista, iniciava-se a história que originou o Dia de Macau: Oitocentos soldados holandeses desembarcaram na praia de Cacilhas, hoje região do reservatório, para tentar tomar Macau.

Ma Peiyu

MA PEIYU

Not lost in translation.

Chegados à época das férias de Verão, os alunos provenientes de Macau, mais concretamente do Instituto Politécnico de Macau, que frequentam, obrigatoriamente, um ano de estudos de língua portuguesa em Portugal, regressam a casa. O CLARIM aproveitou o final do ano lectivo para falar com Ma Peiyu. Ficámos a saber um pouco mais da sua experiência em Portugal e como tal poderá ser importante para o seu futuro.

Ma Peiyu, nascida a 8 de Maio de 1997 em Jiangmen, na província de Cantão, chegou a Portugal em Setembro do ano passado para estudar um ano no Instituto Politécnico de Leiria.

Irene Ansejo

Irene Leitão Ansejo Ribeiro

Casada por procuração.

Vivia-se os anos 40, uma época em que Macau era ainda um pequeno burgo onde portugueses e chineses iam convivendo sem grandes problemas para benefício de todos. Anos que antecederam a Segunda Grande Guerra que, mais tarde, viria a moldar também o futuro do território e das gentes que ali conviviam.

Irene Leitão Ansejo Ribeiro viveu esse período na freguesia da Sé, onde nasceu.

Diana Inês Gomes

DIANA INÊS GOMES

A descendente do “Cha-Cha”.

Nascida em 1948, na freguesia da Sé, Diana Inês Gomes viveu a infância na Rua Nova à Guia, mais concretamente no número 9 dessa conhecida artéria de Macau – um local cheio de memória, agora ocupado por um prédio de apartamentos.

Ainda na infância, mudou-se para a Rua dos Pescadores onde o pai tinha uma pequena quinta, um terreno de cultivo em Macau, algo que hoje parece quase impossível de imaginar.