Category Archives: Coisas e Loisas

Todos os Santos, Fiéis Defuntos e Muito Comércio

Sabe o que é uma Caspiada?

Sabe o que é uma Caspiada?

No passado dia 31 de Outubro celebrou-se em Portugal a Solenidade de Todos os Santos, festividade do calendário católico em honra de todos os mártires e santos que muitos crentes veneram em todo o mundo. Embora a data seja assinalada durante o dia, é na noite de 30 para 31 que a solenidade assume maior simbolismo. A ida ao cemitério para prestar homenagem aos antepassados e o acender das velas nas campas é, por si só, um acontecimento social, que faz com que as famílias, os amigos e os vizinhos se juntem em torno do mesmo sentimento.

Aos menos conhecedores desta festividade basta pesquisarem na Wikipedia para ficarem a saber que a “Igreja Católica celebra a Festum Omnium Sanctorum (Festa de Todos-os-Santos) a 1 de Novembro, que é seguido pelo Dia dos Fiéis Defuntos a 2 de Novembro”.

Diferenças Culturais entre Mundos Distintos

Quando a tradição é o que sempre foi

Quando a tradição é o que sempre foi

Recentemente encontrámo-nos com um casal amigo, que por acaso até é nosso cliente, e a conversa encaminhou-se para o Oriente. Macau, claro está, veio à baila! A mãe da senhora nasceu no antigo território português, tendo ela vivido alguns anos da sua infância em Macau, apesar de ter nascido em Portugal.

É um casal “bem viajado”, com alguma afinidade à cultura asiática, mas por incrível que pareça continua com a mente bem centrada em Portugal, pouco receptivo a experiências diferentes, à excepção da comida!

Vila do Conde

Rio Ave, Capela do Socorro e Nau Quinhentista

Rio Ave, Capela do Socorro e Nau Quinhentista

No fim-de-semana estaremos, pela terceira vez este ano, em Vila do Conde. Uma cidade, no Norte de Portugal, que muito nos atrai. Não só pela simpatia das pessoas, mas também pela beleza e localização privilegiada na foz do rio Ave.

Vila do Conde, além de outros atractivos, tem o rio e toda a sua vivência. Apesar de viverem nas costas da cidade do Porto, as gentes estão viradas para o rio Ave e isso sente-se no dia-a-dia. A dependência à apelidada Capital do Norte é quase inexistente.

Vila de Minde

Brass It, Santo António e Minderico

Brass It, Santo António e Minderico

Quando em trabalho nos deslocamos a um local novo temos sempre receio que algo possa correr mal ou não esteja previsto. Confesso, na minha ignorância, que nunca tinha ouvido falar de Minde. Agora sei que em Macau há pessoas desta pequena vila do distrito de Santarém, concelho de Alcanena.

Minde fica mais perto de Fátima do que de Santarém, mesmo na fronteira do concelho de Ourém. Ali se realiza, anualmente, um evento denominado “Brass It”. Trata-se de um espectáculo de música e performance de rua. É um evento muito interessante e muito diferente do que normalmente oferecem as vilas e aldeias de Portugal no Verão.

Novembro, mês de novas etapas

Outono promissor

Outono promissor

Nas últimas semanas tem sido recorrente perguntarem-nos acerca da nossa experiência em terra. Fez no passado dia 19 de Setembro dois anos que aterrámos em solo europeu. Havia quatro anos que não visitávamos Portugal. No meu caso, desde 1997 que não vivia permanentemente no país que me viu nascer.

Para nós, dois anos é muito tempo para estar no mesmo sítio, depois de termos vivido três anos sem endereço permanente. Sinceramente, assim de repente, não sei se a experiência foi, ou não, positiva.

Entre a Tormenta e a Bonança

Um bem haja a todos depois da tempestade

Um bem haja a todos depois da tempestade

Quase uma semana passada desde a intempérie que afectou Macau, muito já foi feito, mas com certeza muito mais há ainda para fazer. Muito o Governo e os órgãos de decisão terão de realizar para continuar a preparar o território no que respeita a fenómenos meteorológicos severos, os quais – segundo confirmam os especialistas – se irão repetir mais frequentemente.

Comparativamente com a tragédia do ano passado (falo do infame Hato), o Mangkhut, apesar de muito mais forte, acabou por provocar menos estragos na sua trajectória.

Festival de Gastronomia de Macau em Portugal

Comida, folclore e matrimónio

Comida, folclore e matrimónio.

Como já vai sendo tradição, o Grupo Folclórico Macau no Coração esteve em Portugal para acções de intercâmbio cultural e pesquisa etnográfica. De ano para ano tem aumentado o seu campo de actuação. Desta vez, aventurou-se na gastronomia.

Em resposta a um desafio lançado por um dos dinamizadores das vindas a Portugal, o empresário João Carlos Breda, duas das responsáveis do grupo, Ana Maria Manhão e Rosita Gaspar, juntamente com a especialista em culinária macaense, residente em Águeda, Diana Guerra, meteram mãos à organização do Festival de Gastronomia de Macau.

Festa Religiosa tem lugar na Praia da Maçãs (Portugal)

Tradição e inovação na Senhora do Mar

Tradição e inovação na Senhora do Mar.

É possivelmente uma das romarias mais características do litoral português e uma das poucas que tem vindo a conseguir integrar aspectos, valores e actividades da realidade actual. Em vez de ter ficado estagnada no tempo, a Festa da Nossa Senhora da Praia, na Praia das Maçãs, tem conseguido acompanhar o evoluir dos tempos, da vila e da zona onde se celebra.

Este ano assinalaram-se os 125 anos da romaria e uma vez mais a comissão organizadora quis inovar. A aposta para 2018 foi o Street Food, um risco assumido visto que «nesta zona as pessoas estão pouco habituadas a comer na rua», confessou-nos um dos organizadores.

Capela de Santo António de Armação de Pêra

Altar virado ao mar

Altar virado ao mar

Estamos no pico do Verão em Portugal e o destino de eleição por estas paragens é o Algarve. Sendo o mês de Agosto o mais concorrido no Sul do País, nem mesmo a calamidade do fogo que afectou Monchique e as praias nas suas proximidades fez com que a multidão fosse menor.

Aquando da nossa deslocação ao Algarve, em Junho, para participar nos eventos de street food de Lagos e Portimão, ficámos dois dias no Parque de Campismo de Armação de Pêra, uma concorrida praia do concelho de Silves, distrito de Faro. Em conversa com os proprietários de um dos restaurantes do parque de campismo, que é originário da mesma vila que me viu nascer, ficámos a saber que por aqui apenas se trabalha dois a três meses por ano.

Coisas e Loisas

Um descendente de Xangai

Um descendente de Xangai

A conhecida família Leitão, de Macau, tem várias ramificações, um pouco à semelhança de todas as famílias macaenses. Ao longo dos séculos, os casamentos entre famílias foi contribuindo para que a miscigenação fosse complexa e extensa, dando origem a uma vasta rede de relações.

Alguns – muitos, digamos – ainda persistem pelo território, mas outros há espalhados pelos quatro cantos do mundo. Uns nascidos em Macau, outros em Xangai, onde parte da família viveu e fez pela vida durante séculos, até ao êxodo forçado pela Revolução Cultural.

Coisas e Loisas

Macau à volta da mesa

Macau à volta da mesa

É curioso como acabamos por encontrar pessoas relacionadas com Macau em todo o lado. Na recente incursão pelo Algarve com o nosso conceito “thai street food” acabámos por reunir três pessoas que em momentos diferentes da sua vida passaram pelo antigo território português. Mas a história deste encontro casual começou bem antes.

Nos meses de Inverno, quando estávamos estacionados em Mira, fomos contactados por um casal do Norte de Portugal que diz ser apaixonado por comida e que por essa faceta mantém uma página de Facebook e viaja – sempre que pode – para conhecer novos conceitos.

Street Food conquista o Algarve nos meses de Verão

Sawasdee Barlavento

Sawasdee Barlavento

Os últimos dias têm sido de grande azáfama em termos profissionais. Como este ano decidimos apostar, preferencialmente, nos eventos de street food que proliferam por Portugal, viemos até ao Algarve para participar no “Lagos Street Food” e no “Lota Cool Market” em Portimão. Embora o de Lagos já tenha terminado, quando lerem este artigo o de Portimão estará ainda a decorrer no espaço da antiga lota da cidade algarvia.

Sinceramente, quando decidimos vir estávamos um pouco apreensivos porque tínhamos de percorrer uma longa distância (entre Mira e o Algarve são quinhentos quilómetros) com dois carros e não sabíamos se seria ou não rentável.

Regras para tratamento oncológico variam consoante a jurisdição

Medicamento dá dor de cabeça

Medicamento dá dor de cabeça

O próximo mês de Julho marca o arranque dos preparativos com vista a regressarmos ao nosso barco no final deste ano.

O facto de sermos uma família de três, com uma menor a bordo, torna o planeamento da viagem mais complicado, pois temos de acautelar os meses que a criança vai estar fora do ensino oficial. Não que achemos necessário o dito ensino oficial, mas infelizmente as leis e a burocracia assim o exigem. A Maria vai deixar a escola “física” a meio do ano lectivo. Se tudo correr dentro dos prazos previstos, irá regressar nas últimas semanas do ano escolar. Para nós, o mais importante é não perder a festa de fim de ano e a respectiva cerimónia de graduação no Ensino Pré-Primário.

Rota dos 500 Anos retomada por alguns meses

De regresso ao Dee

De regresso ao Dee.

Pensamos que é chegado o momento de revelar os nosso planos aos leitores que nos têm seguido na viagem à volta do mundo em veleiro. Depois de muitas incertezas, avanços e recuos, devido a problema de saúde, temos já definida a data de partida de Portugal rumo a Curaçao, onde temos guardado o nosso barco. Eu vou em Novembro. A NaE e a Maria irão em Dezembro.

Se tudo correr conforme o planeado, poucos dias depois viajaremos até Guadalupe ou Martinica, onde iremos aguardar por Maio de 2019 para iniciarmos a travessia que nos trará a Portugal.