Daily Archives: January 4, 2019

Fórum assinalou arranque do Ano da Juventude em Macau

D. Stephen Lee “abraça” os nossos jovens

D.Stephen Lee “abraça” os nossos jovens.

Com o objectivo de responder aos desafios lançados pelo documento final do Sínodo dos Bispos, realizado no Vaticano em Outubro de 2018, a diocese de Macau organizou o Fórum da Juventude, assinalando também assim o Ano da Juventude da nossa diocese, que na realidade irá durar três anos, conforme anunciado pelo bispo D. Stephen Lee na sua última mensagem de Natal.

Faleceu D. Michael Yeung (1945-2019)

Faleceu D. Michael Yeung

Bispo de Macau envia condolências à diocese de Hong Kong.

D. Michael Yeung, bispo da diocese de Hong Kong, faleceu ontem, pelas 13 horas e 30 minutos, no Hospital Canossa, na ex-colónia britânica. Tinha 73 anos.

Nascido em 1 de Dezembro de 1945, em Xangai, foi ordenado sacerdote a 10 de Junho de 1978. Consagrado bispo a 30 de Agosto de 2014, sucedeu ao cardeal D. John Tong como 9º bispo de Hong Kong.

Ao saber da notícia, D. Stephen Lee, bispo de Macau, enviou a seguinte mensagem ao bispo auxiliar de Hong Kong, D. Joseph Ha OFM: “Querido bispo Ha, soube que nosso amado irmão, o bispo Yeung Ming-cheung, retornou à casa do Pai. Aceitamos a vontade do nosso Deus Pai com sincera tristeza e pedimos ao mesmo Pai compassivo que dê ao nosso irmão bispo a alegria e a paz da vida eterna. Quando soube da triste notícia, senti profundamente a dor da perda do bom pastor da vossa diocese. Oro para que o Senhor consolide o vosso povo e vos dê um Bom Pastor virtuoso e capaz, para que a Diocese continue a prosperar, testemunhe a fé e edifique o reino dos céus. Juntamente com o povo de Deus, na diocese de Macau rezo pelo bispo Yeung, pedindo que a luz do Senhor brilhe sobre ele para sempre e lhe conceda o descanso eterno”.

O bispo D. Stephen Lee vai celebrar uma missa de réquiem na Sé Catedral de Macau, na próxima terça-feira, 8 de Janeiro, pelas 20 horas.

Pedimos aos nossos leitores piedosos que rezem pelo repouso da alma do bispo Yeung. Que o bispo D. Michael Yeung descanse em paz na luz eterna da presença de Deus e do abraço fraterno.

A Redacção

O Clarim esteve com a Missão LX

Jovens são apóstolos em Lisboa

Jovens são apóstolos em Lisboa.

O CLARIM esteve no passado dia 30 de Dezembro com um grupo de voluntários da Missão LX, no Campo Grande, em Lisboa, e foi parte activa de uma actividade de missionação levada a cabo por catorze jovens, provenientes de várias paróquias da capital portuguesa.

Vestidos de verde (a cor da Missão LX), dotados de instrumentos musicais e “acompanhados” por uma imagem de Jesus Cristo feita de papelão, o grupo de jovens foi ao encontro de pessoas no Jardim do Campo Grande, tendo parado largos minutos junto de um espaço infantil. Na algibeira levavam um desafio: saber o que para as pessoas significa a palavra “Missão” e Jesus Cristo.

Jovens e Missões no Centro da Actividade Pastoral em Macau

A Igreja Católica em 2019

A Igreja Católica em 2019.

As expectativas da juventude e a celebração da dimensão missionária do território são as duas principais prioridades da acção pastoral da diocese de Macau para 2019. O ano que principiou na terça-feira deverá pautar ainda o arranque das obras de requalificação do Centro Católico, na Avenida da Praia Grande.

Juventude e missionação. Estes são os dois grandes pilares da actividade pastoral que a diocese de Macau tem prevista para 2019. Com a mudança de calendário arrancou também o período de três anos que a Diocese, por indicação directa do bispo D. Stephen Lee, dedica aos problemas e às expectativas dos mais novos.

Solenidade da Epifania do Senhor tem lugar este domingo

Reis Magos seguem estrela ao encontro da Luz do Mundo

Reis Magos seguem estrela ao encontro da Luz do Mundo (João 8:12).

Com a festa da Epifania, a Igreja celebra a manifestação de Jesus ao mundo. Epifania, palavra de origem grega, significa “manifestação externa”, “aparecimento”. «Para a Igreja crente e orante, os Magos do Oriente, que, guiados pela estrela, encontraram o caminho para o presépio de Belém, são apenas o princípio de uma grande procissão que permeia a história. Por isso, a liturgia lê o Evangelho que fala do caminho dos Magos juntamente com as estupendas visões proféticas de Isaías 60 e do Salmo 72 que ilustram, com imagens ousadas, a peregrinação dos povos para Jerusalém. Os homens vindos do Oriente personificam o mundo dos povos, a Igreja dos gentios: os homens que, ao longo de todos os séculos, se encaminham para o Menino de Belém, n’Ele honram o Filho de Deus e se prostram diante d’Ele. A Igreja chama a esta festa “Epifania” – a manifestação do Divino», explica o Papa emérito Bento XVI.

Capa 04-01-19

Capa 04-01-19

Mensagem do Santo Padre Francisco para a Celebração do Dia Mundial da Paz ( 1 de Janeiro de 2019)

«A boa política está ao serviço da Paz»

«A boa política está ao serviço da Paz»

  1. «A paz esteja nesta casa!»

Jesus, ao enviar em missão os seus discípulos, disse-lhes: «Em qualquer casa em que entrardes, dizei primeiro: “A paz esteja nesta casa!” E, se lá houver um homem de paz, sobre ele repousará a vossa paz; se não, voltará para vós» (Lc., 10, 5-6).

Oferecer a paz está no coração da missão dos discípulos de Cristo. E esta oferta é feita a todos os homens e mulheres que, no meio dos dramas e violências da história humana, esperam na paz. A «casa», de que fala Jesus, é cada família, cada comunidade, cada país, cada continente, na sua singularidade e história; antes de mais nada, é cada pessoa, sem distinção nem discriminação alguma. E é também a nossa «casa comum»: o planeta onde Deus nos colocou a morar e do qual somos chamados a cuidar com solicitude.

Eis, pois, os meus votos no início do novo ano: «A paz esteja nesta casa!»

Em 2018 Subiram aos Altares o Papa Paulo VI e D. Óscar Romero

Santos que amaram os pobres

Santos que amaram os pobres

Em Outubro de 2018 foram canonizadas duas figuras marcantes da Igreja do século XX. Ambas com opções fortes pelos pobres, na linha do magistério do Papa, mas duas figuras que, por razões distintas, arrastam poucas multidões na Europa.

No dia 14 de Outubro de 2018 subiram aos altares da Igreja Católica o Papa Paulo VI, que liderou a Igreja entre 1963 e 1968, e D. Óscar Romero, bispo salvadorenho que foi morto enquanto celebrava missa numa capela do Hospital da Divina Providência, na capital de El Salvador. Duas figuras que, aparentemente, pouco terão em comum, excepto o facto de ter sido Paulo VI a nomear D. Óscar Romero, porque vêm de contextos diferentes. No entanto, há um ponto semelhante entre eles e o próprio Papa Francisco: a opção pelos pobres.

CEM Celebrou Natal com 45 Famílias Carenciadas

Luz para todos

Luz para todos

Na véspera do Natal, o Grupo de Embaixadores da CEM juntou-se a voluntários da Federação das Associações de Operários de Macau, União Geral das Associações de Moradores de Macau, Associação Geral das Mulheres de Macau, Aliança de Povo de Instituição de Macau e da Cáritas de Macau, para assistirem a um filme natalício com o objectivo de partilhar momentos de carinho durante a época festiva, segundo uma nota de Imprensa enviada pela Companhia de Electricidade de Macau.

Teologia, Uma Dentada de Cada Vez (14)

O aconteceu depois da morte de Pedro?

O que aconteceu depois da morte de Pedro?

Deixem-me chamar a atenção para a supremacia de Pedro sobre os outros apóstolos. O capítulo 12 dos Actos dos Apóstolos mostra-nos como Herodes, depois de executar Tiago, irmão de João, prendeu Pedro (versículos 1-3) – «mas foi feita a Deus uma sentida oração por ele, pela Igreja» (versículo 5). Pedro foi libertado por um anjo, e quando visitou os que tinham rezado por ele deu-lhes instruções para que dissessem aos outros discípulos que ele havia sido libertado (Actos 12:17).

Java Menor – 2

O poder do cavaquinho

O poder do cavaquinho

Entusiasma-me, de sobremaneira, constatar que a ré dos elegantes barcos de Indramayu é em tudo semelhante aos castelos das antigas naus portuguesas. Aqui mencionamos a ré; mas noutros locais de Java falaríamos de proas alteadas a fazer lembrar os nossos moliceiros ou os típicos barcos da arte da xávega. Num e noutro caso estamos perante um óbvio legado luso emprestado à indústria naval indonésia. Até hoje – ocupadíssimos que estão os nossos académicos com o revisionismo histórico – ninguém se deu ao trabalho de fazer de tão interessante matéria objecto de estudo. De novo me pergunto: tendo em conta a data da fundação desta cidade, 1523, será que não se terão por aqui fixado alguns dos portugueses habituais frequentadores dos portos da Grande Java? É muito provável. Tira-me desta reflexão especulatória o pregão de um vendedor de siomay, “delicacia” cujo segredo está no molho de amendoim, leguminosa aqui introduzida, como milhentas de outras plantas, pelos nossos antepassados.

Segue no encalço do pracista um bem disposto grupo de rapazes, aqui designados de punks. Não percebo muito bem a razão de tal título. É que de punks nada têm, nem mesmo as camisolas cujas estampas apontam mais para entusiasmos heavy metal. Ora, aos ditos punks indonésios sempre os acompanham cavaquinhos de fios de nylon – os juks –, e os que encontro nesta proximidade de orla marítima não são excepção. Na sua versão infantil, adolescente ou jovem-adulto, o tocador de juk permanece uma das imagens mais características da Indonésia. Aparece-nos pela frente, já em plena cantoria, estejamos nos semáforos à espera de uma luz verde ou sentados num restaurante a degustar um ikan-bakar bem condimentado. Buscam desta forma o seu meio de subsistência milhares de jovens indonésios, e ao fazê-lo revelam a mais evidente forma de herança lusitana presente no dia-a-dia desta surpreendente nação.

À medida que nos aproximamos do Mar de Java aumentam o número de embarcações atracadas, a maioria no activo, outras visivelmente fora de jogo e com a pintura a descascar. A seu lado, invariavelmente, emaranhadas redes de pescas amontoam-se como se tivessem vida própria. É uma fila interminável de barcos pesqueiros até ao canal desembocar num mar raso e lodoso onde entram e saem pares seus de diversos tipos, vindos da faina ou a caminho dela. Aliás, as praias lamacentas são a maior decepção desta costa norte de Java. Mas nem por isso se livra o comum cidadão da cobrança de um inexplicável ingresso. Incrível! As pessoas não só não se importam de tomar banho no lodo como até pagam para isso. Em termos de área construída há apenas uma pequena mesquita – ou melhor dizendo, uma mushola (capela) – em forma de barco.

Mesmo em frente, numa ilhota, avista-se Karang Song, a atracção turística número um de Indramayu. Trata-se de modesta reserva natural patrocinada pela omnipresente Pertamina (disso nos informam uma série de faixas e placas) que no mangal instalou uns passadiços de bambu entrelaçado e uns quantos barcos que em permanência sulcam as águas povoadas por tainhas, enguias e peixes-gato, transportando os visitantes que cumprirão o agradável percurso pedestre rodeados de “avicenas marinas” – comummente conhecidas como mangue, cinzento ou branco, aqui designado api-api – sarapintadas dos dejectos da passarada que se faz ouvir mas não se mostra. Domina estas redondezas o género garça nas suas mais variadas vertentes: branca-grande, de coral, vermelha, a garça do lago (típica de Java), a nocturna e a de dorso preto. Pouco provável será depararmos com algum dos membros da comunidade local de varanos – lagarto protegido por lei –, pois é bicho recatado e pouco dado a passeatas. Para os que eventualmente se possam sentir tentados, está lá, à vista de todos, o sinal de interdição de caça.

O nome Indramayu, “o jardim da deusa Indra”, remete-nos para o Hinduísmo, assim como kepala (coqueiro, em Bahasa) a “árvore da fortuna do paraíso de Indra”, graças à qual se podem obter os mais exigentes desejos, numa alusão ao carácter multiutilitário da planta. Esse Hinduísmo latente resistiria aos avanços do Islão, procedente das cidades portuárias a leste, tendo como foco de irradiação a região de Gresik, actual cidade de Surabaia. Aí estabeleceriam residência os primeiros nove apóstolos dessa religião, ainda hoje venerados na Indonésia. São os designados wali sanga e quase todos eles obtiveram o título póstumo de sunan, “reverendo, respeitável”. Assumiria neste domínio preponderante desempenho a cidade-Estado de Demak, mais a oeste, fundada pelo muçulmano chinês Chek Ko Po, conhecido como Raden Patah. Cedo Demak se tornaria o principal centro difusor do Islão nas áreas costeiras e, depois, no interior de Java. Mais tarde, em 1524, o filho de Raden Patah, assumindo o título de sultão Pangeran Trenggana, em pouco tempo irá usurpar o que ainda restava do poder hindu Mahajapati sedeado no interior do País, e que fora durante muito tempo respeitado e temido, inclusive pelas cidades costeiras agora nas mãos de muçulmanos recém-convertidos.

Joaquim Magalhães de Castro

Família e Fé

Superar a superficialidade

Certo jovem encontrou um amigo na rua. Já não se viam há tantos anos. O tempo tinha passado e as suas vidas, outrora tão parecidas, eram agora muito diferentes.

Falaram do passado: olharam para trás com uma certa nostalgia. Falaram do presente: cada um tinha as suas normais dificuldades. Falaram do futuro: levavam ambos no coração um atitude esperançada.

Falaram de Deus.

«– Respeito a tua atitude, mas eu não vejo a Deus. Também não sinto muitas vezes a necessidade d’Ele. Acho que antigamente era mais lógico acreditar. A ciência, para mim, é algo entusiasmante. Pelo contrário, tenho a sensação de que a religião só defende que tudo o que é bom nesta vida ou faz mal à saúde ou é pecado. Eu respeito a tua atitude, mas sou feliz assim».

Rota dos 500 Anos

Rota dos 500 Anos

Não uma, mas duas passagens de ano

Há opções forçadas que por vezes nos surpreendem, apesar de não serem a nossa primeira escolha. Neste tipo de vida – dependente dos caprichos dos elementos naturais – muito frequentemente tal acontece.

A nossa estada em Curaçao já deveria ter terminado, mas devido a ventos fortes e condições pouco confortáveis para rumarmos a Norte, foi prolongada por mais uns dias. Pelos planos actuais deve estender-se até 8 ou 9 de Janeiro.

Cismas, Reformas e Divisões na Igreja- LXXXIX

O Relativismo – VI

O Relativismo – VI

Muito mais haveria para referir acerca do relativismo. Porque é sem dúvida um dos factores de divisão do mundo de hoje, uma das tendências que tem fragilizado o fenómeno religioso e o sentimento de comunidade, de coesão social e de estratégia até. Hoje em dia, tudo na vida é forrageado pelo relativismo, que se insidia de forma larvar e medra em todos os aspectos que caracterizam a sociedade. Como se viu o relativismo moral torna ainda mais frágeis as relações humanas, a justiça e a liberdade individuais e o sentido colectivo da existência. E afecta o mundo de hoje, quase se podendo dizer que começa a “valer tudo”…

Post Scriptum

Post Scriptum

1. Na minha última crónica de 2018, dedicada à época natalícia, imaginei que escrevia uma carta ao Menino Jesus, onde lhe pedia prendas, como fazia quando era criança.

Não pedia nela nem um novo smartphone, nem novos sapatos Nike, nem uma playstation, nem um pequeno drone, mas lembrando-me constantemente da minha idade, pedi prendas próprias dela.

E Jesus respondeu-me, dando-me o mais precioso dos presentes: este novo ano, para continuar a escrever-Lhe, em jeito agora de post scriptum.

Quer dizer: é como se eu continuasse a redigir a minha carta ao Menino Jesus, mas agora não como petição. Antes como reflexão geral sobre o ano que começa.

E o Menino Jesus entrará em cena quando quiser, porque Ele nunca pede licença para aparecer. Essa rebeldia veio-Lhe certamente de quando desobedeceu aos pais e ficou no Templo entre os doutores, completamente ignorantes aliás de Quem estava perante eles.