Monthly Archives: March 2018

Mensagem de Páscoa de D. Stephen Lee

D. Stephen Lee Bun Sang

«A luz de Cristo gloriosamente ressuscitado nos dissipe as trevas do coração e do espírito».

Durante o tempo Quaresmal, experimentámos um momento extraordinário de graça – as «24 Horas para o Senhor» – uma iniciativa promovida pelo Papa Francisco, por meio da qual ele convidou todos os fiéis da Igreja Universal a celebrar o Sacramento da Reconciliação durante a adoração do Santíssimo Sacramento. O Santo Padre inspirou-se nas palavras do Saltério «Mas de Ti vem o perdão» (Sl 130: 4) como tema de fundo deste ano. De sexta-feira, 9 de Março, a sábado, 10 de Março, tivemos a oportunidade de adorar o Santíssimo Sacramento, experimentar esse momento de Reconciliação e ser iluminados pois através do perdão e da reconciliação, a escuridão é dissipada e uma «nova luz» se acende nos nossos corações (in Missal Romano, «lucernário» da Vigília Pascal).

A Páscoa na Visão do Padre Andrzej Blazkiewicz

A PÁSCOA NA VISÃO DO PADRE ANDRZEJ BLAZKIEWICZ

Encarnação do Senhor é “arma” contra o pecado.

O padre Andrzej Blazkiewicz disse a’O CLARIM que o significado da Páscoa, fruto da encarnação do Senhor e da ressurreição de Jesus Cristo, representa uma das armas mais eficazes de luta contra o pecado. Para tal, cada um de nós terá de levar a cabo um caminho de aturado trabalho com vista ao aperfeiçoamento espiritual.

«Posso dizer que hoje, com crescente convicção, participo no mistério da ressurreição. Sabemos que cada Domingo é a Páscoa semanal. O Domingo convida-nos a alimentar a comunhão. E quando há comunhão, exige-se por sua vez a constante conversão.

Tríduo Pascal na Comunidade Portuguesa

Tradição e bons costumes

Tradição e bons costumes.

As celebrações do tríduo pascal, entre hoje e sábado, realizam-se em língua portuguesa na Sé Catedral e na igreja de Santo António. Adoração ao Santíssimo Sacramento, Missa, Via-Sacra, Hora Santa e “correr as igrejas” são actividades agendadas para a comunidade.

A pastoral portuguesa da diocese de Macau continua fiel à tradição da Páscoa no território. De acordo com o padre Daniel Ribeiro, «além da programação da Semana Santa, que tem vindo a ser divulgada para a Sé Catedral», celebra-se hoje a «adoração ao Santíssimo Sacramento, depois da Missa da Última Ceia», terminando por volta das 23 horas.

O Ministério Pascal da Cruz e da Ressurreição em Comunhão com o Sentido Cristão do Sofrimento Humano

Participantes na Redenção de Cristo

Participantes na Redenção de Cristo.

A questão mais difícil de um crente suportar e compreender é certamente a causa do sofrimento humano que, em certos casos, é levado e vivido ao extremo e, em outros, tido como injusto ou incompreensível. Quando temos de carregar uma cruz, olhamos o céu e perguntamo-nos: porquê eu? Como vou suportar? Será que Deus escuta as minhas orações? Como vou conseguir viver e qual a razão do meu sofrimento, da minha vida no plano de Deus? Esse sofrimento torna-se, por vezes, uma forma de aproximação e entrega a Deus, mas, em certos casos, provoca um abandono da fé, pela dor incompreensível, causada pela sensação de abandono e desespero. Os sofrimentos e calamidades no mundo espelham a face do inimigo de Deus, desde a queda de Adão e Eva.

Questões de Macau

Permanências e o culto da riqueza

Permanências e o culto da riqueza.

Uma administração pública tem que ser encarada sempre de forma coerente e responsável. De quando em vez, e tal não é uma questão exclusiva da RAEM mas de qualquer administração pública, é preciso efectuar substituições de chefias, intermédias ou cimeiras. É por isso que as comissões de serviço têm um prazo. Isto tem de ser visto como um processo natural, sem drama, porque todas as administrações públicas do mundo são assim. Não podem as pessoas eternizar-se nos lugares, porque tal vai contra a própria filosofia dos cargos de chefia, que têm um limite temporal. Estas substituições não põem em causa a administração no seu todo.

Capa 29-03-18

Capa 29-03-18

Instituto Ricci de Macau analisa a China Ancestral

INSTITUTO RICCI DE MACAU ANALISA A CHINA ANCESTRAL

Concubinas e outras considerações

O Instituto Ricci de Macau (IRM) realiza, no dia 10 de Abril, o fórum “A Construção de Textos Históricos – Estudiosos chineses e missionários europeus que escreveram sobre o antigo”, tendo como orador o professor Nicolas Standaert.

“A visão europeia ficou abalada até aos alicerces quando os missionários dos séculos XVII e XVIII descobriram que a história chinesa era mais antiga do que a história europeia e bíblica.

Fotolegenda

CTM LIGADA AOS JORNALISTAS

CTM LIGADA AOS JORNALISTAS

Vandy Poon, director-geral da Companhia de Telecomunicações de Macau, discursa no “Almoço com os Media 2018”, perante o olhar atento de directores e responsáveis dos Órgãos de Comunicação Social do território. O evento decorreu ontem no hotel JW Marriott.

Memória viva de Portugal no Uruguai

O historiador Fernando Assunção

O historiador Fernando Assunção

Fernando O. Assunção, historiador uruguaio, filho de Octávio Assunção, um emigrante de Fão, Esposende, é um nome fundamental para todos os que se interessam pela história da região do Rio da Prata, pois era reconhecidamente uma sumidade na matéria. E, como tal, o Estado português convidou-o a estar presente no congresso sobre o Património de Origem Portuguesa que decorreu em Coimbra em 2006. Infelizmente, essa seria a sua última viagem. Morreu no nosso país, fulminado por um ataque cardíaco. Assunção, além de historiador era antropólogo, etnólogo e artista plástico, tendo publicado vasta obra sobre as tradições gaúchas. Na casa onde vivia, num oitavo andar de um prédio em Bexura, no bairro de Pocitos, uma das zonas residenciais de eleição da capital uruguaia, visitei a viúva e a filha.

Francisco Fong

Francisco Fong

Uma viagem de despedida

Nascido na freguesia de Santo António, a 10 de Abril de 1943, é um dos rostos por detrás da iniciativa dos encontros de macaenses no Centro de Portugal.

Francisco Fong deixou Macau com 19 anos, indo para Coimbra em 1962, onde se viria a formar em Medicina, com especialidade em cardiologia, e a exercer a actividade profissional no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra. Durante algum tempo esteve no sector privado da Saúde, mas – como nos confidenciou – rapidamente regressou à exclusividade do Serviço Público.

Filosofia, uma dentada de cada vez (57)

Como podemos estar seguros?

Como podemos estar seguros?

Já vimos que a verdade se baseia na existência de algo, em coisas reais, no que é real. Quando somos confrontados com a realidade, por causa da nossa liberdade, podemos responder a esse facto [essa realidade] no mínimo de três maneiras; podemos ter três diferentes atitudes. Estar certo, ter uma opinião ou duvidar. Vejam bem que enquanto a verdade se refere ao “estado das coisas” (a forma como as coisas são), estas três referem-se a diferentes “estados de espírito” (o que pensamos sobre esse facto).

O Nosso Tempo

“Eu em vós, vós em mim...”

“Eu em vós, vós em mim…”

Imaginemo-nos sentados em redor de um velho contador de estórias, debaixo de uma frondosa e multissecular árvore africana, dessas que desafiam raios e tempestades. E, sobretudo, sobrevivem ainda à fúria cega das serras eléctricas, armas preferidas pelos assassinos de florestas.

O velho sábio, de barbas brancas (tem de ser assim, para a estória ser “autêntica”…) ergue a voz trémula e conta:

Um dia o homem branco veio aqui e as crianças da aldeia receberam-no muito bem.

A saga da Catalunha

A saga da Catalunha

Enquanto em Portugal o tema de todos os dias é a acção preventiva e a sensibilização das populações para o combate aos incêndios do próximo Verão, “nuestros hermanos” da vizinha Espanha continuam a tentar apagar o “fogo” da independência da Catalunha que, nestes últimos dias, se reacendeu com a prisão do expatriado e ex-líder independentista Carles Puigdemont, pelas autoridades alemãs, quando atravessava a fronteira vindo da Finlândia.

Em consequência da sua prisão, antecipada pela decisão do Supremo Tribunal de Espanha ter emitido um mandado de captura europeu e internacional (ao qual os serviços secretos espanhóis não são alheios…), no último fim-de-semana muitos milhares de catalães manifestaram-se em Barcelona contra a prisão de Puigdemont, cujo resultado foram mais alguns detidos e uma centena de feridos.

Cismas, Reformas e Divisões na Igreja – LIX

A Igreja e a Revolução Francesa

A Igreja e a Revolução Francesa

A Revolução Francesa (1789-1799) marca um dos períodos mais difíceis para a história da Igreja Católica. Pode-se dizer que as suas consequências são profundas e demoraram a esvanecer-se. Tudo mudou a partir daqueles tempos, nada ficou como era. A tradição, o Antigo Regime, a velha Europa e a Igreja, como foi desenhada em Trento (concílio entre 1543 e 1565), tremeram e foram ameaçadas. O tempo das “coisas novas” advinha, embora nascido de forma turbulenta e sangrenta, em tempos dilacerantes e ameaçadores. Os ideais iluministas da Revolução Francesa não combinaram, de imediato, nos ideais da Igreja e da sociedade em geral. O sentimento anticlerical e, acima de tudo, anti-religioso, eram marcas da Revolução. Foram postos em prática de forma abrupta muitas vezes, quando não de maneira violenta.

Família e Fé

A beleza da temperança

A beleza da temperança

Oxalá tudo aquilo que eu tocasse se transformasse em ouro – desejou ardentemente um rei mitológico. E o maravilhoso dom foi-lhe concedido pelo génio.

Porém, a vida não correu como o velho monarca tinha sonhado. Tudo o que tocava se convertia em ouro – também a comida e a bebida que, desesperadamente, tentava engolir.