Daily Archives: December 21, 2017

Henrique Manhão, Presidente da Casa de Macau USA

Henrique Manhão

«O Natal foi sempre uma festa de família».

O Natal continua a ser motivo para reunião familiar no seio da comunidade macaense. Seja em Macau ou na diáspora. Este é o entendimento de Henrique Manhão, a residir nos Estados Unidos há 35 anos. A’O CLARIM, o presidente da Casa de Macau USA fala do território hollywoodesco dos dias de hoje e da queda de Hong Kong a 25 de Dezembro de 1941 na Guerra do Pacífico, para além dos desafios que atravessa a comunidade da qual faz parte e o modo de celebrar a quadra natalícia na Califórnia.

Mensagem de Natal de D. Stephen Lee

Mensagem de Natal de D. Stephen Lee

PREPARAR O FUTURO COMEÇANDO PELOS JOVENS E PELA FAMÍLIA!

Nestes últimos dias do Advento, e à medida que no aproximamos do Natal, tudo nos fala desta festa: pelas ruas de Macau, além das coloridas luzes de Natal, também podemos observar cenas da Natividade e presépios meticulosamente decorados. Mesmo que se tenham tornado apenas mais uma decoração de natalícia, no entanto, e para nós cristãos, eles têm um significado muito especial. Estou muito feliz em saber que algumas organizações da nossa Diocese promoveram a feitura de presépios em casa ou a visitarem as cenas da Natividade nas várias Igrejas, a fim de apresentar mais uma vez o grande mistério da encarnação de Cristo. Tudo isto aviva a nossa esperança e prepara os nossos corações com uma enorme alegria à medida que nos aproximamos do Natal e o início do Ano Novo.

Iraque

Igreja reabre com mensagem de perseverança

Igreja reabre com mensagem de perseverança.

A igreja de São Jorge, na Planície de Nínive, no Iraque, reabriu ao culto com uma missa presidida pelo arcebispo de Erbil, naquela que é a primeira igreja reconstruída depois da libertação da região do jugo do Estado Islâmico.

Em declarações publicadas pela Fundação Ajuda a Igreja que Sofre (AIS), D. Bashar Warda destacou uma celebração que simbolizou “uma mensagem de esperança e de vitória” perante aqueles que quiseram “eliminar a presença cristã” no território.

O Nosso Tempo

Os quatro Reis Magos

Os quatro Reis Magos.

Não, não me enganei, nem li mal a narrativa bíblica da Natividade. Eram três Reis Magos visíveis. Um era invisível. Não se vê no presépio. E não oferece nada comparável com ouro, incenso e mirra. Tem estado oculto e é cada um de nós, com as nossas ofertas de sempre: de dúvidas, angústias, tropeções, quedas, mesmo descrença. E por vezes, pequenos sucessos de abnegação e generosidade. Foi aliás o rei mago invisível, esta pobre humanidade que nos é comum, que selou o destino do Menino e o levou à Cruz. Assim acreditamos nós ,os cristãos.

Segundas mãos e outras máquinas

Segundas mãos e outras máquinas

Num desses fascículos publicados nos jornais numa época em que se recorria a mil e tantas tentativas de vendas – sim, os tais que se encadernavam posteriormente dando origem a excelentes enciclopédias – fui confrontado com uma série de feitos da humanidade em determinadas áreas, facto que me provocou logo comichão na extremidade do lóbulo da orelha esquerda, sinal de curiosidade espevitada. Ora, apesar de se destinarem a leitores nacionais, embora a proveniência seja estrangeira (valham-nos os intérpretes!), nesses fascículos não se fazia uma única menção a portugueses ou a qualquer personagem que em Portugal tenha medrado.

Capa 21-12-17

Capa 21-12-17

Natal na Rota da Seda

Um gole de Porto no oásis

Um gole de Porto no oásis

Kashgar, cidade em fervilhante actividade há mais de dois mil anos, voltou a abrir as portas para o mundo há apenas três décadas e meia. À semelhança das congéneres Samarcanda e Bucara, imortalizou o seu nome forjando-o à Rota da Seda que, durante séculos, ligou comercialmente a China, a Índia e o Mediterrâneo. Toda a Kashgaria – o nome histórico da região situada a oeste da bacia de Tarim – fora também um importante ponto de passagem para sucessivos exércitos invasores. Depressão com o impressionante comprimento de mil e 500 quilómetros, o Tarim abrange a maior parte do extremo oeste da China, e consiste quase inteiramente num deserto hostil, pontilhado com oásis, conhecido como Taklamakan, “o deserto do não retorno”.

Cubo de Rubik ou a Complexificação da Quadra

A cultura de Natal, segundo José

A cultura de Natal, segundo José

Reflectir sobre o Natal nos dias de hoje pode levar-nos a um exercício de menosprezo pelas diferentes interacções que esta época hoje implica. Mas não fiquemos pela superfície, pois há muito mais para reflectir do que à partida poderíamos pensar.

Há uns tempos a esta parte, aquando do grande impacto dos “fidget spinner” na sociedade portuguesa, circulou uma publicação que colocava em contraponto um cubo de Rubik, ou cubo mágico, e um “spinner”; na legenda da imagem, uma frase: “Cada geração desenvolve aquilo para a qual está capacitada”.

Museu do Baan Kudi Chin em Banguecoque

Presença portuguesa visitada... por franceses

Presença portuguesa visitada… por franceses

A família Da Cruz, uma das dezassete de luso-descendentes que ainda hoje habita no conhecido Bairro de Santa Cruz, em Banguecoque (zona de Thonburi, na margem esquerda do rio Chaopraya, onde o rei Taksin se instalou quando deixou Ayuthaya), deu-nos a conhecer todo o espólio que está na família há gerações e que deu origem ao Museu do Baan Kudi Chin.

As raízes familiares não são conhecidas em profundidade, mas segundo Navinee Pongthai, a responsável e mentora de todo o projecto, esta é uma pesquisa contínua e que espera dar frutos em breve.

Pura e Simplesmente Natal

PURA E SIMPLESMENTE NATAL

O Evangelho ressalta: «O Verbo que se fez carne e habitou entre nós».

A Encarnação do «Verbo» foi a maior revelação de Deus. Na face de Cristo brilha em plenitude a glória do Pai. (Jo., 1, 1-18).

É um Hino cristológico, pelo qual a comunidade cristã expressava a sua fé em Cristo enquanto Palavra viva de Deus, a sua origem divina, a sua influência no mundo e na história, possibilitando aos homens que o acolhem e escutam tornarem-se “filhos de Deus”.

Filosofia, uma dentada de cada vez (45)

Alguma vez viram os animais aparecerem com novas ideias?

Alguma vez viram os animais aparecerem com novas ideias?

A Natureza é maravilhosa. A Natureza é fascinante. Basta observar os pássaros a construírem os ninhos, as formigas a fazerem os formigueiros, ou as abelhas a construírem uma colmeia.

Mas vocês nunca se interrogaram porque é que os pássaros nunca desenharam novos tipos de ninhos, porque é que as formigas nunca pensaram em novos tipos de formigueiros, ou porque é que as abelhas não conceberam novos tipos de colmeias? No reino animal apenas o Homem é capaz de conceber um lugar onde ele possa viver.

Família e Fé

Fugir da realidade

Fugir da realidade

Alguém me dizia, recentemente, que os livros mais «consumidos» pela juventude hodierna são aqueles que ajudam a fugir da realidade.

Em concreto, os livros cujo público-alvo são as adolescentes possuem uma receita que não falha: transportá-las para mundos imaginários que as ajudem a «emitir» frequentes suspiros cor-de-rosa. E finalizava essa pessoa dizendo: «Basta ajudá-las a refugiarem-se na sua imaginação e elas sentem-se felizes. E, mais importante ainda, recomendam o livro às amigas».

Muito de nós é família

Muito de nós é família

Os meus filhos são únicos. São mesmo únicos e, apesar do esforço para que as regras e os valores sejam iguais para todos, não é verdade que eu sou a mesma mãe para todos e que a nossa educação é igual para todos. Educar é ajudar a crescer e, para crescer, cada filho precisa de coisas distintas, com ritmos diferentes, em doses específicas. Talvez, por isso, importe ir parando para olhar para cada um deles com toda a atenção.

Todos são completamente diferentes em temperamento, modo de fazer, nível de confiança e apetências (pelo menos, naqueles que já é possível apreciar este tipo de questões), mas todos têm algo que me transporta para mim própria, que me transporta para o meu marido ou para algum familiar mais próximo.

Bengala e o Reino do Dragão – 9

O rajá de Pandu

O rajá de Pandu

O reino do Cocho assentava, na época, a sua capital na cidade de Hajo. Embora a tivessem avistado, no lado norte do Brahmaputra, não era esse o destino dos padres, antes Pandu, centro nevrálgico de uma região recentemente conquistada pelos mogóis ao reino de Assam, cujo território estendia os seus limites a leste dali. Como escreve Cacela, “é Pandó terra não muito grande, mas mui frequentada, e de não se alargar muito pela terra adentro, mas estar estendida na praia deste formoso Rio do Cocho, é a causa a guerra que tem de contínuo com os assanes que confinam com Pandó, terra última do Reino por aquela parte”.

Cismas, Reformas e Divisões na Igreja – XLVIII

As Igrejas Reformadas no Novo Mundo

As Igrejas Reformadas no Novo Mundo

A Reforma Protestante não se cingiu à Europa. Tal como a Igreja Católica, na Missão, ganhara o mundo, também os Protestantes se estenderam além-mar, principalmente, ou numa primeira fase, no Novo Mundo, a partir essencialmente do século XVII. Ou seja, nas Américas. Se na América Central e do Sul, na sua esmagadora maioria geográfica fazendo parte dos impérios dos catolicíssimos reinos de Espanha (do México à Terra do Fogo) e Portugal (Brasil), predominou solidamente a Igreja Católica, naquilo que são os actuais territórios dos Estados Unidos e Canadá, então divididos pela Inglaterra e Canadá, foram as igrejas reformadas (protestantes) que mais se impuseram, embora a Igreja Católica não tenha deixado de se implantar da Califórnia ao Novo México e Luisiana (colonização espanhola e francesa, respectivamente) e no Québec (França).