Anunciado pela Rede Mundial de Oração do Papa

As intenções de Francisco para 2019. A Rede Mundial de Oração do Papa anunciou as intenções do Santo Padre Francisco para os doze meses de 2019. Como nos dois anos anteriores, haverá Ler Mais

Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos decorre até sexta-feira

Colégio de Santa Rosa de Lima acolhe encontro ecuménico. As instalações da Secção Chinesa do Colégio de Santa Rosa de Lima, na rua de Santa Clara, junto ao Jardim de São Francisco, Ler Mais

Maestro Aurelio Porfiri propõe por dois milénios de Música Sacra

«Antes de serem ocidentais, as grandes obras de música sacra são católicas». O antigo professor da Universidade de São José está na vizinha Região Administrativa Especial de Hong Kong para orientar um Ler Mais

Movimento Pró – Vida Perseguido

O fundo da caverna. Eu resistia a acreditar: fui mesmo ver a gravação da reportagem que passou na quinta-feira (10 de Janeiro) na TVI, depois do telejornal das 20 horas, seguida de Ler Mais

O Pedido de Exílio da Jovem Saudita

Um acto ousado e corajoso. Chama-se Rahaf Mohammed al-Qunun, é saudita e tem dezoito anos. Agora encontra-se segura, no Canadá, desfrutando do estatuto de exilada, depois de ter estado sob a alçada Ler Mais

 

Anunciado pela Rede Mundial de Oração do Papa

As intenções de Francisco para 2019

As intenções de Francisco para 2019.

A Rede Mundial de Oração do Papa anunciou as intenções do Santo Padre Francisco para os doze meses de 2019. Como nos dois anos anteriores, haverá apenas uma intenção a cada mês e pode ser de dois tipos: pela evangelização ou universal.

Janeiro

Pela evangelização: Pelos jovens, especialmente os da América Latina, para que, seguindo o exemplo de Maria, respondam ao chamamento do Senhor para comunicar ao mundo a alegria do Evangelho.

Fevereiro

Universal: Pelo acolhimento generoso das vítimas do tráfico de pessoas, da prostituição forçada e da violência.

Março

Pela evangelização: Pelas comunidades cristãs, em particular as que são perseguidas, para que sintam a proximidade de Cristo e para que os seus direitos sejam reconhecidos.

Abril

Universal: Pelos médicos e pelo pessoal humanitário presentes em zonas de guerra, que arriscam a própria vida para salvar a dos outros.

Maio

Pela evangelização: Para que, através do empenho dos próprios membros, a Igreja em África seja fermento de unidade entre os povos, sinal de esperança para este continente.

Junho

Pela evangelização: Pelos sacerdotes, para que, com a sobriedade e humildade da sua vida, se empenhem numa solidariedade activa para com os mais pobres.

Julho

Universal: Para que todos aqueles que administram a justiça operem com integridade e para que a injustiça que atravessa o mundo não tenha a última palavra.

Agosto

Pela evangelização: Para que as famílias, graças a uma vida de oração e de amor, se tornem cada vez mais “laboratórios de humanização”.

Setembro

Universal: Para que os políticos, os cientistas e os economistas trabalhem juntos pela protecção dos mares e dos oceanos.

Outubro

Pela evangelização: Para que o sopro do Espírito Santo suscite uma nova primavera missionária na Igreja.

Novembro

Universal: Para que no Próximo Oriente, no qual diversas tradições religiosas partilham o mesmo espaço de vida, nasça um espírito de diálogo, de encontro e de reconciliação.

Dezembro

Universal: Para que cada país tome as medidas necessárias para fazer do futuro dos mais jovens uma prioridade, sobretudo daqueles que estão a sofrer.

Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos decorre até sexta-feira

Colégio de Santa Rosa de Lima acolhe encontro ecuménico

Colégio de Santa Rosa de Lima acolhe encontro ecuménico.

As instalações da Secção Chinesa do Colégio de Santa Rosa de Lima, na rua de Santa Clara, junto ao Jardim de São Francisco, acolhem ao início da noite de amanhã o ponto alto das celebrações da edição de 2019 da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos.

O estabelecimento de ensino é palco de um encontro de oração organizado pela diocese de Macau, em parceria com várias igrejas cristãs e evangélicas do território, numa iniciativa de natureza ecuménica que tem vindo a conhecer um grande sucesso ao longo dos últimos anos. «A Diocese está a organizar-se para rezar pela intenção específica da unidade dos cristãos em todas as missas que se realizam esta semana, mas o grande momento de unidade e de encontro entre as Igrejas acontecerá no dia 19, sábado, no Colégio de Santa Rosa Lima», disse a’O CLARIMo padre Daniel Ribeiro. «Em Macau e na Ásia o diálogo acontece de uma forma muito tranquila e muito positiva. Em Macau este encontro de oração já acontece há vários anos, atrai várias Igrejas, pastores e sacerdotes. A resposta é muito boa. Porém, na prática, depois desta semana de unidade entre os cristãos, o diálogo entre as Igrejas é muito pequeno», lamentou o vigário-paroquial da Sé Catedral.

Maestro Aurelio Porfiri propõe por dois milénios de Música Sacra

MAESTRO AURELIO PORFIRI

«Antes de serem ocidentais, as grandes obras de música sacra são católicas».

O antigo professor da Universidade de São José está na vizinha Região Administrativa Especial de Hong Kong para orientar um curso sobre a história da música de inspiração católica. A iniciativa, que teve início esta semana, decorre até 2 de Fevereiro no campus da Universidade Chinesa de Hong Kong. Compositor prolífico e escritor com uma extensa actividade editorial, Aurelio Porfiri lançou em Dezembro o seu mais recente livro, uma obra escrita a meias com o vaticanista Aldo Maria Valli que passa a pente fino os principais desafios com que a Igreja se depara actualmente.

Uma viagem por 21 séculos de música de inspiração católica em meia dúzia de capítulos. Esta é a proposta que Aurelio Porfiri e a Universidade Chinesa de Hong Kong lançaram aos entusiastas da música sacra da região do Delta do Rio das Pérolas, com a criação de um curso livre no qual o maestro e compositor italiano se propõe abordar a tradição musical da Igreja e desvendar alguns dos mais significativos contributos da Cúria Romana para a evolução da música.

Porfiri, que viveu em Macau entre 2008 e 2015, deverá discorrer sobre aspectos como o desenvolvimento da liturgia, o canto gregoriano, a polifonia, a ascensão da música secular e os desafios que a música sacra enfrenta num mundo em constante mudança. O curso, que se realiza às quartas e sextas-feiras, arrancou esta semana com o compositor italiano a dedicar a primeira aula ao período apostólico e ao nascimento da tradição musical católica. A iniciativa, que decorre nas instalações da Universidade Chinesa de Hong Kong, no Yasumoto International Academic Park, prolonga-se até ao início de Fevereiro e assume como principal desígnio o propósito de colocar em perspectiva o papel do Catolicismo na forma como se desenvolveu a música de matriz ocidental.

«A Igreja está por detrás do desenvolvimento da tradição musical do Ocidente. Há toda uma requinta linguagem musical que teve origem na tradição das liturgias cantadas», recorda Aurelio Porfiri em declarações a’O CLARIM. «Este curso destina-se a todos quantos desejam saber um pouco mais sobre a enorme tradição musical da Igreja Católica e sobre o modo como esta tradição se desenvolveu em termos históricos», acrescenta.

“Fellow” do Trinity College (Londres), Porfiri mantém uma profícua actividade tanto no domínio da escrita como ao nível da composição musical. O desafio de criar música litúrgica – reconhece – não se prefigura um exercício fácil, até porque o propósito das composições a que dá forma passa, antes de mais, por facilitar o diálogo com Deus: «Não é fácil conceber novas obras. E não é fácil pela simples razão de que quem compõe precisa de se certificar de que a música constitui também uma forma de oração», explica o actual organista da igreja de San Benedetto in Piscinula, na cidade de Roma.

Crítico da forma como alguns aspectos da organização e da liturgia da Igreja Católica evoluíram, Aurelio Porfiri lamenta que a vasta tradição musical ligada ao Catolicismo não tenha sido salvaguardada. O antigo docente da Universidade de São José diz que a componente musical da liturgia deixou de ser uma prioridade para a Cúria Romana: «Um dos grandes problemas é que a liderança da Igreja deixou de ter consciência da relevância da música. Não há muito que possa ser feito para alterar este aspecto, até porque a aposta em música litúrgica boa e digna deixou de ser uma prioridade. Este não é, de resto, um fenómeno novo».

Antigo director para os Assuntos Musicais da Escola de Nossa Senhora de Fátima e responsável pelo coro da secção de língua inglesa do Colégio de Santa Rosa de Lima entre 2010 e 2015, Porfiri não estranha o grande interesse que a música sacra suscita em Macau e Hong Kong, regiões nas quais existe subsiste uma grande tradição coral. O maestro relaciona um tal fascínio com a «profunda religiosidade» do povo chinês. «Antes de serem ocidentais, as grandes obras de música sacra são primordialmente católicas. Encerram uma dimensão universal de religiosidade profunda e o povo chinês pode ser um povo profundamente religioso», atesta.

“Sradicati” nas livrarias desde Dezembro

Colaborador da edição em Inglês d’O CLARIM, Aurelio Porfiri é também escritor e cronista, mantendo uma intensa actividade editorial. Escrito a duas mãos com o vaticanista Aldo Maria Valli, o seu mais recente livro – “Sradicati – Dialoghi Sulla Chiesa Liquida” – chegou às livrarias em meados de Dezembro e aborda aquelas que são actualmente, no entender dos autores, as questões de maior importância para a vida da Igreja. «Aldo Maria Valli é um dos vaticanistas mais famosos de Itália. Nos dias que correm, a Igreja está fortemente dividida e aparenta, por vezes, que está a ir em direcções que no nosso entender podem ser prejudiciais para a sua própria unidade e integridade. Como católicos, falamos em “Sradicati”, da apreensão com que nos deparamos perante as dificuldades e os conflitos com que a Igreja se depara», sublinha Porfiri.

O nosso entrevistado entende que alguns dos dilemas com que o Vaticano se depara colocam a Igreja numa posição em que arrisca perder a sua própria identidade: «O maior desafio, no meu entender, passa por conseguir manter intacta a sua identidade, por se manter católica e por não sucumbir aos assuntos do mundo. Esta é uma tentação com que a Igreja se depara desde os primórdios».

Apesar das críticas ao posicionamento do Vaticano face a alguns dos desafio que enfrenta e das preocupações relativas ao futuro da Igreja enquanto instituição, Aurelio Porfiri aplaude o esforço de aproximação à República Popular da China feito pela Santa Sé, ainda que defenda que a abordagem ao processo de normalização de relações deva ser feito com cautela. «Os católicos devem estar orgulhosos da decisão, tomada pela Igreja, de estabelecer relações com todos os países para o bem das comunidades católicas que existem em determinadas nações», sustenta, rematando de seguida: «O que pode ser legitimamente questionado é se as decisões concretas e os acordos firmados estão sempre em conformidade com o bem das ditas comunidades, como parece ser o caso neste caso. Tanto o Papa Francisco como o secretário de Estado do Vaticano reconheceram já que para alguns fiéis será difícil aceitar um acordo, dadas as actuais condições em que vivem a sua fé».

Marco Carvalho

 

Movimento Pró – Vida Perseguido

O fundo da caverna

O fundo da caverna.

Eu resistia a acreditar: fui mesmo ver a gravação da reportagem que passou na quinta-feira (10 de Janeiro) na TVI, depois do telejornal das 20 horas, seguida de debate na TVI24.

A reportagem consistia fundamentalmente numas imagens de má qualidade, com uma cor distorcida, captadas com uma câmara instável e um som fraco, da conversa de um homossexual com uma psicóloga, com um padre (no confessionário) e ainda trechos de reuniões de entreajuda de homossexuais, numa paróquia de Lisboa. Nunca se via o protagonista homossexual, apenas a psicóloga e o padre. Aliás, a imagem era tão má que, muitas vezes, só se via a testa da psicóloga e o tecto da sala.

No rodapé, lia-se: “Grupo secreto quer ‘curar’ homossexuais”. Periodicamente, uma “voz-off” explicava que as sessões eram pseudo-psicológicas e falsas. Nos intervalos das conversas, enquanto víamos uma pessoa de costas, em contra-luz, o interlocutor homossexual fazia a síntese, sempre em “voz-off”: lavagem cerebral, tratam-nos como almas perdidas, manipulam, é mutilante, «saí de lá a sentir-me um pecador desgraçado», foi violento… imaginem que me disseram que «só uma amizade casta seria correcta», desvalorizam o amor entre duas pessoas «só porque não têm filhos».

O Pedido de Exílio da Jovem Saudita

O PEDIDO DE EXÍLIO DA JOVEM SAUDITA

Um acto ousado e corajoso.

Chama-se Rahaf Mohammed al-Qunun, é saudita e tem dezoito anos. Agora encontra-se segura, no Canadá, desfrutando do estatuto de exilada, depois de ter estado sob a alçada do Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas, em Banguecoque, aguardando uma decisão para o seu pedido de asilo, inicialmente feito à Austrália, surgindo como alternativa o Canadá. Contudo, uns dias antes esta jovem permaneceu 24 horas num quarto de hotel do aeroporto de Banguecoque, escoltada pelas autoridades tailandesas que aparentavam estar a actuar de acordo com directrizes emanadas da Arábia Saudita que queriam ver Rahaf deportada para o Kuwait, de onde inicialmente viera. Mas a provação de Rahaf começou muito antes de embarcar nessa cidade com destino à Austrália, e com escala, para mudança de voo, na capital tailandesa.

Capa 18-01-19

Capa 18-01-19

Ilhas Goto, O Eterno Refúgio do Cristianismo no Japão

Fé resistente

Fé resistente

Situadas no extremo ocidental da mais oriental das nações asiáticas, as ilhas Goto são ainda hoje um mundo à parte dentro do Japão. Constituído por 63 ilhas, das quais apenas onze permanecem habitadas, o arquipélago foi um importante refúgio para os “kakure kirishitan”, os cristãos ocultos que durante mais de duzentos anos praticaram a sua fé em segredo para escapar à tortura e à morte.

Os primeiros a habitar em permanência no remoto arquipélago de Goto chegaram da cidade de Sotome, a cerca de quarenta quilómetros de Nagasaki. Durante décadas foram muitos os moradores da localidade que mantiveram uma vida dupla: praticavam a sua fé em segredo no aconchego e na segurança do lar enquanto se faziam passar em público por seguidores devotos das práticas xintoístas e budistas a que se entregava à época a esmagadora maioria da população nipónica.

Meditação Oriental e Oração Cristã

MEDITAÇÃO ORIENTAL E ORAÇÃO CRISTÃ

Deus está em nós, mas transcende-nos

Nos nossos tempos, em consequência do contacto cada vez mais frequente com outras religiões, com os seus diversos estilos e métodos de oração, muitos fiéis começaram a interrogar-se sobre o valor que pode representar para os cristãos outras formas não cristãs de meditação.

Esta dúvida refere-se sobretudo aos métodos usados nas religiões orientais, alguns inspirados no Induísmo e no Budismo, como o “Zen” ou a “Meditação transcendental”, ou o “Yoga”. Tratam-se, portanto, de métodos de meditação do Extremo Oriente não cristão, que hoje são usados frequentemente também por parte de alguns cristãos por motivos terapêuticos.

Cismas, Reformas e Divisões na Igreja – XCI

O Evolucionismo Teísta – 2

O Evolucionismo Teísta – 2

O evolucionismo (ou evolução) teísta tem dois grandes objectos de análise. No primeiro objecto, procura definir se existe um Deus. Neste sentido, procura também determinar se Ele esteve ou não directamente envolvido no processo de origem da vida. Segundo esta visão, Deus pode ter estado na origem, na “construção”, na criação das leis naturais, talvez mesmo Ele tenha criado essas coisas com a ideia da vida em mente, questionam os adeptos desta tendência. Mas, nesses alvores da Criação, Deus afastou-se e deixou o processo seguir o seu próprio rumo e assumir a direcção. Deus deixou o mundo entregue a si próprio, fazer como tem feito, pelo que a vida surgiu, eventualmente, de matéria morta. Esta corrente é em tudo semelhante à evolução ateísta, pois ambas defendem, ou pressupõem, uma origem natural da vida.

Envelhecimento

ENVELHECIMENTO

Sociedades envelhecidas exigem mudanças sociais e políticas

Vamos durar cada vez mais. Quanto mais? E qual será a nossa qualidade de vida? Em Portugal, o que está a ser feito para acompanhar a mudança? Assistimos a uma conferência sobre o futuro do envelhecimento à procura de respostas para estas perguntas.

Os investigadores de demografia e envelhecimento têm uma certeza: os humanos vão viver cada vez mais anos. Roland Rau, do Instituto Max Planck para Investigação Demográfica, na Alemanha, explica que «em cada dez anos, a esperança de vida aumenta, em média, 2,4 anos: ganhamos seis horas em cada dia». A curva dos gráficos de esperança média de vida tem vindo sempre a aumentar. Mas «as idades que mais contribuem para o envelhecimento são as que têm mais de oitenta e de noventa. Porquê? Porque estamos a adiar o envelhecimento», explica o investigador, na conferência “Ageing Futures”, no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa.

Teologia, Uma dentada de cada vez (16)

TEOLOGIA, UMA DENTADA DE CADA VEZ (16)

A Bíblia diz-nos tudo o que precisamos saber?

Vimos anteriormente que Deus Se revelou totalmente com a chegada de Jesus. Também vimos que Jesus Cristo escolheu sucessores que pudessem continuar o Seu trabalho, ou seja, transmitir a revelação até ao fim dos tempos. Esses sucessores têm transmitido através dos séculos o que é chamado de “Depósito da Revelação”. O termo “depósito” é uma alegoria – chamemos-lhe assim – ao dinheiro que depositamos no banco para aí ficar guardado em segurança e produza juros (cresça).

Jesus Cristo confiou as verdades aos apóstolos e seus sucessores, para que estes as pudessem preservar e transmitir, e consequentemente as fizessem crescer. Os apóstolos e os seus sucessores (os bispos) têm pois a obrigação de as salvaguardarem e ensinarem. Esta responsabilidade é denominada como “Gabinete de Ensino” ou “Magisterium” (Magistério) da Igreja. A maioria das verdades reveladas entregues à Igreja, para que ela as preservasse e transmitisse, foram entregues por escrito (Sagradas Escrituras) e verbalmente (Tradição Sagrada).

Rota dos 500 Anos

Rota dos 500 Anos

À Vela até Aruba

(Já que o motor continua a dar problemas)

Com mais de um mês de estadia em Curaçao e depois de expirado o meu visto de turista, deixámos a ilha sem que os responsáveis da imigração tenham levantado qualquer objecção.

Os últimos dias passados na ilha dos portugueses foram de despedida e de algumas lágrimas, afinal é um local que nunca mais iremos esquecer. Foi aqui que a nossa vida mudou com a descoberta do cancro da NaE.

No dia em que decidimos sair o mecânico que procedeu à rectificação do motor esteve a bordo. Verificou tudo durante uma pequena viagem na zona dos ancoradouros. Como estava tudo bem tivemos luz verde para prosseguir a viagem. Acontece que como se demorou mais tempo do que o planeado – quando acabámos de preparar o veleiro era já noite – não quisemos arriscar sair da lagoa, uma vez que o canal é pouco profundo. Saímos então no dia seguinte à hora de almoço, sem quaisquer problemas, até que já no mar o motor voltou a fazer das suas… e aqueceu!

Família e Fé

FAMÍLIA E FÉ

Viver juntos não ajuda a preparar o casamento

Viver juntos, antes do matrimónio, contribui para que o casamento seja muito mais frágil. Esta afirmação está bem estudada, documentada e certificada.

Qual é o motivo dessa maior fragilidade? Não existe no ambiente hodierno a ideia de que juntar-se é o melhor modo de preparar-se para o casamento?

Budziszewski, professor de Filosofia da Universidade do Texas, recorda que existe uma diferença essencial e radical entre casar-se e juntar-se.

«O que procuram as pessoas que se casam é precisamente isso: adquirir um compromisso para sempre. Pelo contrário, o que procuram as pessoas que se juntam é diametralmente oposto: não ter nenhum compromisso, pelo menos para já».

Java Menor – 4

JAVA MENOR – 4

Portos e crustáceos

Em 1552, Fatahillah, futuro Sunan Gunung Jati, abandona Banten com a missão cumprida, e vai pregar para Cirebon onde permanecerá até à data da sua morte, em 1570. Terá nessa altura abdicado em favor do filho Maulana Hasanudin (ou Pangeran Sedakingking), o segundo monarca muçulmano da história de Sunda. Seria o filho deste, Maulana Yusuf ou Pangeran Pasareyan (1570 a 1580), o carrasco responsável pelo golpe de misericórdia executado no que restava do reino hindu de Pajajaran, ao ocupar a sua capital no interior, Pakuan, actual Bogor, em 1579. Tratou-se, sem dúvida, de uma jogada de antecipação prejudicadora dos interesses dos portugueses, até então aliados dos reinos hindus de Sunda.

Vaticano procura respostas em conferência sobre “Robô – Ética”

Máquinas ou Humanos?

Máquinas ou Humanos?

O Vaticano apresentou, na passada terça-feira, uma conferência sobre a chamada “robô-ética”, que vai decorrer no final de Fevereiro, debatendo questões e potenciais da robótica ou da genética, por exemplo.

“Hoje é possível intervir muito profundamente na matéria viva, usando os resultados obtidos pela física, genética e neurociência, bem como pela capacidade de cálculo de máquinas cada vez mais poderosas”, escreve o Papa Francisco na carta com que se associa à próxima Assembleia Geral da Academia Pontifícia para a Vida (APV), no 25.º aniversário da instituição.

O texto, divulgado pela Santa Sé, tem como título “Humana communitas” (“A comunidade humana”), convidando à reflexão sobre as novas tecnologias, definidas hoje como “emergentes e convergentes”.