Bernardo Villegas, especialista em Economia Mundial

«Os americanos andam muito nervosos» A economia do Sudeste Asiático vai suplantar a do poder ocidental na próxima década. E a China pode explodir como um vulcão social, defende Bernardo Villegas, filipino Ler Mais

E depois do 25 de Abril

O que fazemos aqui? De que é feita a democracia de hoje? Como podemos enriquecer o Estado democrático? Qual o papel de cada um na sua comunidade, quer no condomínio do prédio, Ler Mais

Guerra d’África 1961-1974

Estava a Guerra Perdida? O livro “Guerra d’África 1961-1974 – Estava a Guerra Perdida?” foi ontem apresentado em Lisboa, na Sociedade História da Independência de Portugal. Da autoria do historiador e professor Ler Mais

Relações entre Macau e o Camboja – Parte 1

Missionários, aventureiros e uma cidade perdida No seu livro “Batalhas da Companhia de Jesus”, escrevia António Francisco Cardim: «O reino do Camboja não tem até agora dado matéria de larga escritura, porque Ler Mais

Uma fronteira sui generis

Visitei pela primeira vez o Camboja nos primeiros anos da década de 1990, pairava ainda o espectro dos temidos khmeres vermelhos. Não devia haver fronteira em todo o Sudeste Asiático que marcasse Ler Mais

 

Bernardo Villegas, especialista em Economia Mundial

Bernardo Villegas

«Os americanos andam muito nervosos»

A economia do Sudeste Asiático vai suplantar a do poder ocidental na próxima década. E a China pode explodir como um vulcão social, defende Bernardo Villegas, filipino que não teme as disputas nos Mares do Leste e do Sul da China. Até porque na ordem do dia está o nervosismo dos Estados Unidos perante a criação do Banco Asiático de Investimento em Infra-estruturas. A’O CLARIM, o professor-emérito da Universidade da Ásia e do Pacífico sustentou que Macau pode ser um importante centro mundial na área do entretenimento, para além de constituir um importante foco de difusão de línguas para o continente asiático. Para tal, precisa apenas de contratar os melhores docentes do mundo, nem que sejam prémios Nobel. Segundo ele, as instalações da Universidade de Macau são melhores do que as de Harvard, nos Estados Unidos.

E depois do 25 de Abril

E DEPOIS DO 25 DE ABRIL

O que fazemos aqui?

De que é feita a democracia de hoje? Como podemos enriquecer o Estado democrático? Qual o papel de cada um na sua comunidade, quer no condomínio do prédio, quer nas redes sociais ou noutros lugares onde podemos deixar o nosso contributo? Estaremos à altura dos novos desafios? A participação na coisa pública é de todos e para todos.

Quando chega o mês de Abril recorda-se, em particular, a liberdade conquistada em Portugal há precisamente 41 anos. Esta data não precisa de números redondos para continuar a ser falada, debatida e reflectida. Muitos ainda gritam 25 de Abril sempre, fascismo nunca mais – uns fazem-no de forma mais expressiva, outros em surdina e outros ainda encolhem os ombros… de indiferença. A memória está mais fresca para uns do que para outros. O que correu bem para uns não correu para outros.

Guerra d’África 1961-1974

GUERRA D’ÁFRICA 1961-1974

Estava a Guerra Perdida?

O livro “Guerra d’África 1961-1974 – Estava a Guerra Perdida?” foi ontem apresentado em Lisboa, na Sociedade História da Independência de Portugal.

Da autoria do historiador e professor universitário Humberto Nuno de Oliveira e do tenente-coronel João José Brandão Ferreira, com prefácio de Jaime Nogueira Pinto, a obra lança a questão: “Estava a Guerra de África perdida?”.

Trata-se de uma análise ao conflito enriquecida com entrevistas a dezenas de personalidades. Mais do que nunca o debate está vivo e a conclusão não agrada aos abrilistas que entregaram o Império.

Relações entre Macau e o Camboja – Parte 1

RELAÇÕES ENTRE MACAU E O CAMBOJA – PARTE 1

Missionários, aventureiros e uma cidade perdida

No seu livro “Batalhas da Companhia de Jesus”, escrevia António Francisco Cardim: «O reino do Camboja não tem até agora dado matéria de larga escritura, porque nem na sua grandeza e sítio da terra e províncias, em riqueza tem cousa digna de se contar, e muito menos na conversão dos seus naturais à nossa santa fé. É abundante de arroz, e tem muito charão, chumbo, cera, alguma águila e japão. O benjoim amendoado desce pelo rio abaixo do reino dos Laos, como as pontas de abada. Em razão da abundância de mantimentos fazem os jaus e cochinchinos escala na cidade de Rasseca, metrópole de todo o reino, os holandeses vão buscar o benjoim e mantimentos, os japões courama, águila, japão e charão e algumas peças de seda que levam os chincheos. Os portugueses de Macau em tudo tratam hoje, por falta de comércio de Japão e Filipinas».

Uma fronteira sui generis

Uma fronteira sui generis

Visitei pela primeira vez o Camboja nos primeiros anos da década de 1990, pairava ainda o espectro dos temidos khmeres vermelhos.

Não devia haver fronteira em todo o Sudeste Asiático que marcasse tanto a diferença de duas nações como a que separava o Vietname do Camboja. Do lado leste, em Moc-Boi, os guardas em uniforme verde-claro, enfiados num pequeno cubículo, controlavam passaportes com gestos rígidos e despachavam os candidatos a uma viagem terrestre pelo interior do Camboja para um descampado terra de ninguém onde mercadores de ambos os países carregavam e descarregavam carrinhas cheias de sacos com fios para tecelagem, frutos, peças de motores e electrodomésticos. Era perfeitamente visível que a balança dos produtos transaccionados pendia mais para o lado vietnamita, país que mais tinha para oferecer, inclusive mulheres.

Capa 24-04-15

Olhando em Redor

O primeiro jogo

O primeiro jogo

Foi com satisfação que assisti no último Domingo à transmissão em directo do jogo que opôs o Ka I ao Benfica de Macau, a contar para a 10ª jornada da Liga de Elite. O desafio foi difundido em simultâneo pelo Canal Macau e pelo Canal HD da TDM.

Saúdo o pioneirismo da iniciativa porque a TDM tem um papel importante a desempenhar na promoção do desporto local. O jogo foi paupérrimo, à imagem do futebol que se pratica no território, mas embora seja este o desporto que temos, a TDM cumpriu bem com o papel de prestar serviço público à população.

Estreia Mundial na Igreja de São José

Aurelio Porfiri

Missa em honra de Mateus Ricci

O maestro italiano Aurelio Porfiri apresenta, em estreia mundial, o concerto “Missa in honorem Matthaei Ricci” (Missa em honra de Mateus Ricci), no próximo Domingo (26 de Abril), pelas 19:30 horas, na igreja do Seminário de São José.

Composto pelo próprio Aurelio Porfiri, o concerto de música sacra para metais e órgão conta com a participação de vários grupos corais de Macau (Academia de Música S. Pio X, Colégio de Santa Rosa de Lima – Sessão Inglesa, Escola de Nossa Senhora de Fátima e Coro de S. Tomás), sendo acompanhados pela organista Annie Lam, pelos solistas Lily Li, Mário Xia e Dian Paramita, e pela banda de sopro Macau Chamber Wind. Terá lugar um recital de sopranos e tenores de obras também da autoria de Aurelio Porfiri.

Fóruns do Instituto Ricci de Macau

Música ocidental na China e Filipinas

Música ocidental na China e Filipinas

O Instituto Ricci de Macau (IRM) organiza amanhã, pelas 15 horas, o seminário “Introdução da Música Ocidental na China e nas Filipinas” em língua inglesa.

«Os missionários jesuítas foram os principais responsáveis pela introdução de ambas as músicas, secular e religiosa, na China e em Macau. A música religiosa constitui uma parte muito antiga da Liturgia Cristã e no princípio do século XVII a igreja de São Paulo, em Macau, já tinha órgãos ocidentais para tocar na missa», descreve o investigador convidado e historiador de Arte no IRM, César Guillén-Nuñez.

Pointe à Pitre (Guadalupe)

Rota dos 500 Anos-Pointe à Pitre (Guadalupe)

A vela é mesmo assim. A última crónica escrevi de Fort-de-France, na ilha de Martinica, sem grandes planos para visitar outras ilhas. No entanto, quando rumámos a Norte, na viagem para Sainte Pierre (por onde passámos apenas), decidimos visitar, mais uma vez, a ilha de Dominica, juntamente com a tripulação do El Caracol. Mas, chegados a Dominica, pensámos: porque não seguir até Guadalupe?

E assim foi! Durante a navegação rumo a Norte decidimos, via rádio, continuar até à outra ilha francesa.

Conheça o Desenhador dos Genes

Projecto do Genoma Humano

Quando a inteligência humana descobre a Suprema Inteligência

Quando o professor Francis Collins acedeu liderar o “Projecto do Genoma Humano” (www.genome.gov) ficou excitado com a ideia de poder decifrar o código que mostra como é que o corpo humano se organiza.

«Finalizado em Abril de 2003, o PGH deu-nos a possibilidade de, pela primeira vez, conseguirmos ler a totalidade da constituição do desenho básico de um ser humano», conforme se pode ler no sítio da Internet do projecto.

Valores Humanos vs Valores de Capitais

Valores Humanos vs Valores de Capitais

A minha geração, aquela que nasceu logo após a Segunda Guerra Mundial, para já não falar dos poucos ainda sobreviventes que nos antecederam, tem assistido a transformações científicas, económicas, culturais e, sobretudo, sociais, que causam espanto e horror.

Se a curiosidade científica nos tem espantado, facilitado e também preocupado pelas suas perversões, muitas outras vertentes da vida das nossas sociedades ocidentais derraparam numa quase total ausência de valores humanos.

Salgari e os seus heróis portugueses

Sandokan e o amigo Eanes

Sandokan e o amigo Eanes

Portugal continua, teimosamente, a negar os seus heróis, que tem de monta, optando por glorificar e dar a conhecer heróis alheios. Deve ser um dos poucos países onde isso acontece. Enfim, um sintoma mais desta nossa inexplicável tendência para o suicídio identitário.

A julgar pelos resultados da votação preliminar do concurso televisivo “Os Grandes Portugueses”, ocorrido aqui há uns anos, talvez se pudesse concluir que o terreno fosse propício ao lançamento de uma nova semente, pois entre os 100 portugueses mais distintos de sempre foram eleitos dois dos nossos maiores aventureiros: o jesuíta António Andrade, o primeiro ocidental a pisar solo tibetano, ocupando o honroso posto 59; e o bem mais popularizado Fernão Mendes Pinto, no lugar 88. Nada mau.

Santa Catarina de Siena

SANTA CATARINA DE SIENA

Tão curta vida para tantas virtudes

Tão jovem, tão recolhida, tão humilde, mas tão lutadora, influente, determinante e verdadeiramente importante, Catarina, dita de Siena, religiosa terciária dominicana, emerge no seu tempo como uma nova face da santidade no feminino, cristocêntrica, arrebatada, mas pragmática e activa. Poucos, em tão pouco tempo activo, ou “útil”, de vida, em época tão conturbada e perante problemas tão grandes, nesta mudança de mentalidades e de eixos na Cristandade coeva, conseguiram tanto ou foram tão exemplares e decisivos. E raramente alguém – para mais mulher, no século XIV – tão novo, tão recolhido e humilde, marcou tão sobremaneira um contexto imaterial e até histórico como Catarina.

Papa recordou cristãos degolados na Líbia

PAPA RECORDOU CRISTÃOS DEGOLADOS NA LÍBIA

Mártires, mártires, mártires

Muitos cristãos continuam a morrer e a dar a sua vida pelo simples facto de serem cristãos, recordou o Papa Francisco, na passada terça-feira. Na homilia da missa que celebrou na Casa Santa Marta, no Vaticano, Francisco considerou que a Igreja de hoje é uma Igreja de mártires.

O Papa deu vários exemplos recentes desta realidade: «Pensamos nos nossos irmãos degolados na praia da Líbia; pensamos naquele rapazinho [no Paquistão] queimado vivo pelos colegas porque era cristão; pensamos nos imigrantes que, em alto mar, foram lançados para a água pelos outros, por serem cristãos; pensamos naqueles etíopes assassinados por serem cristãos e em tantos outros que não sabemos, que sofrem nas prisões por serem cristãos».